segunda-feira, 7 de maio de 2018

The cosmopolitan


NOW HERE I sit down and write
I’m a NOWHERE citizen
I don’t KNOW WHERE I belong.

sábado, 28 de abril de 2018

Literatura é coisa seríssima!

A literatura é o alimento do cérebro e combustível da alma. Indivíduos que leem constroem um país melhor. Um país que lê é uma nação harmônica e respeitada por outras nações.

Por isso, o declínio dos índices de leitura no Brasil são muito preocupantes.  Citarei algumas palavras de autores consagrados mundialmente e se isso não for o bastante para preocupar você também, não sei o que mais pode ser.

“A estrutura da língua que uma pessoa fala influencia a maneira como esta pessoa percebe o universo”. (Vygotsky)

“A pessoa que não lê não tem vantagem sobre a pessoa que não sabe ler”. (Mark Twain)

"A literatura é um assunto sério para um país, pois é, afinal de contas, o seu rosto". (Louis Aragon)

“Um país se faz com homens e livros”. (Monteiro Lobato)


"O declínio da literatura indica o declínio de uma nação". (Goethe)



sexta-feira, 27 de abril de 2018

O que tenho visto, ouvido e lido

Filme
Greystoke - A lenda de Tarzan, um dos filmes mais brilhantes que já fizeram. Ele resume tudo sobre: o que é o ser humano, sua relação destruidora com a natureza, como é o processo de aprendizagem de uma língua e a introdução ao mundo humanizado (a educação) e os dilemas desse processo, entre outras questões antropológicas e filosóficas. Trata-se de um drama inteligente. Além disso, a trilha sonora instrumental é divina e os efeitos visuais são da época em que a computação gráfica não era usada no cinema como hoje. E é maravilhoso ver aqueles macacos/atores sem nenhuma computação gráfica, ver o real, o presencial, o analógico, como era antigamente. Para você que está achando que o cinema atual é o suprassumo das artes visuais, vai se surpreender. E para você que, como eu, já está enjoado de tanta computação gráfica, vai se deliciar. Já conheço esse filme desde a minha infância, vi várias vezes e revi recentemente, para a minha felicidade.

Série
Merlí - disponível na Netflix, uma série catalã sobre um professor de filosofia que vai lecionar na escola de seu filho. Cada episódio tem como título o nome de um filósofo ou uma corrente filosófica. A narrativa é centrada nas aulas desse professor, sua vida e conflitos com os paradigmas educacionais, além das vidas dos adolescentes que frequentam suas aulas. Todas as personagens vivem dramas pessoais e não há uma fórmula moral perfeita a ser ensinada e seguida. Cada qual está "levando a vida" do modo como pode e consegue.

Música
Interpol - banda nova-iorquina que faz parte do movimento Post-Punk Revival (início dos anos 2000). O baterista e o baixista são ótimos, sempre fazem um trabalho irretocável. O mesmo vale para as harmonias criadas pelos dois guitarristas da banda. Eles fogem dos riffs de blues que às vezes cansam por serem repetitivos e fazem algo diferente, tocando suas guitarras como se fossem instrumentos de orquestra, fazendo riffs sinfônicos ou imitando sons da natureza, e principalmente, sons urbanos, como sirenes (de polícia). Não estou falando de uma banda que mistura rock e música erudita, longe disso. Falo de uma banda que soa como indie rock, com melodias bonitas e harmonias muito cativantes.
  
Leitura
O livro do desassossego (Fernando Pessoa). Estou relendo partes dessa grande obra ainda pouco conhecida, que na minha opinião, merecia mais citações. Fiz uma postagem detalhada sobre esse livro aqui (segue o link):

quarta-feira, 28 de março de 2018

A língua tem dessas coisas...





























A ideia

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!

Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica ...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.

