1- A múmia de Ramsés II é bem maior que outras múmias. Em vida, ele teria um pouco mais de 1m70cm. Ele era bem mais alto que a média de estatura dos homens de sua época no Egito faraônico.
2- Se Ramsés II (faraó que viveu há mais de 3 mil anos no Egito) caminhasse entre os nórdicos da Idade Média ele passaria praticamente despercebido. Ele tinha a altura de um viking e cabelos naturalmente avermelhados.
3- Os cabelos avermelhados desde o nascimento o associavam aos deus Seth, divindade egípcia da guerra.
4- Sua múmia tem passaporte. Ela já viajou para fora do Egito e foi analisada detalhadamente em Paris. A múmia hoje mantém cabelos vermelhos porque na época, já na velhice, ele os tingia com hena (escondendo fios brancos). Mas a análise em microscópio revelou pigmentação naturalmente castanha avermelhada ou ruiva.
Tawy [em egípcio antigo], Aegypt [na raiz greco-latina], Mirs [em árabe atual]. O nome antigo do Egito [Tawy] significa "duas terras", ou seja, o Alto Egito [ao sul] e o Baixo Egito [ao norte, até o mediterrâneo]. O faraó usava uma coroa dupla simbolizando a unificação das duas terras.
A antiga palavra "Kemet" significa "terra negra" e referia-se à terra fértil nas margens do rio Nilo, em oposição à "Deshret", que significa "terras vermelhas/desérticas".
De todas as civilizações antigas
[fenícios, persas, gregos, romanos etc] os egípcios são para mim os mais fascinantes.
Obviamente a cultura greco-romana é de longe a mais influente em termos
históricos.
Todavia, as pirâmides do Egito são os monumentos mais
impressionantes que qualquer civilização já construiu.
Além disso, os hieróglifos, desenhos, esculturas, templos, estátuas gigantes e a
Grande Esfinge de Gizé são objetos lindíssimos e sem precedentes em todas as
culturas ao redor do mundo.
O antigo Egito em sua máxima extensão [no período do Império Novo].
Domínio sobre Biblos, Sidom e Tiro [cidades fenícias] e o Reino Cuxe ao sul
A controvérsia da “raça egípcia”
Aplicar noções atuais de "raça" branca ou negra ao Antigo Egito é anacrônico. A história
do Antigo Egito é milenar. Vários povos passaram e habitaram aquela região: assírios, fenícios [hoje sírio-libaneses], palestinos, núbios, hebreus, persas, gregos, romanos,
árabes etc.
Porém, em 2017, um estudo
genético foi conduzido com amostras de 151 múmias do norte do Egito, que
estavam enterradas no Cairo, que constituiu o primeiro dado confiável
obtido dos antigos egípcios usando métodos de sequenciamento de DNA de alto
rendimento. O estudo mostrou que os antigos egípcios têm grande afinidade com povos
modernos do Oriente Médio. Ainda assim, essa amostra representa uma fatia
pequena daquela população e a maioria dos acadêmicos rejeita a ideia de que o
Antigo Egito era composto de um povo homogêneo. A cor da pele variava por
região [Alto Egito, Baixo Egito e Núbia] e em eras diferentes cada um desses
povos subiu ao poder.
A gravura do Livro dos Portões, encontrada em túmulos do Novo Reinado, mostra as etnias conhecidas pelos egípcios até então:
Da esquerda para a direita: Líbio, núbio, semita, egípcio.
Linguisticamente, o egípcio
antigo é um idioma quase isolado, tendo algumas similaridades com línguas
semíticas [Oriente Médio] e línguas berberes [norte da África ocidental].
Raotepe e sua esposa Noferte (Museu do Cairo) Raotepe era irmão do faraó Quéops, ambos filhos de Seneferu.
O Reino Cuxita (Kush ou Cuxe) localizava-se na Núbia, atual Sudão [ao sul do Egito]. Era muito rico em ouro. Na história do povo cuxita houve períodos de guerra contra o Egito, mas também convivência, e um período de dominação do Egito, que durou pouco mais de 1 século. Este período é conhecido como a era dos faraós negros.
