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sexta-feira, 29 de abril de 2022

Frases de Carl Sagan

"Nós somos feitos de poeira das estrelas". 

"O Cosmos está dentro de nós. Somos feitos de material estelar. Nós somos uma maneira de o Cosmos conhecer a si mesmo".

"A Terra é um palco muito pequeno em uma vasta arena cósmica. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores para que, em glória e triunfo, pudessem se tornar os senhores momentâneos de uma fração deste ponto".

"Um livro é a prova de que a humanidade é capaz de fazer magia".

"O cérebro é como um músculo. Quando pensamos bem, nos sentimos bem".

"A ciência é muito mais que um corpo de conhecimentos. É uma maneira de pensar".

"Afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias".

"Nossas preferências não determinam o que é verdade".

"A ausência de evidência não é evidência de ausência".

"Se não existe vida fora da Terra, então o universo é um grande desperdício de espaço".

"O que é mais assustador? A ideia de extraterrestres em mundos estranhos, ou a ideia de que, em todo este imenso universo, nós estamos sozinhos?".


Fontes:
SAGAN in Cosmos: uma viagem pessoal [documentário/série de TV]
SAGAN in Contato [romance e filme]
SAGAN in Pálido Ponto Azul [livro]
SAGAN in O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro [livro]
Frases do bem [site]

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Como fazer citação/referência

Esta postagem é um alerta que faço a partir do que tenho observado ao corrigir vários trabalhos acadêmicos.

Um dos erros mais comuns é copiar textos de terceiros, o que configura plágio. Além de ser crime, o plágio é justificativa para anulação da nota. Falando mais claramente, plágio comprovado é nota zero no trabalho. E, infelizmente, o plágio se tornou cada vez mais comum com a popularização da internet. Contudo, para nós professores, o plágio ficou mais fácil de ser descoberto nos tempos atuais, graças também à internet e a alguns aplicativos que identificam e comprovam o plágio.

Alguns trabalhos que corrijo trazem apenas textos de terceiros e, ao final, uma lista de livros e sites. Isso não é fazer referência, isso é cópia. Copiar textos de terceiros e listar as fontes ao final do trabalho não é fazer um trabalho acadêmico.

Importante: O trabalho acadêmico deve ser uma redação de autoria da pessoa que assina o trabalho, não uma cópia de outros textos. Você pode, eventualmente e de acordo com a necessidade, usar textos de terceiros, mas sempre e unicamente em forma de citação.


O que é citar?

É quando, ao escrever o seu texto, você usa a fala de outro autor no meio da sua fala, em razão da necessidade que você tem de mencionar uma informação técnica que foge da sua alçada. Então, você precisa de um especialista como fonte para validar seu argumento. 

Ao usar a fala de outro autor, você sempre deve mencionar o nome dele, o ano da publicação e página, isso logo após a fala desse autor.


O que é citação direta?

É usar a fala de outro autor, sem alterar qualquer palavra dele. Ao fazer isso, mencione esse autor para não configurar plágio.

Mas a fala de outro autor não pode vir misturada ao seu texto, dando a entender que é sua fala. Essa fala deve vir separada, destacada, para que na leitura não se confunda o texto que é de sua autoria com o texto que você usa como referência. 

 Observe abaixo as formas 1 e 2 de como separar/ destacar a fala de outro autor em seu texto.


1- Se a fala dele tem até quatro linhas, ela deve vir entre aspas. O nome do autor, o ano da publicação e página devem vir entre parênteses logo após fechar aspas.


Exemplo:

Bagno afirma que “temos de fazer um grande esforço para não incorrer no erro milenar dos gramáticos tradicionalistas de estudar a língua como uma coisa morta, sem levar em consideração as pessoas vivas que a falam” (BAGNO, 1999, p. 9). Em outras palavras, devemos considerar que a língua é um organismo vivo, mutante, variável.


Obs: Repare que a última frase do texto acima não é de Bagno, mas um argumento que o autor faz a partir da citação de Bagno. As aspas separam o texto de Bagno da redação do autor desse trabalho.



2- Se a fala dele tem mais de quatro linhas, ela deve vir escrita em tamanho menor [10] e recuada à direita. O nome do autor, o ano da publicação e página devem vir entre parênteses logo ao fim da citação.


Exemplo:

Além disso, os PCNs destacam a contextualização das atividades escolares. Em outras palavras, elas devem simular situações reais do cotidiano do aluno a fim de prepará-lo para a comunicação em qualquer conjuntura de sua vida, seja como indivíduo ou como membro da sociedade. Sendo assim: 

Cabe à escola ensinar o aluno a utilizar a linguagem oral no planejamento e realização de apresentações públicas: realização de entrevistas, debates, seminários, apresentações teatrais etc. Trata-se de propor situações didáticas nas quais essas atividades façam sentido de fato. (BRASIL, 1998, p. 25)


Obs: Repare que o primeiro parágrafo é do autor desse trabalho [escrito em tamanho 12, padrão acadêmico] e a citação está destacada do texto dele [em tamanho 10 e recuada à direita].


O que é citação indireta?

É usar a ideia de outro autor, porém, com suas próprias palavras. Isso se faz às vezes porque você não tem em mãos o livro [referência] no momento em que você está redigindo. 

Ao fazer citação indireta, mencione o nome do autor e/ou a obra de origem, indicando que aquele pensamento é de propriedade intelectual de terceiro, para não configurar plágio.


Exemplo:

De acordo com Marcos Bagno em seu livro "Preconceito Linguístico", nós temos de fazer um grande esforço para não cair no erro dos gramáticos tradicionais que estudam a língua como uma coisa morta, sem levar em consideração os falantes.


Obs: Compare agora os exemplos acima de citação direta e citação indireta.



O que são referências (bibliográficas)?

São as fontes de pesquisa. Elas compõem o seu embasamento teórico. 

Elas devem vir listadas em ordem alfabética ao final de cada trabalho acadêmico. As referências bibliográficas referem-se a livros [biblos]. Por isso, ao usar sites da internet, faz mais sentido chamar apenas de "Referências".


Exemplo:

Bibliografia

ANJOS, Augusto dos. Poesias de Augusto dos Anjos – Eu e Outras Poesias. 14 ed. São Paulo: Editora Letras & Letras, 2003.

BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico: o que é, como se faz. 47 ed. São Paulo: Edições Loyola, 1999. 

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 13 ed. São Paulo: Editora Ática, 2003.



ÚLTIMO SOBRENOME, nome. Título da obra em negrito: subtítulo se houver. nº da edição. Local de Publicação: Editora, ano.


É pelo sobrenome do autor e ano de publicação que o leitor identifica o livro de onde foi tirada uma citação. Quando vejo BAGNO e o ano 1999 após uma citação, sei que essa citação foi tirada do livro Preconceito Linguístico, listado nas referências bibliográficas ao final do trabalho.

Obs: Se o livro consultado é uma versão traduzida, o nome do tradutor é tão importante quanto o nome do autor, por isso o tradutor deve constar na referência com a abreviação Trad.


Exemplo: 

BARTHES, Roland. O Grau Zero da Escrita. Trad. Mario Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2000.




É claro que as explicações que faço aqui são um resumo de normas gerais. Há muito a ser dito sobre esse assunto. Por isso recomendo que, ao fazer um trabalho acadêmico, consulte um manual de normas técnicas.

Com este resumo eu quero deixar aqui o alerta, chamando atenção para a importância desse assunto.

Dica: Sempre prefira os livros a sites. A leitura de livros é imprescindível a qualquer um, especialmente na formação acadêmica.


Vídeo com dicas importantes de formatação acadêmica:



quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

O que é ANALISAR UM POEMA?

É, basicamente, parafrasear. Ou seja, explicar o poema numa linguagem própria, porém formal e objetiva.

Isso retira a riqueza da linguagem poética?
- Sim, mas é um exercício necessário à compreensão dos textos poéticos, principalmente na fase inicial dos estudos literários. 

Digo "principalmente", mas não para por aí, pois a análise de poemas existirá também em nível de mestrado e doutorado. 