(Augusto dos Anjos)



O importante é comunicar-se bem. Isso requer esforço e empatia do locutor e do interlocutor, o bom uso do código e o bom entendimento deste, a funcionalidade do canal, o contexto, as escolhas e a atenção ao retorno (feedback).

quinta-feira, 22 de março de 2018

Debates vazios

Quando alguém veste a camisa de um clube de futebol a racionalidade e o senso crítico são apagados, a pessoa pensa e defende apenas as cores de seu time, mesmo estando errada.

Geralmente, isso também acontece quando alguém adota uma ideologia, partido ou causa política. No lugar de haver um diálogo honesto entre ideias, passa a existir uma disputa de egos, um debate retórico no qual um indivíduo pretende apenas vencer o outro, não se importando em ao menos escutar as ideias de seu interlocutor.

Quando paramos de ouvir as antíteses que desafiam as nossas crenças, nós saímos perdendo, pois são as ideias contrárias que enriquecem nossas crenças, ou as reformulam, transformam e até destroem, possibilitando a evolução das próprias crenças. Não devemos nos fechar à dialética.

O Brasil vive um período estranho e dicotômico entre ideias extremas. Nenhum dos lados se propõe a ouvir o outro, cada extremo é dono de sua própria verdade e impô-la ao outro lado é a meta.

Faltam honestidade, racionalidade e imparcialidade nos debates políticos. E a propagação de informações falsas nas redes sociais é outro exemplo de como o uso do bom senso parece obsoleto perante a velocidade com que se propagam notícias falsas.





domingo, 11 de março de 2018

Clássicos para adolescentes, sem adaptações

Professores,

Façam a experiência de apresentar aos seus alunos os textos ditos "clássicos", aqueles cânones da filosofia e literatura (brasileira, portuguesa e mundial) dos autores mais aclamados. É precisamente isto uma das coisas que mais fazem falta na educação contemporânea para melhorar a qualidade de leitura e compreensão de textos dos estudantes, e até aumentar o interesse deles.

Pressupor e presumir antes da experiência são erros! Não presumam que isso será difícil para seus alunos. Guiem e orientem a compreensão textual inicialmente, depois, com o tempo, eles aprenderão a ler sozinhos e a dar valor a essas obras, daí buscarão outras por eles mesmos. Vocês verão a melhora no diálogo, no comportamento, na leitura e na escrita em pouco tempo!

E, principalmente, deem poesia aos seus alunos.

Outra coisa: se tiveram a oportunidade, levem seus alunos para presenciar um concerto ao vivo, ou tragam a orquestra até a escola. Sem dúvida, será uma experiência que, no mínimo, marcará positivamente seus alunos por toda a vida!

O contato com os clássicos literários e musicais pode mudar vidas, transformar, provocar reflexões, alegrar, e acima de tudo, certamente, inspirar.

sábado, 18 de novembro de 2017

1 Coríntios cap. 13

Hoje assisti novamente ao filme "A missão" com Robert De Niro, Jeremy Irons, Liam Neeson e Aidan Quinn, sobre a colonização na América do Sul e o papel dos Jesuítas na cristianização dos índios.

Também tenho escutado bastante a música "Monte Castelo" da Legião Urbana e usado-a em minhas aulas.

Em comum, o filme e a música citam a primeira carta a Coríntios, capítulo 13. Inspirado pelo tema, tive vontade de ir ao texto, e é realmente um belo texto! Mas algo não batia, então fui conferir as traduções. Li as versões em inglês britânico (King James), inglês americano, italiano, francês, espanhol, latim, português (trad. Almeida) e a versão católica em português para fazer comparações.

Apenas na versão português (Almeida) e a versão em inglês americano a palavra usada era "amor". Nas demais versões que li, a palavra usada era "caridade".

Sabendo que o Novo Testamento foi escrito em grego antigo e que nessa língua há muitas palavras que podem significar diferentes tipos de amor, eu tive, então, que conferir qual tipo de amor era mencionado no texto.

Então fica a dica: na maioria das versões, a caridade é o tipo de amor mencionado e ainda apontado como sendo mais importante que a fé e a esperança, segundo o autor (Paulo/Saulo):


"Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada".

[...]

"Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade".