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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Ode to Minas Gerais

There's a place you must go
To escape from madness, you know.
Very far from the Big Apple and L.A.
And its cuisine is advanced light years away.

Look for a place called M.G,
After that experience you'll thank me.
In M.G, Brazil, you'll have lots of fun,
It's a place you'll relax, never run.

Try the Central Market in B.H.
After that experience, thank me, mate!
People from M.G. have the best will,
Thank God I was born in Brazil.


Renan, 26/jan/2026.



Belo Horizonte, MG, Brazil.


O vale do Deserto

Egito, janeiro de 2024.





















Erguem-se da areia altos 
Monumentos belos, vastos,
Antigamente ocultos 
Pelo mar calmo, sem vultos.

O deserto milenar 
Esconde restos do mar,
Apresenta a sua história;
Cálcio e calcário: memória!

Sob o Astro Rei aquece,
Infinito ele parece,
Por muito tempo esculpida: 
Essa é a visão de uma vida!


Renan, 26 de janeiro de 2026.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Poema do Dia da Água

A água fez surgir a vida na Terra,
Explica a Ciência e ela não erra.

Já parou pra pensar
Que tudo depende da água e do ar?

O rio Nilo com seu agito
Fez surgir a vida no Egito.

Os rios carregam histórias
Com importantes memórias.

O rio Tigre no Iraque
E também o Eufrates.

Do Tibre em Roma
Ao rio Amazonas.

Do Tejo em Portugal
Ao Rio Senegal.

A água é um substantivo,
Mas vários verbos existem por isso.

O verbo beber,
A ação de chover
E o próprio viver.

Água para irrigar e plantar,
Água para batizar.

Água para lavar e limpar,
Águas para navegar.

Vamos poupar,
Nunca desperdiçar.



Poema dedicado às minhas turmas dos 6º anos.

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Grande Hino a Aton


Quando te levantas, belo, no horizonte do céu,
Ó Aton vivo, aquele que deu início à vida,
Quando brilhas no horizonte do Oriente,
Enches todas as terras com a tua perfeição.
Tu és belo, grande, refulgente,
Elevado acima de todas as terras.
Teus raios cingem as terras
até aos confins de tua criação.
[...]
Embora estejas longe,
teus raios chegam à terra
e a todos acariciam-lhes as faces.
Inumeráveis são as tuas obras,
Mas ocultas à vista,
Ó Deus único sem igual!
Criaste, sozinho, a terra
segundo tua resolução,
Assim como os humanos,
Todos os animais maiores e menores,
Tudo o que vive sobre a terra
e caminha sobre patas,
Os que estão no alto e voam com asas,
As terras da Síria e de Cuxe,
E a terra do Egito.
Tu colocas cada homem em seu lugar
e crias o que lhe é necessário:
Cada um dispõe de seu alimento
e o seu tempo de vida está exatamente calculado;
As línguas são diferentes,
Pois distingues os povos estrangeiros
Tu estás em meu coração
[...]
A terra vem à existência por obra tua,
Já que crias as pessoas.
Quando te levantas, elas vivem;
Quando repousas, morrem.
És tu o tempo de vida em ti mesmo:
Vive-se por meio de ti.
Os olhos estão fitos em tua perfeição
até que te deitas.
Todos os trabalhos são interrompidos
quando repousas no Oeste.

 

Composição atribuída ao faraó Aquenaton 
Tradução de Ciro Flamarion Cardoso
Fonte: Wikipédia


Contexto histórico:
Há muito mais de 3.000 anos, o faraó Aquenaton [ou Aquenáton] e a rainha Nefertiti tentaram impor um culto monoteísta no Egito antigo. Construíram uma nova cidade: Amarna, onde seria a nova sede política e religiosa.

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

As rainhas mais poderosas do Egito

Obs: Os nomes de rainhas, faraós e deuses egípcios possuem variações na escrita. Algumas mais tradicionais na transliteração dos hieróglifos, outras mais aportuguesadas e contemporâneas. Nesta postagem usarei [sem aviso] todas as variações de nomes que encontrei. Então, por exemplo, o nome Ankhesenamun pode ser visto também como Anksenamon e Anquesenamon. As três variações do nome se referem à mesma rainha. As traduções dos nomes aparecerão entre aspas ou entre colchetes [ ].


Templo mortuário de Hatshepsut - próximo ao Vale dos Reis











Hatshepsut








"A mais importante das damas nobres" governou o Egito sozinha, sendo talvez a primeira governante da História. Construiu um dos mais belos templos mortuários do mundo, até hoje bem conservado.



Nefertiti











"A bela chegou" governou com o faraó Aquenáton e também reinou após a morte deste. O casal implementou um culto monoteísta no Egito, adorando apenas o deus sol: Aton.