Analisar um poema também significa reconhecer intertextualidade (se houver), figuras de linguagem, aspectos fonéticos, aspectos visuais etc.

Obs: quando um aluno usa a análise de outra pessoa em sua própria análise, ele deve citar o autor que está guiando a sua compreensão do texto. A análise (paráfrase) de um terceiro é um texto, e jamais deve aparecer como plágio no trabalho de alguém.

Obs 2: A tradução de um texto é uma co-autoria, uma paráfrase interlingual. Quando um aluno utiliza de um texto traduzido, ele deve citar o autor original e também o tradutor.

Quando o aluno lê a versão original, não uma tradução, ele pode utilizar a expressão "tradução nossa" para indicar que ele mesmo está parafraseando em português (isto é, traduzindo) um texto que originalmente foi escrito em outro idioma.

Em resumo: se a análise (paráfrase intralingual) ou a tradução (paráfrase interlingual) não for sua, você tem que citar o autor da análise ou da tradução. Plágio é crime, e pior, é muito antiético!

Análises parecidas existem, mas apenas quando são análises corretas, ou seja, quando dois ou mais estudantes compreenderam a mensagem do texto. Mas quando duas análises erram igualmente a interpretação de uma mesma palavra, termo ou verso(s), é difícil ser coincidência. Neste caso, a mais recente será considerada plágio.

Em tempos de internet, o plágio infelizmente se tornou mais numeroso, porém, mais fácil de identificar. As fontes originais estão todas aí para serem consultadas num simples click.

A análise de poemas é um exercício trabalhoso, mas também prazeroso e importantíssimo. Interfere decisivamente no nosso crescimento como ser individual e também como ser coletivo, humano, pertencente a uma espécie intrinsecamente dependente de suas memórias, sua História, legado, e de algumas tradições que mantêm a nossa existência. Reflete diretamente no modo como percebemos o mundo, no que pensamos, no como pensamos, e como refletimos sobre nós mesmos.

A análise de textos literários (poemas, narrativas e teatro) é o último e mais alto nível de labor no processo de letramento. Sem isso, o letramento não se completa. Sem isso, a humanidade perderia suas memórias, História, legado e algumas tradições essenciais para preservar a vida como a conhecemos. 

Se a sociedade tem problemas hoje, tente imaginá-la sem letramento, sem séculos de conhecimento armazenado, sem experiências a compartilhar, sem caminhos a nos guiar, sem estímulos que nos façam ponderar entre dilemas, sem algo que nos una como irmãos.

Mas com todo o conhecimento literário, filosófico e científico acumulados por séculos, podemos aproveitar essas experiências e tentar, se possível, melhorar a vida.


Leve em consideração ao analisar um texto:
- Seu contexto histórico;
- O estilo do autor e sua biografia;
- O que o autor diz em seu texto, e não o que você gostaria que ele dissesse;
- E cuidado com a superinterpretação.

Obs: algumas teorias literárias preferem desconsiderar o contexto histórico e biográfico do autor, e isso tem um fundamento, mas não vem ao caso aqui. Para compreender a mensagem que um autor quis transmitir com seu texto, devemos considerar sua intenção, seu público alvo e tudo o que poderia influenciar sua escrita, incluindo o seu contexto histórico e o contexto de sua vida pessoal. 

sábado, 25 de maio de 2013

“Eu não gosto de poesia”.

Quantas vezes já ouvimos alguém proferir a frase: “Eu não gosto de poesia” ou “Eu não gosto de literatura”. A estas pessoas, eu fraternalmente dedico esta postagem.

Já comentei sobre a necessidade inata da arte. O fato de haver pinturas pré-históricas em cavernas mostra que a necessidade do homem em se expressar é mais antiga que a preocupação em construir casas. Ou seja, a pintura é mais antiga que a engenharia civil. De fato, a pintura é mais antiga até que a matemática, a medicina e o direito.

Também já comentei que arte é a palavra que designa habilidade, técnica (techne, em grego), ou seja, a capacidade que o homem tem de criar algo artificial, algo que imite (mimesis, em grego) a natureza. Nesta definição, toda a ação humana para modificar o mundo natural seria classificada como arte. E o que é poesia? Assim como a física (physis) estuda os fenômenos naturais, a poesia (do grego: póiesis = fabricação) estuda as ações fabricadas pelos homens. A alquimia tradicional seria uma das formas de unir a physis e a póiesis. A antiga filosofia (philosophia = amor à sabedoria) era a metodologia de organização do pensamento e também a união de toda ciência (sabedoria) fabricada até então: matemática, química, retórica, política, medicina etc. Tales de Mileto, Pitágoras, Demócrito, Sócrates e Hipócrates são alguns filósofos cujos trabalhos ilustram isso.

E onde entra a literatura? Como arte da escrita (do latim: littera = letra), abarcaria toda a técnica (techne) da argumentação (retórica para os gregos, oratória para os romanos) e a estética da produção textual escrita e oral. Os estudos literários englobam a palavra em todas as suas formas e gêneros:
Lírica – a palavra cantada, a partir das emoções do eu subjetivo;
Narrativa – a palavra narrada/falada, a partir das percepções do narrador;
Dramática – a palavra encenada/representada, a partir das percepções de várias personagens (personalidades) simultaneamente.
Ou seja, a literatura desde a sua concepção esteve intrinsecamente ligada às outras artes: a música (na lírica), o teatro (no drama) e mais atualmente o cinema (haja vista a variedade de novelas, romances, histórias épicas e peças dramáticas adaptadas para a tela). Não obstante, é no roteiro original que o cinema se apresenta como novidade, criando um novo texto e um novo gênero literário.

O cinema é a fotografia em movimento e também a palavra apresentada a partir do foco da câmera (esta funcionando como o narrador). É por excelência a arte (techne) do século XX e a fusão de várias artes, dentre elas: a pintura (iluminação, maquiagem, efeitos especiais e pós-produção), a literatura (o roteiro, a trama), o teatro (a representação dos atores) e a música (a trilha sonora como parte importante da narrativa dramática, análoga ao coro dos teatros gregos). Se há ainda alguma dúvida de que o cinema é um gênero a ser contemplado pelos estudos literários, basta lembrar que alguns dos fundadores da semiologia/semiótica (hoje muito usada para analisar o cinema) eram críticos literários (exemplo: Roland Barthes e Umberto Ecco).

Tendo explanado os fatos acima, retomo a questão inicial desta postagem. Como eu diria hoje a alguém que ela gosta (e necessita) da poesia/arte/literatura em sua vida, mesmo que ela não conheça o real significado desses conceitos? Primeiro eu evitaria adentrar em definições teóricas (como fiz acima) e então montaria o seguinte questionário (como fiz abaixo) com comentários feitos a cada resposta obtida:

Você gosta de filmes/música?
Se sim, então você gosta de poesia/arte/literatura.

Você imagina a sua vida sem filme/música?
Se não, logo, mesmo que você não entenda a razão, você sente a importância e a necessidade da poesia/arte/literatura em sua vida.

Esses filmes e músicas a emocionam? Eles lhe fazem rir ou chorar?
Se sim, sua relação com poesia/arte/literatura é muito forte, sensível, pessoal, consequentemente demonstra que essa necessidade é inata.

Os filmes e músicas de que você gosta lhe acrescentam reflexões?
Se sim, você tem alguma consciência de que a arte não é apenas entretenimento, de que ela é, portanto, uma reflexão importante sobre o mundo, a natureza das coisas, o ser humano, a sociedade e a vida.

Conclusão:
Se você gosta de filmes e músicas tanto quanto me diz, você ama a arte, mas não aprendeu a ter gosto pela leitura e pelo estudo dela. O estudioso de Letras especialista em estudos literários aprende a analisar criticamente as ideologias por trás de cada texto, deixando de ser uma vítima inconsciente do conhecimento e passando a ser um produtor consciente, da mesma forma que o artista deixa de ser uma vítima da sociedade e passa a ser um formador de opinião.

