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sábado, 25 de janeiro de 2025

Dicas de músicas

Instrumental

As Quatro Estações (Vivaldi) - obra completa: Primavera, Verão, Outono, Inverno.

Passacaglia (Händel) ao piano

Eine Kleine Nachtmusik (Mozart)

Für Elise (Beethoven) ao piano

Sonata ao Luar [Moonlight Sonata] (Beethoven) ao piano

A Cavalgada das Valquírias [The Ride of Valkyries] (Wagner)

Sonata in Darkness (Michael Giacchino) ao piano - trilha de Batman (2023)


Coral

O Fortuna (Carl Orff) da obra Carmina Burana

Because (The Beatles)


Canto lírico [trechos de óperas]

Vesti la Giubba (Ruggero Leoncavallo) - da opera Pagliacci

Flower Duet (Delibes) - da ópera Lakmé


Vozes incríveis:

Try Just a Little Bit Harder (Janis Joplin)

Piece of my Heart (Janis Joplin)

I Put a Spell on You (Creedence Clearwater Revival)

Oh Darling (The Beatles)

Who's Loving You (Jackson 5)

Miss Misery (Narareth)

Back in Black (AC/DC)

We Will Rock You (Queen)

Take on Me (A-ha)

Girls Just Want to Have Fun (Cindy Lauper)

She's a Mistery to Me (Roy Orbison)

Welcome to the Jungle (Guns n' Roses)

Beyond the Wheel (Soundgarden)

I Will Always Love You (Whitney Houston)

Come as You Are (Nirvana) - Unplugged

Never Loved a Girl (Aerosmith)


Michael Jackson criança, na banda Jackson 5, cantando como adulto:


Em dezembro de 1969 o grupo Jackson 5 liderado pelo pequeno Michael se apresentou no show do Ed Sullivan, o mesmo programa de TV que revelou Os Beatles para o mundo.


Rock das décadas de 1950 e 60

Great Balls of Fire (Jerry Lee Lewis) - 1957

Twist and Shout (The Beatles) - 1963

Oh! Pretty Woman (Roy Orbison) - 1964

She Loves You (The Beatles) - 1964

I Can't Get No Satisfaction (The Rolling Stones) - 1965

Day Tripper (The Beatles) - 1965

Hey Jude (The Beatles) - 1968

Proud Mary (Creedence Clearwater Revival) - 1969

Come Together (The Beatles) - 1969

Here Comes the Sun (The Beatles) - 1969


Rock e pop das décadas de 70, 80 e 90

Cry Baby (Janis Joplin) - Gravado em 1970 e lançado postumamente.

Sultans of Swing (Dire Straits) - 1978

Another Brick in the Wall [part II] (Pink Floyd)- 1979

Still Loving You (Scorpions) - 1984

Sweet Child o' Mine (Guns n' Roses) - 1987

Listen to Your Heart (Roxette) - 1988

Oh Father (Madonna) - 1989

The Unforgiven (Metallica) - 1991

Nirvana Unplugged in New York (Nirvana) - 1994 - álbum completo


Artistas de várias partes do mundo

Portugal: Dulce Pontes

Cuba: Buena Vista Social Club (super grupo)

Estados Unidos: James Brown

Índia: Ravi Shankar (instrumental indiano)

Egito: Amr Diab

Líbano: Marcel Khalife

Mali: Tinariwen (banda de desert blues)

Itália: Laura Pausini

Alemanha: Die Toten Hosen (banda de hard rock)

Flamenco/cigano: Gipsy Kings (banda)


Fusão de estilos

Norwegian Wood (The Beatles) - 1965 = folk + música indiana

Paint it Black (The Rolling Stones) - 1966 = rock + música indiana

Eleanor Rigby (The Beatles) - 1966 = clássico + art rock

Light my Fire (The Doors) - 1967 = rock + jazz

The End (The Doors) - 1967 = art rock + música indiana

Bohemian Rapsody (Queen) - 1975 = rock + ópera

Kashmir (Jimmy Page and Robert Plant) - 1994 = art rock + música egípcia


Artistas brasileiros

Tim Maia

Marisa Monte

Chico Buarque


Obviamente muitas músicas e artistas ficaram de fora, senão a postagem ficaria quase infinita! Não significa que a lista acaba aí. Mas acho que é um ótimo começo. 