Ankhesenamun

Tutankamon e Anksenamon















Era filha de Aquenaton e Nefertiti. O faraó Tutancâmon [Imagem viva de Amon] e sua esposa Anquesenamon [Vive pelo deus Amon] restauraram o politeísmo tradicional do Egito antigo. Após o falecimento do marido, ela tentou em vão uma aliança com os hititas.




Cleópatra VII Thea Philopatur












Rainha de linhagem macedônica, governou o Egito ao lado do ditador romano Júlio César. Após o assassinato deste, aliou-se ao general romano Marco Antônio. Na visão dos romanos, o casal ostentou luxo, festas extravagantes e sonhos proibidos. Esse poder sucumbiu diante do recém-nascido Império Romano. Seu nome, traduzido do grego, significa "Filha do pai, a sétima, deusa amada pelo pai".

Mais detalhes na postagem: https://interludico.blogspot.com/2022/04/antigo-egito.html



Curiosidade: a cidade de Memphis [Tennessee, Estados Unidos] tem seu nome inspirado na primeira capital do Egito antigo, que era Memphis, hoje um museu a céu aberto próximo de Cairo, a atual capital do Egito.



Pirâmide moderna na cidade de Memphis, nos Estados Unidos


sábado, 16 de março de 2024

Horácio, ode 4.10

 Ode nº 10 do 4º livro de odes de Horácio


Tu até agora cruel e poderoso com os dons de Vênus!

Quando os pelos sobreviverem à tua arrogância;

e os cabelos, que te esvoaçam agora nos ombros, caírem;

e a cor que agora supera a da flor da rosa purpúrea 

virar uma bochecha peluda, mudado,

dirás lamentos, quando vires, alterado no espelho:

"Por que não tinha eu, quando rapaz, a mente que tenho hoje?

Ou por que não regressam a este senhor as minhas faces lisas?"


Tradução do latim: Frederico Lourenço;
Adaptado por Renan, blog Interlúdico.


CARPE.DIEM.QVAM.MINIMVM.CREDVLA.POSTERO

detalhe em pintura de Caravaggio


sexta-feira, 5 de maio de 2023

Dia Mundial da Língua Portuguesa

Ainda que eu falasse a língua de Homero
E falasse a língua de Horácio,
Sem a última flor do Lácio
Eu nada seria.

Ainda que eu falasse a língua dos gauleses
E falasse a língua dos anglo-saxões,
Sem a língua de Camões
Eu nada seria.

Ainda que eu falasse a língua de Dante
E falasse a língua de Cervantes,
Sem a língua dos Mutantes 
Eu nada seria.

Renan


05 de maio,
Dia Mundial da Língua Portuguesa.

"Minha pátria é a língua portuguesa"
(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Poema de improviso

Poema que fiz em alguns segundos, ao final de uma aula.
Dedicado ao poeta Fernando Pessoa.

 
















O poema acima é um acróstico com o sobrenome do poeta português e, intencionalmente, resume algumas características que Pessoa apresentava em seus diversos heterônimos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Soneto dos pensadores livres

 
A psicologia do egoísmo
É simples mania de narcisismo.
Egoísmo racional é ilusão
Que em nada tem a ver com a Razão.
 
A verdadeira sabedoria,
Contrária ao ego e à anarquia,
É construída coletivamente,
Libertando-nos individualmente.
 
O livre pensador só pode viver
Quando não carrega o duro pesar
De nos ombros o mundo sustentar.
 
E livre este mundo só pode ser
Se pensadores livres caminharem
Sem egoístas que os amarrem.


 
Renan, agosto de 2022.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

CARPE DIEM

Aproveite o dia,
não deixe que ele termine sem ter crescido um pouco.
 
Não deixe de crer que as palavras e poesias podem mudar o mundo.

Valorize a beleza das coisas simples.
Se pode fazer poesia bela, colha do dia a sua inspiração.
 
Ainda que o vento sopre contra,
tudo sempre passa
e a experiência nos faz mais fortes.

Pense que em ti está o futuro
e encara a tarefa com orgulho!

Aprenda com os livros e com quem pode ensinar
as experiências daqueles que nos precederam.

Não permita que a vida se passe sem tê-la vivido.
 
 

Adaptado* de Walter Whitman (1819 – 1892)

*Renan, 2022.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Soneto de uma terça quente

O que há em mim sobretudo é o calor
E como distração só me resta compor.
Pouco importa sentir-se cansado,
Pior ainda é sentir-me suado. 

Que falta faz um ar condicionado,
Esse mormaço me deixa irritado!
Como pode alguém nesse inferno escrever
Com o cérebro que está prestes a ferver?

Amor é fogo que arde sem se ver,
Mas hoje está ardendo pra valer!
Quero ver o sol se afogando no mar

Na esperança desse calor dissipar;
Só posso pensar numa coisa e mais nada:
Alguém topa, na terça, uma breja gelada?




