Roma, conhecida como A Cidade Eterna, fica localizada na região do Lácio. Na época do Império Antigo essa região era chamada de Latium. Por isso, seu povo era chamado de latino.
A capital italiana é rica em arquitetura de vários períodos históricos, com destaques que incluem a antiguidade imperial, o Renascimento, o estilo barroco e os séculos XIX e XX, no caso do Monumento a Vittorio Emanuele II.
E agora, que tal um passeio a pé por Roma? Sim, isso mesmo! Todos os monumentos a seguir podem ser vistos num passeio a pé, nesta sequência:
[imagens da internet]
O Coliseu era o circo da antiguidade, com apresentações de animais, lutas de gladiadores, simulações de batalhas históricas... Tudo isso com uma organização que supera até os padrões atuais.
Altare della Pátria -
Monumento a Vittorio Emanuele II - primeiro rei da Itália unificada.
Além do edifício, destacam-se também as suas estátuas imensas.
O Pantheon era originalmente dedicado ao panteão de deuses romanos.
Hoje é uma igreja cristã.
A Fontana di Trevi é um exemplo de arte barroca.
Jogue uma moeda na fonte se pretende regressar a Roma.
Atravessando a ponte, fica o Castel Sant' Angelo.
Por fim, a impressionante Praça de São Pedro, onde também se localizam os museus e a biblioteca do Vaticano.
Sede da Igreja Católica Apostólica Romana
Pintura no teto da Capela Sistina, no Vaticano.
Informações turísticas
Moeda: Euro, pois a Itália faz parte da União Europeia.
Idioma oficial: italiano em Roma e latim no Vaticano, porém o italiano é a língua de fato, falado no dia a dia. O latim é usado apenas em algumas cerimônias da igreja.
Comida: um prato de espaguete pode custar de 9 a 15 euros, dependendo do molho. A massa é al dente. O sorvete romano é muito famoso. A pizza vendida por pedaço possibilita ao cliente experimentar diversos sabores. Prove o máximo que puder!
Água: várias fontes espalhadas pela cidade fornecem água própria para o consumo e sem nenhum custo ao turista; basta levar sua garrafinha, copo ou usar a mão mesmo. Beba e se batize com a água de Roma!
Praças e igrejas: São muitas! Cada qual com sua beleza arquitetônica! Além disso, há um pequeno bairro judeu com uma sinagoga, o Fórum Romano, A Boca da Verdade, a Via Appia Antica... São muitas atrações turísticas nessa cidade.
Obs: Ao visitar igrejas e no Vaticano, use roupas adequadas, cobrindo pernas e ombros.
Existem desertos de areia, de sal e de neve. Nesta postagem, o foco é sobre o primeiro.
Tanto na literatura quanto como arquétipo psicológico, o deserto pode representar solidão [ou isolamento proposital]. No aspecto da sobrevivência, pode significar vida penosa, perigo de morte, escassez de vida e falta de recursos para manter a vida. Por outro lado, de forma mais profunda, também pode simbolizar mistério, romantismo [no sentido popular], silêncio, meditação, uma jornada de autoconhecimento [e desafios], o passado remoto e a vida nômade.
O Saara é o deserto mais famoso do mundo. Localizado no norte da África, se estende do Marrocos ao Egito. Boa parte dele já foi mar há milhões de anos. Em Wadi al Hitan [Vale das Baleias] foram encontradas conchas do mar e até fósseis desse cetáceo gigante. Hoje o lugar é aberto à visitação e tem um museu que conta a história evolutiva desse incrível animal.
Fóssil de baleia em Wadi al Hitan - Egito (fonte: Wikipedia)
Fóssil de baleia em Wadi al Hitan - Egito (fonte: Wikipedia)
O Deserto Preto (Black Desert)
Sua formação rochosa é de origem vulcânica e a isso se deve a cor preta. Mas hoje em dia, todos os vulcões lá estão extintos. Em aparência, lembra outro planeta, como em fotos que vemos da superfície de Marte.
Deserto Preto: vulcões extintos.
Black Desert, Egito (fonte: PLenglish).
Superfície do planeta Marte (fonte: NASA).
O Deserto Branco (White Desert)
Possui pedras de vários formatos que, na imaginação, lembram formas de animais. Essas pedras foram esculpidas naturalmente pelo tempo.
Caminho para o Deserto Branco.
Pedra chamada de "O ovo e a galinha".
Pedra com formato que lembra um coelho.
O Black Desert e o White Desert são atrações do Egito. Turistas de todo o mundo fazem passeios guiados e acampamentos nessa região, vislumbrando uma experiência de vida beduína.