Feito isso, tenho por finalizado o questionário e a argumentação, comprovando meu ponto de vista e convencendo o meu interlocutor da necessidade inata e importância imperativa das artes. Retomo a partir de agora a reflexão teórica juntamente com os leitores deste blog, e ao fazê-lo, resgato uma postagem anterior para afirmar o seguinte: Não há comunicação possível sem catacrese, metáfora e outras figuras de linguagem. Você, estudante de Letras, pode analisar qualquer texto oral ou escrito e notar que todos eles fazem uso dessas ferramentas linguísticas e que não seria possível haver a comunicação de ideias sem essas ferramentas. Este fato é outro indicativo da importância imprescindível dos estudos literários e linguísticos.


Filosofia e literatura (ou vice-versa)

Isto daria pano para uma outra postagem (das longas), mas não sei se farei. Por um lado, acho óbvio demais dizer o que vou dizer, por outro, acho inútil argumentar com quem ainda insiste numa separação radical entre essas duas disciplinas, portanto, vou diretamente à apresentação dos fatos em três pontos de vista diferentes.

1- Filosofia e literatura são basicamente a mesma coisa
A filosofia é a reunião de vários saberes, a literatura também. A filosofia é o amor pelo conhecimento e este é produzido pela arte da escrita, a literatura, consequentemente, uma coisa não existe sem a outra. Alguns filósofos (como Jacques Derrida) diziam que a filosofia pode ser lida como literatura e que esta pode ser lida como filosofia.  Portanto, a separação entre essas duas disciplinas seria meramente didática. Ou ainda, a separação seria forçosa e sem critérios, porque não há.

2- Literatura é um ramo da filosofia
A filosofia foi pioneira na produção da matemática, das ciências naturais, da lógica, da história, da política e também a arte da argumentação. A literatura seria a parte da filosofia que se ocupa do discurso verbal, ou seja, de todas as ciências mencionadas acima, exceto a matemática e as ciências naturais (apesar de poder também reportar-se a elas, e isso ocorre frequentemente). 

Poema de E. M. de Melo e Castro

















Assim sendo, quando Platão estudava os números pitagóricos, ele estava fazendo matemática, quando Platão escrevia diálogos, ele estava fazendo literatura. Em ambos os casos, ele era um filósofo.

3- Filosofia é um ramo da literatura
Jorge Luís Borges e vários outros diziam sarcasticamente que a filosofia seria um ramo da literatura fantástica.

Conclusão:
Particularmente, acredito nos três pontos de vista. Também acredito na separação entre filosofia e literatura, mas vejo isto como uma idealização do Romantismo, algo muito atual se considerarmos toda a história. No meu entendimento, a filosofia muitas vezes se apresenta como uma teoria, enquanto a literatura como uma alegoria. Isto é, a filosofia idealiza as práticas sociais, a literatura mostra essas práticas. Mas não há uma regra, tanto a literatura como a filosofia podem fazer os dois e ambas podem recorrer à ficção, haja vista os inúmeros exemplos de literatura verídica e filosofia fictícia, contradizendo o senso-comum. Vejo o gênero textual como a única diferenciação objetiva entre filosofia e literatura. A literatura como concebida hoje se manifesta em vários gêneros: dissertação, lírica, narrativa e drama (e sempre há uma mescla entre esses gêneros). A filosofia como concebida hoje se apresenta como uma dissertação.

Com isso, finalizo a postagem esperando ter sido claro em minha reflexão e desejando que o leitor ao analisá-las faça-o com cuidado.

Por fim, deixo os seguintes pensamentos (o terceiro é de minha autoria).

Jacques Lacan pronunciou a seguinte frase:
“O artista precede o psicanalista”.

– Com isso, o psicanalista queria dizer que a Arte (principalmente a literatura) já tinha antevisto muitas das descobertas que a psicanálise faria mais tarde como ciência.

Bertolt Brecht já disse que:
“Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, com mais razão não morre o educador, que semeia vida e escreve na alma”.