Escrito no interior de um ônibus, numa tarde muito quente!

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Dois poemas geniais de Camões

Ao Desconcerto do Mundo
 
Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
 
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim,
Anda o Mundo concertado.


Vocabulário:
desconcerto = desordem.



Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
 
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.


Vocabulário:
afora = além de.
mor = maior.
soía = pretérito imperfeito do verbo soer [soer = como de costume].


Luís Vaz de Camões  (século XVI)


Estátua na Praça Camões em Lisboa - Portugal.


sexta-feira, 4 de junho de 2021

Auf gute Freunde

Tenho bebido de generosos cálices, mas sem brindar;

Tenho visto mais estrelas cadentes do que rostos;

Tenho lido mais pixels do que olhos e lábios;

Tenho ouvido mais canções nostálgicas do que gargalhadas.

E nada cantei! Porque ainda não é a hora certa.

Stay safe!

 

Renan,

Pandemia da covid-19 ano 2, centésimo quinquagésimo quarto dia.

Dia de Vênus.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

O uivo do Vento

O Vento tudo traz e tudo leva.
Quanto mais forte Ele venta,
Mais coisas carrega.

A brisa do Vento,
A Maré do Tempo,
Ensinam que tudo é efêmero.

Se fosse numa fotografia,
Ele não teria cara de morte,
Nem de vida; nem noite, nem dia.

Imparcial como só Ele,
Seu uivo não conhece saudade,
Não julga, não tem vaidade.
 
Quanto mais forte Ele sopra,
Mais consciência da obra
Se faz presente:

São muitas opções de caminho,
Mas uma viagem por passageiro.
Sem volta, cada qual escolhe seu destino.




quarta-feira, 10 de junho de 2020

Tecendo a manhã


1.
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

2.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.


João Cabral de Melo Neto in A educação pela pedra (1966).

João Cabral de Melo foi um diplomata e poeta pernambucano. Como um exemplo de sua obra modernista, temos o poema acima, que, neste caso, não apresenta métrica [número fixo de sílabas poéticas] nem rimas externas.

Apesar de não se concentrar em formas fixas tradicionais [como sonetos, odes etc] esses versos trazem outras figuras sonoras; como a repetição de certas palavras, sílabas e fonemas.

Neste poema, o autor usa os cantos dos galos como metáfora de união, no mesmo sentido do ditado popular “uma andorinha só não faz verão”.

Assim como o ditado coloca a vinda as andorinhas como causa do verão, e não como sua consequência, João Cabral colocou os cantos dos galos como causa do amanhecer, embora saibamos haver uma inversão entre causa e consequência. Na realidade, o galo canta porque amanhece, e não o oposto.

Com esse efeito, o poeta pretende enfatizar a união como um bem, uma força, uma virtude.

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele [lançou]
e o lance a outro [...]

E assim, sucessivamente, um galo lança seu canto a outro galo e eles vão tecendo o amanhã. O poeta usa o verbo tecer, porque ele compara os cantos dos galos a “fios de sol” (verso 8), e assim, materializando esses cantos em uma imagem: os cantos dos galos como fios do amanhecer.

 [...] se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo [...]

O conjunto de cantos forma um conjunto de fios que tece o céu matutino, que o poeta compara a teia, tela, tenda e toldo. Aqui há uma gradação crescente, isto é, uma figura de linguagem que mostra um processo crescente; do fio à teia, da teia à tela, da tela à tenda, da tenda ao toldo.

[...] a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo (1ª estrofe, linhas 9 e 10)

E na segunda estrofe, linhas de 1 a 4:

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã)

Finalmente se tem o toldo, isto é, o céu matutino comparado a um longo tecido acima de uma superfície, acima de todos. Nesses versos, o João Cabral faz um jogo fonético entre as palavras “todos” e “toldo”. E além da aproximação semântica que o poeta criou entre as palavras “teia”, “tela”, “tenda”, “toldo”; também há semelhança fonética entre elas: teia, tela, tenda toldo.

Ainda no mesmo trecho, há uma palavra criada pelo autor: "entretendendo", gerúndio do verbo "entretender". Antes desse neologismo aparecer, a estrofe trouxe as palavras "entre" (preposição) e "entrem" (verbo). Então, morfologicamente, o neologismo seguiu essa tendência formal. Já no campo semântico, ele pode ter o significado de entreter + tender.

Nos versos seguintes, há um jogo semântico entre 1-tecido [substantivo masc.] e 2-tecido [verbo no particípio passado]:

A manhã, toldo de um tecido¹ tão aéreo
que, tecido², se eleva por si: luz balão.