A música enriquece a mente! 

E saber ouvir, com a mente aberta e empatia, é uma indispensável virtude!

Os Beatles em Abbey Road (Londres, 1969)


sexta-feira, 12 de abril de 2024

Curiosidades do séc. XX

Algumas datas felizes, outras tristes, em conjunto promovem uma reflexão Histórica sobre a importância do século passado.

O século 20 moldou a tecnologia, a política e as artes como as vemos hoje.


1906 - Há 118 anos o brasileiro Santos Dumont voou pela primeira vez com seu avião, se tornando o pai da aviação.

1912 - Há 112 anos o Titanic afundou no Oceano Atlântico.

1914 - Há 110 anos começava a Primeira Guerra Mundial.

1922 - Há 102 anos: extinção do Império Otomano, descoberta do túmulo do faraó Tutancâmon, formação da União Soviética.

1939 - Há 85 anos o personagem Batman foi criado nos quadrinhos. Sigmund Freud, o pai da Psicanálise, morre aos 83 anos. No mesmo ano, teve início a Segunda Guerra Mundial.

1940 - Há 84 anos Charles Chaplin lançava o filme "O Grande Ditador" nos cinemas. 

1945 - Há 79 anos chegava ao fim a Segunda Guerra Mundial: a União Soviética conquistou a capital alemã, os EUA lançaram duas bombas atômicas sobre o Japão.

1948 - Há 76 anos Mahatma Gandhi, o líder pacifista, foi assassinado.

1955 - Há 69 anos morreu o físico alemão Albert Einstein.

1956 - Há 68 anos Elvis Presley aparecia na televisão americana pela primeira vez.

1958 - Há 66 anos o Brasil ganhou uma Copa do Mundo de Futebol pela primeira vez.

1963 - Há 61 anos o presidente americano John F. Kennedy foi assassinado.

1964 - Há 60 anos Os Beatles tocavam nos EUA pela primeira vez. Início da "beatlemania" no mundo.

1968 -  Há 56 anos: protestos em Paris, assassinatos de Martin Luther King e do senador Robert Kennedy nos EUA, AI-5 no Brasil.

1969 - Há 55 anos o homem pousou na Lua pela primeira vez. No mesmo ano aconteceu o festival de Woodstock.

1974 - Há 50 anos foi enviada ao espaço a mensagem de Arecibo, por sinal de rádio, contendo informações sobre a Terra e a civilização humana.

1976 - Há 48 anos foi criada a Apple, empresa de tecnologia.

1977 - Há 47 anos foi lançado o primeiro filme da série Rocky de Sylvester Stallone. Ano da morte de Elvis Presley (com 42 anos) e Charles Chaplin (com 88 anos). Também foram lançadas as sondas Voyager 1 e Voyager 2, contendo mensagens da Terra. Ambas são os dois objetos construídos por humanos que estão mais distantes do nosso planeta. E elas podem ficar vagando no espaço por até bilhões de anos.

1980 - Há 44 anos a série Cosmos de Carl Sagan estreava na TV. Ano do assassinado de John Lennon em NYC (ele tinha 40 anos).

1982 - Há 42 anos acontecia a Guerra das Malvinas entre Argentina e Reino Unido.

1983 - Há 41 anos estreou o vídeo de Thriller de Michael Jackson na TV.

1985 - Há 39 anos estreou o filme De Volta Para O Futuro (parte 1).

1990 - Há 34 anos, o telescópio espacial Hubble passa a orbitar a Terra.

1991 - Há 33 anos eram lançados o Black Album (Metallica), Ten (Pearl Jam), Nevermind (Nirvana), Dangerous (Michael Jackson) e o vídeo da música Black or White. A Legião Urbana lançava o seu 5º álbum de estúdio. A banda Iron Maiden lançaria o álbum Fear of the Dark em 1992.

1994 - Há 30 anos: o genocídio em Ruanda.

1997 - Há 27 anos Hong Kong deixou de ser domínio britânico e foi reincorporado à China.

1999 - Há 25 anos Portugal devolve a região de Macau à China, terminando oficialmente o Império Português. No mesmo ano foi lançado o filme Matrix.