Além das paisagens diurnas, a noite oferece a chance imperdível de fazer ótimos registros do céu, especialmente para os amantes da astrofotografia. Não há poluição luminosa, o deserto fica a mais ou menos 4 horas de carro da cidade mais próxima. Além disso, no Egito raramente chove, então as chances de nebulosidade são mínimas.
Céu noturno no Deserto Branco (fonte: Ootlah)
O nascer e o pôr do sol também são momentos excelentes para fazer belíssimos registros fotográficos.
Deserto Branco (fonte: Magnificent World)
Pôr do sol no Deserto Branco.
As paisagens desérticas não requerem muita explicação para a sua beleza poética e filosófica. As imagens desoladas falam por si só, enquanto visões de oásis e caravanas de camelos acrescentam riqueza imagética a um cenário que tanto inspira obras de arte, desde desenhos animados [Pica Pau me vem à memória] até clássicos da literatura como As Mil e Uma Noites.
Dica de livro: O Homem Que Calculava (Malba Tahan) - obra que deveria ser obrigatória em todas as escolas do mundo! E em segundo lugar, recomendo a leitura de As Mil e Uma Noites.
Dica de filme: Lawrence da Arábia
Dica de série: O Jovem Indiana Jones (gratuito no You Tube)
Dica de música, segue abaixo:
Canção de Marcel Khalife intitulada "My Mother"
Assista também a uma excelente análise da megaprodução Lawrence da Arábia, obra-prima cinematográfica:
Hoje relendo textos do blog, encontrei postagens que gostaria de compartilhar de novo, pois me estimulam, me dão orgulho, trazem alegria e boas lembranças.
Quando duas alunas foram premiadas em um concurso de poesia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Quando fiz um vídeo caseiro para explicar a organização metodológica de artigos científicos. No vídeo falo principalmente de como fazer citação corretamente. Minha didática foi muito elogiada pelo diretor acadêmico da faculdade Multivix.
Quando analisei e criei uma explicação para a flor-de-lis ser o símbolo do curso de Letras. Infelizmente, minha análise foi copiada na internet muitas vezes sem me dar o devido crédito. Mesmo assim, é uma postagem que me dá orgulho, pois a análise foi coerente, autoral e original.
Dedicado a meu pai eminha mãe [e queridos vô Walter, vó Sofia, vô Noel e vó Jacira]. Porque sem a insistência, as críticas e a motivação para estudar, eu não estaria tendo tantas e outras experiências de vida tão marcantes!
E dedicado à Vivi, minha namorada/esposa que me ajudou [e ainda ajuda] em tantos momentos! Como quando ela digitou uma parte da minha dissertação de mestrado enquanto eu elaborava e ditava o texto de cabeça, porque eu não aguentava mais olhar para a tela do computador de tão cansado, após um dia inteiro escrevendo. Nessa época eu acordava cedo, sentava ao computador e escrevia até a noite, depois ia dormir e no outro dia voltava a essa rotina.
A cidade antiga de Pompeia foi soterrada pelas cinzas do vulcão Vesúvio em 79 d.C.
No séc. XVIII, Pompeia foi redescoberta por acaso e começaram as escavações, revelando uma cidade muito bem preservada. Hoje ela é um sítio arqueológico e ponto turístico dos mais importantes para o estudo da antiga sociedade romana.
As escavações em Pompeia revelaram muitas pinturas, esculturas, casas aristocráticas, tabernas, praças, templos, teatros e uma arena (anfiteatro) de gladiadores...
Praça da antiga Pompeia com o vulcão Vesúvio ao fundo.
Afresco
Museu dentro do sítio arqueológico.
Uma das muitas casas redescobertas.
Utensílios da época
Ruínas de um templo.
Teatro
O Lupanar era a casa de prostituição da época. Esta é uma pintura gravada sobre a porta de um dos quartos da casa.
Os corpos são muitos e são de pessoas de verdade. Os arqueólogos colocaram gesso nas cavidades onde os encontraram para assim preservar a posição como foram achados.
Pink Floyd ao vivo no anfiteatro da antiga Pompeia:
O melhor vídeo sobre Pompeia. Um passeio pelas principais curiosidades da cidade, incluindo o Lupanar, várias casas, teatro, anfiteatro... Assistam:
As Quatro Estações (Vivaldi) - obra completa: Primavera, Verão, Outono, Inverno.