No último verso, o autor define esse toldo como “luz balão”. Isto é uma figura imagética, algo que estimule a imaginação do leitor sobre esse tecido aéreo em movimento, se elevando como um balão.



domingo, 29 de março de 2020

Em tempos de pandemia (poema)

Em tempos de pandemia


E as pessoas ficaram em casa
E leram livros e ouviram
E descansaram e se exercitaram
E fizeram arte e jogaram jogos
E aprenderam novas maneiras de ser
E foi assim.

E ouviram mais profundamente.
Alguns meditaram,
Alguns oraram,
Alguns dançaram,
Alguns conheceram suas sombras.
E as pessoas começaram a pensar de forma diferente.

E as pessoas se curaram.

E na ausência de pessoas que viviam de maneiras ignorantes,
Perigosas, irracionalmente e sem coração,
A Terra começou a se curar.

E quando o perigo passou
E as pessoas se encontraram novamente,
Lamentaram suas perdas
E fizeram novas escolhas
E sonharam com novas imagens
E criaram novos modos de vida
E curaram a Terra completamente,
Assim como elas tinham se curado.

Catherine M. O’Meara, publicado em 16 de março de 2020.
Adaptação em verso e tradução: Renan.



Versão original (em prosa poética):

In the Time of Pandemic
PUBLISHED ON March 16, 2020

And the people stayed home.
And they read books, and listened, and rested, and exercised, and made art, and played games, and learned new ways of being, and were still.

And they listened more deeply. Some meditated, some prayed, some danced. Some met their shadows. And the people began to think differently.

And the people healed.

And, in the absence of people living in ignorant, dangerous, mindless, and heartless ways, the earth began to heal.

And when the danger passed, and the people joined together again, they grieved their losses, and made new choices, and dreamed new images, and created new ways to live and heal the earth fully, as they had been healed.


© Copyright of all visual and written materials on The Daily Round belongs solely to Catherine M. O’Meara, 2011-Present.


Sem poluição, cisnes e peixes voltam aos canais de Veneza.















Sem turistas, tartarugas  retornam em massa para fazer seus ninhos (Índia).





Durante "quarentena", manada de elefantes descansa em plantação de chá na China.























Nasa registra drástica queda da poluição em cidades que seguem o isolamento social.

sábado, 14 de dezembro de 2019

Ancestrais

Meus ancestrais ameríndios, lusitanos, itálicos, helenos, semitas querem conhecer intimamente os seus ancestrais bérberes, celtas, escandinavos, germânicos, núbios, fenícios, persas, arianos, nipônicos...

Por que haveríamos de deixar as palavras hodiernas trucidar o desejo e o empirismo, intervindo no categórico poder dos nossos gametas?

Sejamos contemplativos e silenciosos, sem palavras, sem rótulos; iletrados, se preferir; como dois virgens da Idade do Fogo

Deixemos nossos corpos entrelaçados no Kama Sutra, sem pensarmos; como hedonistas vivendo seus últimos dias em Pompeia.

Porque o rígido desejo de nossos corpos úmidos, a qualquer momento, pode se tornar uma rigidez indesejável, seca, sem gozo, sem alma.


Iulio Ypiranga

domingo, 14 de abril de 2019

Ode to Frøya

Freyja,

Am I good enough
To Fólkvangr?
Please, godness of the braves,
Satisfy my hunger
Of kneeling before Thy Grace!

Valkyrian Lady,
Am I good enough
To touch the land of spotless
Kneeling before Thy necklace?

Please,
Majesty of the dead,
Let me be in Fólkvangr
Where the brave men quietly slumber.



sexta-feira, 12 de abril de 2019

À deusa da Sexta.


Ó, Afrodite-Vênus,
Ó, Afrodite-Vênus,
Diz-me se é por destino ou fado,
Ver um seio tão caprichoso
Um ventre tão arrumado,
Uma visão tão onírica
Em vigília, quase a meu lado!

Se é por sina ou acaso,
Sorte ou má fortuna,
A tão cobiçado corpo,
Nunca, jamais ter tocado.

Ó, musa do dia.
Na noite de sexta me chamas
Para em sonhos vê-la despida,
E de insônia queimar-me em chamas.

Ó, deusa na brisa do mar,
Eu cá na solidão do luar,
Entre brumas quiméricas te vejo,
Ninfa entre espumas, desejo
Em tua concha dormir e sonhar.



O penetra

O penetra foi esfomeado a uma festa,
Fresta, festa; fresta, festa,
Nos teus olhos quase cerrados.

Nos seus olhos quase cerrados,
O penetra se tornou convidado,
Lado a lado, lado a lado.

O penetra se sentiu tão inspirado
Que escreveu em tua janela:
 “Tu és Ela, tu és Ela”

De modo tão apaixonado,
Que o penetra se tornou poeta
De todos os caprichos Dela!