Periodização [meus destaques pessoais]
Império Antigo (2686 a 2181 a.C.) - capital: Memphis; necrópoles: Saqqara e Giza (Gizé).
Império Médio (2050 a 1710 a.C.) - capital: Tebas
Império Novo (1539 a 525 a. C.) - inclui o reinado de Ramsés II; necrópoles: Vale dos Reis e V. das Rainhas
Domínio persa (curto período, antes da conquista macedônica)
Período Ptolomaico ou Helenismo (332 a 30 a.C.) - capital: Alexandria.
Período Romano: a partir de 30 a.C.
Cristianização do mundo romano: a partir de 337 - destruição da biblioteca de Alexandria.
Parte do Império Bizantino: a partir de 395
Expansão islâmica [árabes]: 632-661
Egito Otomano: 1517-1867 e invasão napoleônica (1798)
Colônia britânica
Independência do Egito (1922) e fundação da república (1953)
Cronologia de faraós [meus destaques pessoais]
Djoser - construção da primeira pirâmide do Egito [2.648 a.C.], em Sakkara, pelo arquiteto Imotep.
Seneferu - construção da pirâmide curvada e da pirâmide vermelha, em Dashur. Era pai de Quéops.
Quéops [2.589 - 2.566 a.C] - construção da primeira pirâmide de
Gizé, seguido por seu filho Quéfren e seu neto Miquerinos.
Os Reis do Sol, com destaque para o rei Unas, pois sua pirâmide em Sakkara foi a primeira a ter inscrições e esses textos são os textos religiosos mais antigos já encontrados no mundo.
Faraó Aquenáton e rainha Nefertiti [1.370–1.330 a.C.]
Nefertiti: escultura da época de seu reinado
Tutancâmon e sua rainha Anksenamon [1.341 - 1.323 a.C.]
Ramsés II, apelidado Ozymandias [1279 - 1213 a.C.] também conhecido como Ramsés, o Grande.
Dinastia núbia [reino Kush] - faraós negros, originários do atual Sudão [770
a 657 a.C.] - durou 113 anos. Curiosidade: O Sudão é o país com mais pirâmides no mundo.
Alexandre, o Grande: fundação de Alexandria em 331 a.C - início da dinastia macedônica, período conhecido como Helenismo - disseminação
da cultura grega.
Ptolomeu - Alexandre da Macedônia foi proclamado faraó. Após sua morte, o general macedônio assumiu o trono egípcio. A partir daí, várias gerações de faraós macedônicos reinaram até 30 a.C. - durou exatamente 300 anos.
Cleópatra [falecida em 30 a.C.] - Seu nome era Cleópatra VII Filopátur [tradução: a sétima filha do pai, amada pelo pai].
A última rainha macedônica era poliglota e grande estudiosa de várias disciplinas, por isso talvez fosse a mulher mais culta de sua época. Sua morte marca o início da dominação romana. Antes, foi aliada do grande general de Roma: Caio Júlio César. Após o assassinato deste, ela aliou-se ao militar romano Marco Antônio, numa tentativa infrutífera de proteger seu reino. Mas foram derrotados e o imperador Augusto, sobrinho-neto de César, passou a controlar o Egito.
Ela teve um filho com Júlio César [Ptolomeu Cesarion] e três com Marco Antônio: um casal de gêmeos, Alexandre Hélio [Alexandre Sol] e Cleópatra Selene [Cleópatra Lua]; e o caçula Ptolomeu Filadelfo.
Cleópatra em uma moeda de sua época
Busto de Cleópatra esculpido em Roma na época em que a rainha visitou a cidade.
Retratos de Fayum: pinturas sobre os caixões de múmias do Egito no período romano
Observação: A atual polêmica sobre a cor dos egípcios antigos e a cor de pele da rainha Cleópatra [sua etnia e raça] não têm base histórica, mas sim ideológica, baseada em conceitos restritos e arcaicos de "raças" humanas. É um debate pseudocientífico e contraproducente. Não há mistérios neste mundo para a verdadeira Ciência, que já explicou, com riqueza de detalhes factuais, questões muito mais complexas, como a origem do Universo, a origem da vida e sua evolução. No mundo científico não há espaço para falácias e bobagens conspiratórias. As pirâmides e o Serapeum não foram construídos por alienígenas. O povo egípcio antigo era semítico-africano e também misto, com variações na cor de sua pele. O verdadeiro rosto de Cleópatra nunca foi um mistério. E desde Eratóstenes [Cirene 276 a.C - Alexandria 194 a.C.] o formato da Terra redonda já era conhecido.
