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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Mundos oníricos

Aaru (Campo de Juncos):
paraíso dos antigos egípcios.






Campos Elísios:
paraíso dos antigos romanos.





Um dos muitos paraísos hindus.




Um dos paraísos budistas.




Valhalla: o paraíso dos vikings.




Jannah:
o paraíso dos muçulmanos (islamismo).





O paraíso cristão:
influência do zoroastrismo
e da cultura greco-romana.




O inferno cristão
descrito por Dante Alighieri
na sua Divina Comédia.
A frase nos portais do inferno diz:
"Deixai toda esperança, vós que entrais"



A utopia ateísta-humanista:
um mundo baseado exclusivamente
na razão e conhecimento.

 

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Grande Hino a Aton


Quando te levantas, belo, no horizonte do céu,
Ó Aton vivo, aquele que deu início à vida,
Quando brilhas no horizonte do Oriente,
Enches todas as terras com a tua perfeição.
Tu és belo, grande, refulgente,
Elevado acima de todas as terras.
Teus raios cingem as terras
até aos confins de tua criação.
[...]
Embora estejas longe,
teus raios chegam à terra
e a todos acariciam-lhes as faces.
Inumeráveis são as tuas obras,
Mas ocultas à vista,
Ó Deus único sem igual!
Criaste, sozinho, a terra
segundo tua resolução,
Assim como os humanos,
Todos os animais maiores e menores,
Tudo o que vive sobre a terra
e caminha sobre patas,
Os que estão no alto e voam com asas,
As terras da Síria e de Cuxe,
E a terra do Egito.
Tu colocas cada homem em seu lugar
e crias o que lhe é necessário:
Cada um dispõe de seu alimento
e o seu tempo de vida está exatamente calculado;
As línguas são diferentes,
Pois distingues os povos estrangeiros
Tu estás em meu coração
[...]
A terra vem à existência por obra tua,
Já que crias as pessoas.
Quando te levantas, elas vivem;
Quando repousas, morrem.
És tu o tempo de vida em ti mesmo:
Vive-se por meio de ti.
Os olhos estão fitos em tua perfeição
até que te deitas.
Todos os trabalhos são interrompidos
quando repousas no Oeste.

 

Composição atribuída ao faraó Aquenaton 
Tradução de Ciro Flamarion Cardoso
Fonte: Wikipédia


Contexto histórico:
Há muito mais de 3.000 anos, o faraó Aquenaton [ou Aquenáton] e a rainha Nefertiti tentaram impor um culto monoteísta no Egito antigo. Construíram uma nova cidade: Amarna, onde seria a nova sede política e religiosa.

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

As rainhas mais poderosas do Egito

Obs: Os nomes de rainhas, faraós e deuses egípcios possuem variações na escrita. Algumas mais tradicionais na transliteração dos hieróglifos, outras mais aportuguesadas e contemporâneas. Nesta postagem usarei [sem aviso] todas as variações de nomes que encontrei. Então, por exemplo, o nome Ankhesenamun pode ser visto também como Anksenamon e Anquesenamon. As três variações do nome se referem à mesma rainha. As traduções dos nomes aparecerão entre aspas ou entre colchetes [ ].


Templo mortuário de Hatshepsut - próximo ao Vale dos Reis











Hatshepsut








"A mais importante das damas nobres" governou o Egito sozinha, sendo talvez a primeira governante da História. Construiu um dos mais belos templos mortuários do mundo, até hoje bem conservado.



Nefertiti











"A bela chegou" governou com o faraó Aquenáton e também reinou após a morte deste. O casal implementou um culto monoteísta no Egito, adorando apenas o deus sol: Aton.



Ankhesenamun

Tutankamon e Anksenamon















Era filha de Aquenaton e Nefertiti. O faraó Tutancâmon [Imagem viva de Amon] e sua esposa Anquesenamon [Vive pelo deus Amon] restauraram o politeísmo tradicional do Egito antigo. Após o falecimento do marido, ela tentou em vão uma aliança com os hititas.




Cleópatra VII Thea Philopatur












Rainha de linhagem macedônica, governou o Egito ao lado do ditador romano Júlio César. Após o assassinato deste, aliou-se ao general romano Marco Antônio. Na visão dos romanos, o casal ostentou luxo, festas extravagantes e sonhos proibidos. Esse poder sucumbiu diante do recém-nascido Império Romano. Seu nome, traduzido do grego, significa "Filha do pai, a sétima, deusa amada pelo pai".

Mais detalhes na postagem: https://interludico.blogspot.com/2022/04/antigo-egito.html



Curiosidade: a cidade de Memphis [Tennessee, Estados Unidos] tem seu nome inspirado na primeira capital do Egito antigo, que era Memphis, hoje um museu a céu aberto próximo de Cairo, a atual capital do Egito.



Pirâmide moderna na cidade de Memphis, nos Estados Unidos


sábado, 27 de maio de 2023

Diferenças entre cultura grega e romana

Olhando para a Roma antiga vemos muito da cultura etrusca e também dos antigos gregos. Mas Roma, além de fagocitar a arte de povos vizinhos, desenvolveu e gerou sua própria arte. 

A seguir apontarei algumas diferenças de destaque na cultura romana.


Na arquitetura e urbanismo   

Grécia (Hellás)

Roma (SPQR)

Pilar e dintel


 
Templos com colunas. Ex: Partenon.
 

Ágora
 

Teatro.
 

Arcos triunfais e aquedutos.


 
Construções com abóbadas e domos. 
Ex: Panteão.
 

Fórum
 

Anfiteatro. Ex: o Coliseu de Roma e a Arena de Verona.
 

Além disso: mausoléus e sistema de esgoto.

 


 Na escultura, pintura e mosaico

Grécia (Hellás)

Roma (SPQR)

Nudez atlética de deuses e semideuses.

 

Mito, fantasia.

Bustos de imperadores.

 

Realismo.

 


Religião, política e literatura

Grécia (Hellás)

Roma (SPQR)

Paganismo, politeísmo.
(Zeus)


Democracia

 

Filosofia e retórica.

  

Três epopeias:
Teogonia;
ILIADA;
Odisseia.

 

Poesia lírica: idealização.



Teatro: tragédia e comédia [atores].

 


Noções de ateísmo.

Paganismo, politeísmo.
(Júpiter)


República, senado

 

Direito e oratória.

  

Uma epopeia:
Eneida.

 

 


Poesia lírica: pragmatismo.



 Pão e circo [gladiadores].

 


Cristianismo original.


Muito do que se via na Grécia antiga via-se também na Roma antiga. Mas assim como a Grécia, Roma também acrescentou muitas novidades ao mundo. O nosso modo de vida atual tem sua origem nessas culturas.

Por sua vez, Grécia e Roma tiveram influência de culturas mais antigas, como Egito e Fenícia.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

História da Inglaterra e UK

 Da Pré-História à Idade Antiga:

- Britannia – habitada pelos bretões [povo celta orientado pelos druidas];

Festival druida em Stonehenge


 






Na Idade Antiga:

- Invasão romana – período provincial e cristianização;

- Invasões bárbaras – os anglos e os saxões [ambos povos germânicos];

 

Na Idade Média:

- Missões cristãs – para reforçar a fé na Igreja Romana nos reinos anglo-saxões;

- Invasões Vikings [povos escandinavos pagãos];

- Invasão normanda [Normandia-França].

 

A Grã-Bretanha é a grande ilha outrora habitada pelos bretões. Na maior parte da ilha está a Inglaterra [Terra dos Anglos; em inglês: England] que hoje faz parte do Reino Unido [United Kingdom], cuja capital é Londres. O sistema político é a monarquia parlamentarista.

 

As religiões que passaram pela Grã-Bretanha:

- Druidas – dentre os celtas, eram aqueles que orientavam as práticas jurídicas, filosóficas e religiosas [animistas].