Fontes: eu mesmo, com uma ajudinha da Wikipédia.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Heróis dos quadrinhos: Watchmen

Na primeira enquete realizada aqui, o tema vencedor com 75% dos votos foi “heróis dos quadrinhos”. Este então é o tema desta postagem.

Watchmen (de Alan Moore)

Espaço-tempo: Estados Unidos, década de 1980, auge da Guerra Fria.

Este HQ, também chamado graphic novel (romance visual) aborda como questão central a seguinte pergunta: se super-heróis, com poderes ilimitados, existissem na vida real, quem ou qual instituição seria capaz de regulamentar suas ações e julga-los? Isto é: “Quem vigia os vigilantes?”.

Sendo tão poderosos, além de toda força humana – ainda assim sendo humanos emocionalmente imperfeitos – como controlar seus atos? Suas emoções pessoais combinadas à super força que eles detêm poderiam causar algum prejuízo à sociedade? Seriam eles foras-da-lei, julgando-se acima da Lei para realizar seus objetivos?

Este enredo mistura verossimilhança a elementos de fantasia. Podemos falar aqui duma realidade paralela que nos aproxima do real e nos leva a refletir sobre a História e outras questões como o poder, a justiça, a liberdade etc.

De todos os heróis envolvidos nesta HQ, o Dr. Manhattan é o único que possui poderes supernaturais. Após um acidente de laboratório sua forma humana se desmaterializa. Sua condição passa a ser a de um homem azul que manipula a matéria de acordo com a sua vontade. Além disso, ele enxerga o futuro, entendendo o tempo como algo relativo (personagem construído a partir das teorias de Einstein). Este é um correlato do Superman, um super-herói com poderes ilimitados.

Os demais são seres humanos “comuns”:

- Coruja, que além de habilidades em luta, possui domínio de tecnologias avançadas (uma espécie de Batman, mas muito tímido e inseguro);

- Rorschach (nome do teste de livre-associação), um personagem com graves traumas psicológicos, detetive, habilidoso, mas que se julga incapaz de conviver em sociedade, em suma, um misto de justiceiro e (quase) sociopata;

- Espectral, uma mulher que segue os passos de sua mãe na “carreira” de super-heroína, mas vive problemas emocionais por desconhecer a identidade de seu pai;

- Comediante, um homem que segue seus instintos, vive segundo a sua vontade, luta e usa armas para combater o crime e encara a vida como uma grande piada de mau gosto;

- Ozymandias, conhecido como o "homem mais inteligente do mundo".

Nesta realidade paralela construída para os quadrinhos, os EUA venceram a Guerra do Vietnã graças à ajuda desses heróis, em especial o Dr. Manhattan, a quem muitos batalhões vietnamitas se renderam.

Mas após esse episódio a preocupação deles passa a ser outra: deter a Guerra Fria e a extinção de toda a humanidade. O final para esta questão e para os dramas pessoais de cada herói é surpreendente.

Se eu me estender mais nesta postagem, acabarei analisando e, consequentemente, revelando surpresas desse drama. Portanto deixo as análises a cargo dos que ainda lerão esta obra premiada, polêmica e envolvente de Alan Moore.

Também vale a pena assistir ao filme Watchmen, baseado nos quadrinhos. Na trilha sonora: Bob Dylan, Paul Simon, Jimi Hendrix etc.

Filme: Watchmen















Para ler mais sobre "heróis" neste blog, clique nos marcadores ao final desta postagem. Também no link a seguir: Narratologia.

sábado, 3 de setembro de 2011

Alteregos


Do latim, alter (outro) e ego (eu).

Outro eu: cada um tem o seu?

Na mitologia, o deus Jano tinha duas faces, uma apontada para o passado e outra para o futuro. Daí  veio a origem etimológica do mês de “janeiro”.


Jano


A literatura dos quadrinhos criou vários exemplos que se tornaram famosos, como o Dr. Bruce Banner (em outras versões David Banner) e o seu alterego, o incrível Hulk. Neste exemplo, o alterego é evidente, não só pela transformação psicológica, como também pela mutação física.




O livro de ficção científica O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde (no Brasil, O Médico e o Monstro) escrito pelo escocês Robert Louis Stevenson e publicado originalmente em 1886 talvez tenha servido de inspiração para os criadores de Hulk.