Passacaglia (Händel) ao piano
Eine Kleine Nachtmusik (Mozart)
Für Elise (Beethoven) ao piano
Sonata ao Luar [Moonlight Sonata] (Beethoven) ao piano
A Cavalgada das Valquírias [The Ride of Valkyries] (Wagner)
Sonata in Darkness (Michael Giacchino) ao piano - trilha de Batman (2023)
Coral
O Fortuna (Carl Orff) da obra Carmina Burana
Because (The Beatles)
Canto lírico [trechos de óperas]
Vesti la Giubba (Ruggero Leoncavallo) - da opera Pagliacci
Flower Duet (Delibes) - da ópera Lakmé
Vozes incríveis:
Try Just a Little Bit Harder (Janis Joplin)
Piece of my Heart (Janis Joplin)
I Put a Spell on You (Creedence Clearwater Revival)
Oh Darling (The Beatles)
Who's Loving You (Jackson 5)
Miss Misery (Narareth)
Back in Black (AC/DC)
We Will Rock You (Queen)
Take on Me (A-ha)
Girls Just Want to Have Fun (Cindy Lauper)
She's a Mistery to Me (Roy Orbison)
Welcome to the Jungle (Guns n' Roses)
Beyond the Wheel (Soundgarden)
I Will Always Love You (Whitney Houston)
Come as You Are (Nirvana) - Unplugged
Never Loved a Girl (Aerosmith)
Michael Jackson criança, na banda Jackson 5, cantando como adulto:
Em dezembro de 1969 o grupo Jackson 5 liderado pelo pequeno Michael se
apresentou no show do Ed Sullivan, o mesmo programa de TV que revelou Os Beatles
para o mundo.
Rock das décadas de 1950 e 60
Great Balls of Fire (Jerry Lee Lewis) - 1957
Twist and Shout (The Beatles) - 1963
Oh! Pretty Woman (Roy Orbison) - 1964
She Loves You (The Beatles) - 1964
I Can't Get No Satisfaction (The Rolling Stones) - 1965
Day Tripper (The Beatles) - 1965
Hey Jude (The Beatles) - 1968
Proud Mary (Creedence Clearwater Revival) - 1969
Come Together (The Beatles) - 1969
Here Comes the Sun (The Beatles) - 1969
Rock e pop das décadas de 70, 80 e 90
Cry Baby (Janis Joplin) - Gravado em 1970 e lançado postumamente.
Sultans of Swing (Dire Straits) - 1978
Another Brick in the Wall [part II] (Pink Floyd)- 1979
Still Loving You (Scorpions) - 1984
Sweet Child o' Mine (Guns n' Roses) - 1987
Listen to Your Heart (Roxette) - 1988
Oh Father (Madonna) - 1989
The Unforgiven (Metallica) - 1991
Nirvana Unplugged in New York (Nirvana) - 1994 - álbum completo
Artistas de várias partes do mundo
Portugal: Dulce Pontes
Cuba: Buena Vista Social Club (super grupo)
Estados Unidos: James Brown
Índia: Ravi Shankar (instrumental indiano)
Egito: Amr Diab
Líbano: Marcel Khalife
Mali: Tinariwen (banda de desert blues)
Itália: Laura Pausini
Alemanha: Die Toten Hosen (banda de hard rock)
Flamenco/cigano: Gipsy Kings (banda)
Fusão de estilos
Norwegian Wood (The Beatles) - 1965 = folk + música indiana
Paint it Black (The Rolling Stones) - 1966 = rock + música indiana
Eleanor Rigby (The Beatles) - 1966 = clássico + art rock
Light my Fire (The Doors) - 1967 = rock + jazz
The End (The Doors) - 1967 = art rock + música indiana
Bohemian Rapsody (Queen) - 1975 = rock + ópera
Kashmir (Jimmy Page and Robert Plant) - 1994 = art rock + música egípcia
Artistas brasileiros
Tim Maia
Marisa Monte
Chico Buarque
Obviamente muitas músicas e artistas ficaram de fora, senão a postagem ficaria quase infinita! Não significa que a lista acaba aí. Mas acho que é um ótimo começo.
A música enriquece a mente!
E saber ouvir, com a mente aberta e empatia, é uma indispensável virtude!
Tawy [em egípcio antigo], Aegypt [na raiz greco-latina], Mirs [em árabe atual]. O nome antigo do Egito [Tawy] significa "duas terras", ou seja, o Alto Egito [ao sul] e o Baixo Egito [ao norte, até o mediterrâneo]. O faraó usava uma coroa dupla simbolizando a unificação das duas terras.
A antiga palavra "Kemet" significa "terra negra" e referia-se à terra fértil nas margens do rio Nilo, em oposição à "Deshret", que significa "terras vermelhas/desérticas".