- Cristãos – povos orientados pela fé em Jesus Cristo e na Igreja Romana, posteriormente dividida entre Católica e Ortodoxa, e mais tarde sofrendo movimentos reformistas protestantes, dividindo-se em várias denominações. Na Inglaterra, a primeira igreja criada pela reforma daquele país foi a Igreja Anglicana.

- Pagãos – povos adeptos do paganismo [politeístas]. Pagão significa “homem do campo”. Eles cultuavam deuses ligados às forças da natureza; como a terra, o trovão, o mar etc.

 

Línguas que passaram pela Grã-Bretanha:

- Celta;

- Baixo-alemão;

- Old English;

- Influências da cultura greco-latina [por meio da Igreja Romana];

- Língua nórdica antiga [viking];

- Influências do francês [normando].


A bandeira do Reino Unido (UK) é uma junção das bandeiras da Escócia, Inglaterra e de São Patrício, padroeiro da Irlanda.



 









Compõem o Reino Unido: Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte. Este último fica fora da ilha da Grã-Bretanha, estando numa ilha próxima e fazendo fronteira com a República da Irlanda pelo sul. 


Bandas de rock do Reino Unido: The Beatles, The Rolling Stones, The Animals, The Hollies, The Who, Cream, Pink Floyd, Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, Yes, Genesis, Iron Maiden, Supertramp, Sex Pistols, The Clash, Joy Division, The Smiths, Dire Straits, Tears for Fears...


* As imagens são da internet, não são de minha autoria.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Áreas do conhecimento humano



Há basicamente quatro formas de conhecimento humano: religião, arte, filosofia e ciência. Hoje diferentes entre si, mas historicamente já foram interligadas. Como são formas diferentes de saber, não há como mensurar o valor de uma sobre a outra, logo, cada uma dessas formas possui valor em si.



RELIGIÃO

- Religar-se com o sagrado/ o divino/ o ideal.

- Fundamenta-se na .

- Nasce como uma crença pessoal, posteriormente transmitida a uma coletividade.

- Cria mitos, isto é, parábolas, alegorias e metáforas para explicar a origem do universo e justificar o comportamento humano, os dogmas, rituais e tabus sociais. Todo mito traz traços de intertextualidade com outros mitos ou contêm arquétipos, isto é, símbolos similares. Os mitos são manifestações literárias narrativas vindas da tradição oral e posteriormente escritos. Ou seja, os mitos são exemplos de manifestações artísticas que nascem em função da religião.

- É uma forma de conhecimento, mas não no sentido epistemológico.






ARTE

Etimologicamente, é sinônimo de técnica/saber fazer. Logo, arte é tudo aquilo que é produzido pelo homem. Sintetizando a opinião de Platão com a de Aristóteles, arte é a imitação do mundo natural, mas também é a ação do homem ao expressar a sua humanidade, suas dúvidas e sentimentos diante do mundo natural. Numa definição mais restrita, seriam consideradas como arte apenas aquelas manifestações de valor estético mais apurado, ou seja: música, pintura, escultura, literatura, teatro, dança, arquitetura, cinema.

As artes liberais







FILOSOFIA

- É uma investigação crítica que busca conhecer algo.

- Métodos: empirismo ou racionalismo. Os empiristas partem da observação da natureza. Os racionalistas desconfiam dos sentidos humanos, por isso cultivam a dúvida, logo, buscam outras formas de conhecimento. Porém, há filósofos que fazem uma síntese dialética entre esses métodos antagônicos.

Dialética






















- Fundamento: materialismo ou idealismo. Os materialistas consideram apenas o mundo material, concreto, palpável, visível. Os idealistas levam em consideração ideias que eles entendem como absolutas e fundamentais. 


Platão aponta para o mundo das ideias,
Aristóteles aponta para o mundo visível/palpável.


