Vídeo explicando o cálculo da circunferência da Terra, feito por Eratóstenes em Alexandria:
A máscara cobria o rosto do faraó mumificado, dentro de 3 sarcófagos. A descoberta de seu túmulo foi considerada revolucionária e uma das mais importantes do séc. XX, graças à persistência do arqueólogo Howard Carter (Kensington 1874 - Londres 1939).
Curiosidade para você pesquisar:
Serapeum - Sakkara (ou Saqqara) - 24 túmulos gigantes, colocados num enorme corredor, para os touros sagrados.
Sobre a origem dos antigos egípcios, assista ao vídeo a partir do minuto 38:23
Segundo o estudo acima, baseado principalmente em anatomia, genética e linguística, os povos árabes, egípcios e berberes são descendentes de povos que vieram da Anatólia [atual Turquia] e do Oriente Médio no período neolítico. Eles tinham a pele clara.
Já ao sul do Egito, na Núbia, os povos tinham a pele escura, como já foi falado aqui nesta postagem.
Acima, um vídeo sobre a questão étnico-racial no Egito.
Notícia (setembro 2024): casal é proibido de registrar filho com nome do primeiro faraó negro. Bebê nasceu em 31 de agosto e ainda não tem certidão de nascimento.
Nova decisão: no fim da tarde de quarta-feira, 11 de setembro, Justiça autorizou o registro do nome Piiê.
História
Os faraós negros eram provenientes do reino de Cuxe, na antiga Núbia. Eles governaram o Egito por mais ou menos 100 anos (de 744 a 656 a.C.). Foram a vigésima quinta (XXV) dinastia e adotaram a religião e os costumes egípcios.
E para inspirar outros pais amantes da cultura egípcia antiga...
aqui vai uma lista de nomes egípcios muito bonitos para registo em cartório.
NOMES MASCULINOS
Osíris - deus da agricultura, do renascimento e da vida eterna.
Hórus - deus falcão, deus do céu e da proteção celestial.
Djoser [pronúncia: Dhíoser] - faraó da 3ª dinastia. Construiu a primeira pirâmide do mundo (2.600 a.C.)
Imotepe - sábio [médico, engenheiro, astrônomo etc] foi o arquiteto da primeira pirâmide do mundo. Seu nome significa "aquele que vem em paz".
Menquerés - o último faraó a edificar um templo do sol (2.400 a.C). Mas isso não significa que o sol deixou de ser adorado no Egito antigo. Seu nome significa "eterna é a alma [o Ka] de Rá [o sol]".
Nefercaré - foi um faraó. Seu nome significa "belo é o Ka de Rá". Ou seja, "bela é a alma [ou força] de Rá [Ré, o sol]".
Amenotepe [tradução: Amon está em paz]. Governou durante o período conhecido como Novo Reino. Seu nome possui uma versão grega igualmente bonita: Amenófis.
Ramsés - o faraó Ramsés II publicou o primeiro tratado de paz da História. Seu nome significa "Nascido de Rá [o sol]". Ele edificou vários templos, o mais famoso fica em Abu Simbel.
Amon-Rá - deus que sincretiza duas divindades egípcias, o vento [Amon] e o sol [Rá ou Ré]. Dica: se inverter, fica Rá-Amon, sou seja, Ramon. Nenhum cartório brasileiro implicaria com o nome Ramon.
NOMES FEMININOS
Ísis - deusa da fertilidade, da maternidade, hoje associada à dança do ventre.
Nefertiti - foi uma rainha. Seu nome significa "A bela chegou".
Anquesenamon - foi uma rainha. Seu nome significa "Vive através de Amon [o vento]".