Outro exemplo famoso dos quadrinhos é o de Bruce Wayne (milionário) e seu alterego Batman (o homem morcego, o homem sem medo, o cavaleiro das trevas). Particularmente, esses dois me recordam muito Don Diego De La Vega e seu alterego Zorro, personagens da literatura norte-americana, criados em 1919 pelo escritor Johnston McCulley.

A literatura em geral, especialmente a modernista, trata exaustivamente do tema, levando-o ao extremo imaginável. Mas não são apenas as personagens que manifestam alteregos. O poeta Fernando Pessoa desenvolveu vários alteregos, ou melhor, heterônimos (autores fictícios com personalidades distintas; história, características literárias e traços físicos próprios). Portanto, foram muito além de apenas pseudônimos (falsos nomes). Dentre esses heterônimos, os mais conhecidos são:

Alberto Caeiro – loiro, olhos azuis, instrução primária, poeta da natureza e crítico da metafísica. Autor de 104 poemas. Utilizava-se de objetividade e linguagem simples.

Ricardo Reis – médico e poeta neoclássico, estóico e epicurista. Fazia muitas referências ao paganismo greco-romano. Por ser monarquista, exilou-se espontaneamente no Brasil depois que Portugal se tornou uma república.

Álvaro de Campos – engenheiro e poeta vanguardista, cosmopolita e muito subjetivo. Sua obra foi marcada por três fases: decadentista, futurista e niilista.

E finalmente, o próprio Fernando Pessoa (o ortônimo) – poeta do saudosismo português com uma veia voltada para o ocultismo e o misticismo.


As várias pessoas de Pessoa.

No cinema, o Clube da Luta (Fight Club, EUA, 1999) é o filme mais curioso de que posso me recordar agora. Não conto mais aqui para não estragar a trama.

Na música, o caso mais curioso está relacionado ao grupo The Doors, e mais especificamente ao seu vocalista, Jim Morrison. O tecladista Ray Manzarek afirmou que o cantor teria desenvolvido duas personalidades:

Jim – poeta criativo, amigo, divertido, contagiante, inteligente.
Jimbo – alcoólatra, sarcástico, autoconfiante, agitador das multidões.


O sorriso irônico: Jim ou Jimbo?

Na adolescência, Morrison recebeu uma correspondência escolar que o descrevia como sendo um jovem tímido e centrado em si mesmo.

Ele fez testes de QI na escola e obteve a pontuação de 149 (onze pontos abaixo de Albert Einstein). Na classificação proposta por Lewis Terman, o QI acima de 140 denota genialidade. Na classificação, originalmente proposta por Davis Wechsler, o QI acima de 127 denota superdotação.

Esse garoto, leitor de Nietzsche e Rimbaud, quando começou a se apresentar era tão inseguro que não conseguia encarar a platéia de frente, preferindo cantar com os olhos fixos na banda e de costas para o público. Ele nunca teve treinamento vocal.

Mas Jim passou por uma metamorfose. Incorporando um índio num ritual xamanístico, ou drogando-se cada vez mais, fato é que Jim foi aos poucos se tornando Jimbo.

O cantor referiu a si mesmo na música L.A. Woman como Mr. Mojo (na língua inglesa, mojo é uma gíria para libido ou charme). Morrison repetia insistentemente os versos: “Mr. Mojo risin” que numa tradução livre seria algo como “ O Sr. Garanhão está ressurgindo”. Repare que esse verso é um anagrama perfeito do nome “Jim Morrison”.

Ray Manzarek, que era adepto da meditação, disse ter visto a energia psíquica de Jim deixar o seu corpo. Isso aconteceu na última apresentação da banda ao vivo.

Jim Morrison, autor de livros de poesia e vocalista dos Doors, morreu em Paris, com 27 anos de idade. (Pouco antes dele foram Jimi e Janis, também aos 27).

E os nossos vários perfis e avates que criamos e dos quais dispomos na internet. Não seriam eles também alteregos da nossa persona?

Cada pessoa tem várias faces, cada uma adaptada a um contexto social específico.



“O mundo todo é um palco e nós meros atores”.
(parafraseando Shakespeare)