De todas as civilizações antigas
[fenícios, persas, gregos, romanos etc] os egípcios são para mim os mais fascinantes.
Obviamente a cultura greco-romana é de longe a mais influente em termos
históricos.
Todavia, as pirâmides do Egito são os monumentos mais
impressionantes que qualquer civilização já construiu.
Além disso, os hieróglifos, desenhos, esculturas, templos, estátuas gigantes e a
Grande Esfinge de Gizé são objetos lindíssimos e sem precedentes em todas as
culturas ao redor do mundo.
O antigo Egito em sua máxima extensão [no período do Império Novo].
Domínio sobre Biblos, Sidom e Tiro [cidades fenícias] e o Reino Cuxe ao sul
A controvérsia da “raça egípcia”
Aplicar noções atuais de "raça" branca ou negra ao Antigo Egito é anacrônico. A história
do Antigo Egito é milenar. Vários povos passaram e habitaram aquela região: assírios, fenícios [hoje sírio-libaneses], palestinos, núbios, hebreus, persas, gregos, romanos,
árabes etc.
Porém, em 2017, um estudo
genético foi conduzido com amostras de 151 múmias do norte do Egito, que
estavam enterradas no Cairo, que constituiu o primeiro dado confiável
obtido dos antigos egípcios usando métodos de sequenciamento de DNA de alto
rendimento. O estudo mostrou que os antigos egípcios têm grande afinidade com povos
modernos do Oriente Médio. Ainda assim, essa amostra representa uma fatia
pequena daquela população e a maioria dos acadêmicos rejeita a ideia de que o
Antigo Egito era composto de um povo homogêneo. A cor da pele variava por
região [Alto Egito, Baixo Egito e Núbia] e em eras diferentes cada um desses
povos subiu ao poder.
A gravura do Livro dos Portões, encontrada em túmulos do Novo Reinado, mostra as etnias conhecidas pelos egípcios até então:
Da esquerda para a direita: Líbio, núbio, semita, egípcio.
Linguisticamente, o egípcio
antigo é um idioma quase isolado, tendo algumas similaridades com línguas
semíticas [Oriente Médio] e línguas berberes [norte da África ocidental].
Raotepe e sua esposa Noferte (Museu do Cairo) Raotepe era irmão do faraó Quéops, ambos filhos de Seneferu.
O Reino Cuxita (Kush ou Cuxe) localizava-se na Núbia, atual Sudão [ao sul do Egito]. Era muito rico em ouro. Na história do povo cuxita houve períodos de guerra contra o Egito, mas também convivência, e um período de dominação do Egito, que durou pouco mais de 1 século. Este período é conhecido como a era dos faraós negros.
Periodização [meus destaques pessoais]
Império Antigo (2686 a 2181 a.C.) - capital: Memphis; necrópoles: Saqqara e Giza (Gizé).
Império Médio (2050 a 1710 a.C.) - capital: Tebas
Império Novo (1539 a 525 a. C.) - inclui o reinado de Ramsés II; necrópoles: Vale dos Reis e V. das Rainhas
Domínio persa (curto período, antes da conquista macedônica)
Período Ptolomaico ou Helenismo (332 a 30 a.C.) - capital: Alexandria.
Período Romano: a partir de 30 a.C.
Cristianização do mundo romano: a partir de 337 - destruição da biblioteca de Alexandria.
Parte do Império Bizantino: a partir de 395
Expansão islâmica [árabes]: 632-661
Egito Otomano: 1517-1867 e invasão napoleônica (1798)
Colônia britânica
Independência do Egito (1922) e fundação da república (1953)
Cronologia de faraós [meus destaques pessoais]
Djoser - construção da primeira pirâmide do Egito [2.648 a.C.], em Sakkara, pelo arquiteto Imotep.
Seneferu - construção da pirâmide curvada e da pirâmide vermelha, em Dashur. Era pai de Quéops.
Quéops [2.589 - 2.566 a.C] - construção da primeira pirâmide de
Gizé, seguido por seu filho Quéfren e seu neto Miquerinos.
Os Reis do Sol, com destaque para o rei Unas, pois sua pirâmide em Sakkara foi a primeira a ter inscrições e esses textos são os textos religiosos mais antigos já encontrados no mundo.
Faraó Aquenáton e rainha Nefertiti [1.370–1.330 a.C.]
Nefertiti: escultura da época de seu reinado
Tutancâmon e sua rainha Anksenamon [1.341 - 1.323 a.C.]
Ramsés II, apelidado Ozymandias [1279 - 1213 a.C.] também conhecido como Ramsés, o Grande.