Nefertari - foi uma rainha, esposa de Ramsés II, o Grande. Nefertari significa "a mais bela".
Vocabulário egípcio antigo:
tepe = paz, satisfação, satisfeito(a).
ka [que] = alma, espírito, força vital.
Rá ou Ré(s) = deus sol.
Amon = deus do vento, do invisível, do oculto.
nefer = belo(a).
ank [anque] = vida, vivo(a).
Ank
Num país como o Brasil, onde há tantos nomes com k, y, w, duplo n [nn], duplo L [LL] e até com ING... o cartório foi implicar com um nome de boa: Piiê.
Comentário:
No poema vemos um exemplo de efemeridade: o tempo a tudo corrói, destrói, derruba, leva consigo... Até mesmo a pretensa "divindade" do Faraó Ozimândias (Ramsés II) cujo império e poder foram consumidos pelas areias do tempo.
Música é arte, arte é cultura (essência humana) e quanto
mais cultura, melhor. A vida é curta demais para passar toda ela ouvindo apenas
um tipo de música. Esta é a razão do conteúdo a seguir que trata brevemente de
alguns gêneros musicais.
Música caipira
Gênero brasileiro, também conhecido como sertanejo de raiz
ou moda de viola, incluindo também um subgênero, o pagode de viola. A temática
é variada, mas sempre parte da percepção do homem do campo sobre si mesmo e
sobre o mundo, sua realidade, seus conflitos e os conflitos que lhe são
impostos pelas pessoas de fora do campo (das cidades). Muitas das canções
valorizam a riqueza da terra, do país e a sabedoria popular abrigada na cultura
desse homem bucólico.
Exemplos:
Tonico & Tinoco - Chico Mineiro
Tião Carreiro & Pardinho - O Mineiro e o Italiano
Pena Branca & Xavantinho - Cio da Terra
Renato Teixeira - Romaria
Sérgio Reis - Tocando em Frente
Fado
Nascido e criado em Portugal, este gênero comumente é
composto em torno da saudade de um amor perdido. É um lamento apaixonado, um
pranto pelo destino (fado). Sendo muito tradicional, sempre é tocado de forma
acústica. O mar é uma das imagens mais recorrentes desta lírica, podendo
apresentar também símbolos da religiosidade católica.
Exemplos:
Amália Rodrigues - Barco Negro
Dulce Pontes - Canção do Mar
Mariza - Fado em mim
Ana Moura - Fado das Horas Incertas
Cristina Branco - Fados das Sedes
Reggae
Originário da Jamaica, mas hoje difundido por todo o mundo,
é um gênero alegre, dançante, caracterizado pela religiosidade, culto à
natureza e à unidade de todas as coisas. A religião em questão é a rastafari,
crença derivada do judaísmo, mas num contexto cultural africano (etíope).
Também canta o amor, prega a paz universal e protesta politicamente contra o
racismo e outros tipos de injustiças. Poeticamente, o reggae é revolucionário
pelo seu engajamento social.
Exemplos:
Desmond Dekker & The Aces - Israelites
Bob Marley - Is This Love
Steel Pulse - Prodigal Son
SOJA - True Love
Groundation - Here I Am
Rock ballad
Pode ser acústico, semi-acústico ou elétrico. Mesmo quando
traz o peso de uma guitarra, ainda assim deixa a agressividade um pouco de
lado. O tema quase sempre é o amor, o ritmo quase sempre é lento. Mantém em
comum com o heavy metal a complexidade dos arranjos instrumentais e a exigência
de um tipo de vocalização que poucos cantores conseguem executar.
Exemplos:
Black Sabbath - Solitude
Led Zeppelin - All of my Love
Aerosmith – I Don’t Want to Miss a Thing
Iron Maiden - Wasting Love
Metallica - Nothing Else Matters
Ritmos cubanos
São vários: el son, mambo, cha cha cha, salsa, bolero,
rumba... Assim como o nosso samba brasileiro, a música cubana é dançante,
alegre e contagiante, mas também pode ser reflexiva, romântica ou sociopoliticamente
engajada.