- A filosofia é uma manifestação da retórica (a arte de argumentar). Enquanto a filosofia restringe-se a explicar algo apenas por meio de conceitos teóricos, objetivos e universais, a literatura enquanto arte transmite a sua mensagem também por meio de parábolas, alegorias, metáforas, casos específicos e conceitos subjetivos.




Hoje a filosofia se divide em áreas, algumas delas são:


Epistemologia – investiga o que é o conhecimento e como ele é produzido. É por excelência uma forma de metalinguagem, já que usa o pensamento para explicar o que é o pensamento. Por sua natureza, a epistemologia se torna o campo mais importante da filosofia e deve ser a primeira investigação de um filósofo antes de lançar-se em outros campos.

Metafísica/ontologia – estuda o que é o ser e como é a natureza das coisas.

Ética – estuda a moral. Às vezes faz juízo de valor ao tentar definir um modo adequado de se comportar. Busca um valor universal e racional que fundamente o modo de agir, ou seja, busca uma teoria para orientar a prática.

Política – estuda a organização humana em sociedade, mas hoje este campo foi delimitado pela sociologia e pela antropologia.

Estética – questiona o que é o belo e como podemos definir a criatividade. É a filosofia da arte.

Filosofia da linguagem – é um campo que foi ocupado pela linguística, mas esta assumiu um caráter científico (a partir de Saussure) e não mais apenas filosófico.

Lógica – estuda formas de estruturar o pensamento de modo coerente. Propõe fórmulas e denuncia falácias.





  
CIÊNCIA

- Baseia-se no método científico.

- Chega a conclusões a partir de pesquisas metódicas e experiências controladas, isto é, vai muito além do empirismo. A partir da prática científica, surge a teoria e nunca o oposto.

- Busca fatos para confrontar as conclusões a fim de testa-las.

- Não se impõe como uma verdade absoluta e imutável, mas suas conclusões são inteligíveis a qualquer pessoa desde que esta tenha o conhecimento técnico necessário para ler e compreender a linguagem científica.

- Por ser racional assim como a filosofia, a ciência também evita preconceitos (ideias pré-concebidas). Ela parte da dúvida.

- É essencialmente materialista, pois seu objeto de estudo deve ser palpável, observável, testável, verificável.


















Onde se localizam a teoria literária e a crítica literária?

- Área de ciências humanas/ curso de Letras.

- A teoria literária e a crítica literária são atividades científicas enquanto utilizam o método científico para averiguar elementos observáveis como a linguagem. 

Leia: O que é crítica literária?

No entanto, uma parte desse estudo investiga fatos não positivos (fatos não comprováveis), mas sim fenomenológicos. 

Leia: O que é consciência e o que é realidade?

Portanto, esse estudo também depende da epistemologia, método de investigação adotado, interpretação dos dados etc. No geral, as ciências humanas compartilham com a filosofia uma essência retórica.

Leia: O que é dialética?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Parábola zen

A estrada enlameada

 

Tanzan e Ekido caminhavam juntos numa estrada enlameada. Caía ainda uma chuva forte. Junto a um cruzamento da estrada, encontraram uma bela moça que não conseguia atravessar porque não queria sujar o belo kimono de seda que trazia.

- Anda moça – disse Tanzan imediatamente. E carregando-a nos seus braços, atravessou-a para o outro lado da zona mais enlameada.

A partir daí, Ekido ficou calado todo o caminho que percorreram até à noite.

Ao chegarem ao templo onde ficariam a pernoitar, Ekido não conseguiu se conter e disse a Tanzan:

- Nós, os monges, não nos aproximamos de mulheres. Especialmente se tão jovens e bonitas. É perigoso. Porque fizeste aquilo?

- Eu deixei a moça lá atrás – disse Tanzan – Tu ainda estás a carregá-la?



fonte: Wikipedia

domingo, 15 de janeiro de 2012

Parábola jainista

Os cegos e o elefante

Alguns cegos decidiram aprender o que era um elefante tocando partes diferentes do animal.