“O conhecimento provém, em parte, da experiência direta, empírica e real. Também é formado em parte pela linguagem, isto é, a criação de rótulos para analisar, traduzir e descrever o universo. A sabedoria (se é possível alcançá-la) é a união crítica e metódica dessas partes”.


domingo, 3 de março de 2013

Fragmentos

Os poetas malditos - Eterna busca do ideal de vida.
'Homo Homini Lupus'
A estética clássica encara o Modernismo.
Contra as convenções sociais, álbum Revolver, 1966.
Arquétipos do inconsciente e um Je ne sais quoi.
Metáforas de morte... Um tanto gótico.

domingo, 8 de abril de 2012

Citações



Mensagem de Páscoa

Ai de vocês que transformam a casa de Deus em comércio. Vendem seus CDs, vendem seus falsos milagres, vendem suas falsas unções, vendem falsas promessas de prosperidade, enquanto na verdade só vocês têm prosperado. Como escaparão do Julgamento que há de vir?

Porque está escrito:

“Não façais da casa de meu Pai casa de venda”.
(João 2:16)

“E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas”. 
(Mateus 21:12)




No Julgamento Final, o Senhor dirá:

“Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, destinado ao Diabo e seus anjos. Pois tive fome, e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era forasteiro, e não me recolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo e preso, e não me visitastes”.

E os hipócritas perguntarão: Senhor, quando deixamos de fazer tais coisas?

E Ele responderá: “Todas as vezes que o deixastes de fazer a um destes pequeninos, a Mim o deixastes de fazer”. 
(Mateus 25, versículos 41 a 45). 




Um homem rico sabia os 10 Mandamentos de cor. E vendo Jesus passar, perguntou-lhe o que deveria fazer para ter a vida eterna. 

E Jesus olhando para ele, disse-lhe:
“Falta-te uma coisa: vai, vende tudo o que tens, e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me”.

Mas ele, pesaroso desta palavra, retirou-se triste; porque possuía muitas propriedades.

Então Jesus, olhando em redor, disse aos seus discípulos:
“Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Quão difícil é, para os que confiam nas riquezas, entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus”.
(Marcos 10:21-25)


“Por isso vos digo: Não andeis preocupados quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, nem pelo que haveis de vestir. A vida é mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário”.
(Mateus 6:25)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Citações sobre língua e literatura

“As fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo”. 
(Ludwig Wittgenstein)

“A estrutura da língua que uma pessoa fala influencia a maneira como esta pessoa percebe o universo”.
(Lev Vygotsky)

“Uma palavra que não representa uma ideia é uma coisa morta, da mesma forma que uma ideia não incorporada em palavras não passa de uma sombra”.
(Lev Vygotsky)

“A linguagem é inseparável do homem, segue-o em todos os seus atos”.
(Louis Hjelmslev)

“A pessoa que não lê não tem vantagem sobre a pessoa que não sabe ler”.
(Mark Twain)

“A palavra distingue os homens e os animais; a linguagem distingue as nações entre si. Não se sabe de onde é um homem antes que ele tenha falado”.
(Jean-Jacques Rousseau)

“Minha pátria é a língua portuguesa”. 
(Fernando Pessoa)

“Manejar sabiamente uma língua é praticar uma espécie de feitiçaria evocatória”.
(Charles Baudelaire)

“A palavra é o meu domínio sobre o mundo”.
(Clarice Lispector)

"A palavra é o instrumento irresistível da conquista da liberdade".
(Rui Barbosa)

"A literatura é um assunto sério para um país, pois é, afinal de contas, o seu rosto".
(Louis Aragon)

"O declínio da literatura indica o declínio de uma nação".
(Johann Wolfgang von Goethe)

“Um país se faz com homens e livros”.
(Monteiro Lobato)

"A literatura que continua empregando linguística e modos formais de expressão novos para traçar um panorama da sociedade como um todo enquanto ao mesmo tempo a expõe, rasgando as máscaras de sua face - para mim seria esta merecedora de um prêmio".
(Elfriede Jelinek)

"A literatura antecipa sempre a vida. Não a copia, amolda-a aos seus desígnios".
(Oscar Wilde)

“O artista precede o psicanalista”.
(Jacques Lacan)

"A tarefa da literatura é ajudar o homem a compreender-se a si mesmo”.
(Máximo Gorky)