Exemplos:
Buena Vista Social Club - Amor Verdadero
Buena Vista Social Club - El Cuarto de Tula
Buena Vista Social Club - Candela
Buena vista Social Club - Chan Chan
Buena Vista Social Club - Dos Gardenias
Buena Vista Social Club - El Carretero
Silvio Rodriguez - Playa Giron
Pablo Milanés - Años (el tiempo
pasa)
Axé
Também chamada de samba-reggae, é a música afrobrasileira da
Bahia. O ritmo é dançante, as temáticas eram a cultura africana, a cultura
baiana, o engajamento social, a luta contra o racismo no Brasil e a
religiosidade de origem africana e afrobrasileira, seus mitos, lendas e
histórias. Costumava ser muito rica poeticamente.
Exemplos:
Banda Mel - Faraó, Divindade do Egito
Banda Reflexus - Canto para o Senegal
Banda Mel - Prefixo de Verão
Banda Reflexus - Madagascar
Cheiro de Amor & Márcia Freire - Canto ao pescador
Margareth Menezes - Elegibô (História de Ifá)
Timbalada - Beija-Flor
Olodum - I Miss Her
Música indiana
Há vários gêneros na música da Índia, alguns com mais de
2.000 anos.
Hindusthani: música clássica do norte;
Carnatic: música clássica do sul;
Qawwali: gênero do sufi, música ligada ao misticismo
muçulmano;
Bhajan: canção de devoção, religiosidade hindu;
Lavani: ritmo tradicional sobre a beleza filosófica ou
beleza erótica;
Ghazal: poesia tradicional, forma fixa, também difundida no
Islã;
Bollywood: ritmo dançante e alegre dos filmes musicais
indianos.
Exemplos:
Aishwarya Rai - Kajra Re
Rani Mukherjee - Main Vari Vari
Ravi Shankar - Prabhujee
Nikhil Banerjee - Raag Chandra Kauns
Na foto acima Anoushka Shankar, musicista talentosa, filha
do famoso Ravi Shankar. Este foi um importante amigo e influência musical para
George Harrison (dos Beatles). Ravi Shankar tocou em festivais lendários, como
o de Woodstock. Ele também é pai da cantora de jazz Norah Jones.
Uma canção da qual gosto muito por causa do ótimo ritmo e das referências à mitologia egípcia. Composição de Luciano Gomes, gravada e regravada por diversos artistas, tais como Margareth Menezes e Olodum. No vídeo abaixo, a versão da "Bamdamel". Veja o vídeo e acompanhe a letra (correta):
Deuses,
Divindade infinita do universo.
Predominante
Esquema mitológico.
A ênfase do espírito original,
Shu,
Formará
Do Éden um ovo cósmico
A emersão
Nem Osíris sabe como aconteceu (2x)
A ordem ou submissão
Do olho seu
Transformou-se
Na verdadeira humanidade.
Epopéia
Do Código de Geb.
E Nut
Gerou as estrelas.
Osíris
Proclamou Matrimônio com Ísis.
E o mau Seth
Irado o assassinou
E impera.
Hórus levando avante
A vingança do pai
Derrotando o Império do mau Seth
Ao grito da vitória
Que nos satisfaz.
Cadê?
Tutancâmon
(Ei, Gizé)!
Akhaenaton... (2x)
Eu falei Faraó! (êeeee Faraó)
Clamo Olodum, Pelourinho (êeeee Faraó)
Pirâmide a base do Egito (êeeee Faraó)
Clamo Olodum, Pelourinho (êeeee Faraó)
Que mara, mara, mara, maravilha é
(Egito, Egito, ê)!
Faraó (ó ó ó)
Pelourinho,
Uma pequena comunidade
Que, porém, Olodum unira
Em laço de confraternidade.
Despertai-vos para a
Cultura egípcia no Brasil,
Em vez de cabelos trançados
Veremos turbantes de Tutancâmon.
E nas cabeças
Se enchem de liberdade,
O Povo negro pede igualdade
E deixemos de lado as separações.
Eu falei Faraó!
Esse é o Olodum reggaeton!
Batendo na palma da mão.