Um tocou o lado do corpo do elefante e o descreveu como uma parede. Outro tocou a tromba e ficou convencido de que o animal era como uma serpente. O que tocou o joelho disse tratar-se de uma árvore. O que tocou as presas disse que um elefante era como duas espadas.


Mais tarde, ao se reunirem, os cegos se envolveram em uma discussão acalorada. Cada um tinha sua própria versão do bicho, mas nenhuma delas parecia se encaixar com a do outro. Embora estivessem individualmente certos, a intolerância em compreender a verdade do próximo impedia a todos de entender o que era realmente o elefante.


O jainismo prega a multiplicidade de pontos de vista. Segundo esta doutrina, nenhum ponto de vista pode abranger sozinho toda a verdade. Este é um dos pilares que sustenta a filosofia jainista da não-violência. Ou seja, conflitos são evitados ao respeitar o ponto de vista alheio.

 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Qual o livro mais antigo do mundo?

Segundo estimativas em várias fontes consultadas por mim, a ordem cronológica seria a seguinte:

Séc. XX a.C - Epopeia de Gilgamesh (Mesopotâmia, atual Iraque). Poema épico escrito em tábuas de argila, em língua acádia. Conta a trajetória de um rei sumério que governa após o Grande Dilúvio. Sendo ele um semi-deus, busca a vida eterna que lhe fora negada.

Séc. XVI a.C. O Livro dos Mortos (Egito). Uma coletânea de orações e hinos. Foi escrito em rolos de papiro. Em egípcio antigo chamava-se “Livro de Sair Para a Luz”.

Séc. XV a.C - Vedas (Índia). Coletânea de hinos, cantos e mantras. Foi escrito em sânscrito, portanto, é o livro mais antigo em língua indo-europeia.

Séc. XII a.C. - Enuma Elish, A Epopeia da Criação (Babilônia). Poema épico que conta sobre a criação do mundo e explica a origem do poder real.

Séc. XII a.C. - I Ching (China) - O livro das adivinhações ou o livro das mutações.

O Livro de Jó (o mais antigo livro do judaísmo). Não há precisão sobre a época que foi escrito. Pode ser da época de Moisés ou da época de Salomão, portanto, seria menos antigo do que os Vedas e mais antigo do que o Bhagavad Gita.

Sem época exata, escritos provavelmente depois de XII a.C e antes de V a.C:
O Mahabharata (Índia) – coletânea de livros hindus.
Os Upanixades (Índia)  comentários filosóficos sobre os Vedas.

Séc. VIII a.C - a Ilíada e a Odisseia, poemas épicos de Homero. Ainda no mesmo século, a Teogonia de Hesíodo. Os três livros foram escritos na Grécia antiga. Os assuntos são, respectivamente: A guerra de Tróia (Ilion, em grego), a viagem de Ulisses (Odisseu, em grego) e a origem dos deuses (Teo, em grego).

Séc. IV a.C. - Bhagavad Gita (Índia). “O Canto do Senhor” diálogos filosóficos durante uma batalha espiritual, na qual o homem recebe a iluminação. Este livro foi incluído posteriormente no Mahabharata, mas pode ser ainda mais antigo do que pensam os historiadores.



Revisão (2023)

Todos esses textos citados acima são de caráter religioso. 

A Epopeia de Gilgamesh foi registrada em tábuas de argila, o Livro dos Mortos foi encontrado em rolos de papiro... Esses materiais podem ser considerados livros. 

Mas se em vez de "livro mais antigo" eu quisesse saber qual é o "texto mais antigo"...

Nesse caso, os Textos da Pirâmide de Unas (Egito, séc. XXIV a.C), gravados nas paredes internas, na sala do sarcófago, são os escritos religiosos mais antigos já encontrados. Ao menos trezentos anos mais antigos que a Epopeia de Gilgamesh.

E mais tarde, esses textos serviram de fonte para compor o Livro dos Mortos.

Curiosidade: nessas paredes na pirâmide de Unas, em Sakkara, há desenhos secretos feitos em relevo que aparecem somente com uma luz diagonal, rente à parede.