Dinastia núbia [reino Kush] - faraós negros, originários do atual Sudão [770
a 657 a.C.] - durou 113 anos. Curiosidade: O Sudão é o país com mais pirâmides no mundo.
Alexandre, o Grande: fundação de Alexandria em 331 a.C - início da dinastia macedônica, período conhecido como Helenismo - disseminação
da cultura grega.
Ptolomeu - Alexandre da Macedônia foi proclamado faraó. Após sua morte, o general macedônio assumiu o trono egípcio. A partir daí, várias gerações de faraós macedônicos reinaram até 30 a.C. - durou exatamente 300 anos.
Cleópatra [falecida em 30 a.C.] - Seu nome era Cleópatra VII Filopátur [tradução: a sétima filha do pai, amada pelo pai].
A última rainha macedônica era poliglota e grande estudiosa de várias disciplinas, por isso talvez fosse a mulher mais culta de sua época. Sua morte marca o início da dominação romana. Antes, foi aliada do grande general de Roma: Caio Júlio César. Após o assassinato deste, ela aliou-se ao militar romano Marco Antônio, numa tentativa infrutífera de proteger seu reino. Mas foram derrotados e o imperador Augusto, sobrinho-neto de César, passou a controlar o Egito.
Ela teve um filho com Júlio César [Ptolomeu Cesarion] e três com Marco Antônio: um casal de gêmeos, Alexandre Hélio [Alexandre Sol] e Cleópatra Selene [Cleópatra Lua]; e o caçula Ptolomeu Filadelfo.
Cleópatra em uma moeda de sua época
Busto de Cleópatra esculpido em Roma na época em que a rainha visitou a cidade.
Retratos de Fayum: pinturas sobre os caixões de múmias do Egito no período romano
Observação: A atual polêmica sobre a cor dos egípcios antigos e a cor de pele da rainha Cleópatra [sua etnia e raça] não têm base histórica, mas sim ideológica, baseada em conceitos restritos e arcaicos de "raças" humanas. É um debate pseudocientífico e contraproducente. Não há mistérios neste mundo para a verdadeira Ciência, que já explicou, com riqueza de detalhes factuais, questões muito mais complexas, como a origem do Universo, a origem da vida e sua evolução. No mundo científico não há espaço para falácias e bobagens conspiratórias. As pirâmides e o Serapeum não foram construídos por alienígenas. O povo egípcio antigo era semítico-africano e também misto, com variações na cor de sua pele. O verdadeiro rosto de Cleópatra nunca foi um mistério. E desde Eratóstenes [Cirene 276 a.C - Alexandria 194 a.C.] o formato da Terra redonda já era conhecido.
Vídeo explicando o cálculo da circunferência da Terra, feito por Eratóstenes em Alexandria:
A máscara cobria o rosto do faraó mumificado, dentro de 3 sarcófagos. A descoberta de seu túmulo foi considerada revolucionária e uma das mais importantes do séc. XX, graças à persistência do arqueólogo Howard Carter (Kensington 1874 - Londres 1939).
Curiosidade para você pesquisar:
Serapeum - Sakkara (ou Saqqara) - 24 túmulos gigantes, colocados num enorme corredor, para os touros sagrados.
Sobre a origem dos antigos egípcios, assista ao vídeo a partir do minuto 38:23
Segundo o estudo acima, baseado principalmente em anatomia, genética e linguística, os povos árabes, egípcios e berberes são descendentes de povos que vieram da Anatólia [atual Turquia] e do Oriente Médio no período neolítico. Eles tinham a pele clara.
Já ao sul do Egito, na Núbia, os povos tinham a pele escura, como já foi falado aqui nesta postagem.
Acima, um vídeo sobre a questão étnico-racial no Egito.
Uma série surpreendente em qualidade dramática e documental, com muitos detalhes sobre estratégias militares.
Duas temporadas, cada uma com 6 episódios.
Primeira temporada: a ascensão de Maomé II, o jovem sultão dos otomanos, e seu sonho de conquistar a cidade de Constantinopla [último resquício do Império Romano]. O fato histórico apresentado aí é um dos pontos de virada que mudariam o mundo. Então considero de fundamental importância conhecer.
Maomé II [Mehmed II] - o Conquistador
Segunda temporada: a luta do sultão Maomé II para derrotar um novo inimigo que outrora ele considerava quase como um irmão - o empalador Vlad Drácula, da Romênia. Esse fato histórico não tem a importância daquele da primeira temporada, mas traz muitas curiosidades sobre seus personagens e, por vários fatores, também vale a pena conhecer.