sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Domesticado

I

Acordei ainda com o gosto de carne na boca.
Não dormi sem escovar os dentes,
nem havia comido carne na noite passada.

Sonhei que era um robusto bárbaro.
Acabara de matar meu almoço: um pequeno cervo.
Estava retirando a pele do animal, meu corpo empapado de sangue,
quando prestes a dar a primeira mordida na deliciosa carne,
Despertei.

Não era exatamente eu naquele sonho.
Não teria talvez a coragem para matar um animal tão gracioso,
protegido por leis e ainda homenageado com um desenho da Disney.

Mas vi a cena como se estivesse lá
na mente daquela bárbaro faminto.
Ainda posso recordar as histórias dos anciões
contadas sempre no fim da tarde para um auditório de meninos silvícolas.
Por alguma razão
aquelas histórias estavam fossilizadas naquela mente primitiva.



II

À tarde, chequei meus e-mails. A maioria era spam.
Num deles uma propaganda aludia a desenhos rupestres.
Já havia visto alguns desses.... (talvez feitos pelo meu avatar do sonho)
...em cavernas que para mim só existiam em livros de Arte.

A propaganda lembrou-me do mundo que eu visitara à noite.
Pensei comigo “aqueles bárbaros não mentiram”.
A vida lá era tão simples e imediata quanto aquelas gravuras nas cavernas.
Amanhecia, levantava. Anoitecia, dormia.
Caçava para viver, dividia a comida com velhos, mulheres e crianças.

Mas também havia terror.
Os homens resolviam suas diferenças com paus e pedras,
não era como hoje que há leis e processos.
A humilhação pública provou ser uma arma bem mais eficaz que o tacape.
Ferir a reputação de um homem pelo intermédio de terceiros é muito mais civilizado que aquela hostilidade cara a cara.

Despertei desse flashback e voltei meus olhos para o desenho pitoresco que alegrava o meu monitor.
Aquela propaganda piscava, brilhava, sem falar na complexidade daquele design.
Sem dúvida eu estava diante de uma arte muito apurada!
Uma obra-prima do século XXI.

Senti falta de uma arte mais vistosa naquela minha viagem fantástica. A cena retratada pelo homem primitivo parecia o rascunho de um storyboard. O traço (feito à mão) não era elegante e o tom pastel não era comparável à diversidade de cores dos desenhos atuais.

Estando por uma única vez na mente do homem primitivo, só o que pude entender é que aquele desenho para ele era mágico.

Lá, a figura não representava alguma coisa, mas era a própria coisa materializada.
O homem que a pintara não era um artista. Para os olhos da tribo ele era um feiticeiro.


III

À noitinha meus olhos perseguiam por vários canais de TV a cabo,
sem me fixar em nenhum deles, passei por um documentário sobre a savana.
Assim que vi uma cena de caça, a mente primitiva de meu avatar invadiu minha alma.
Entendia agora o que é lutar pela sobrevivência,
ter os olhos fixos na presa e mais nada na mente.
Medo? Só sentia fome.

Lembro-me do momento da caça, mas a hora mais gloriosa era o retorno.
A tribo toda cantava e dançava sob as estrelas
e as fagulhas da fogueira, como vaga-lumes, acompanhavam os passos da dança.
Nessa hora, a mente primitiva ficou confusa, como uma TV com chuviscos.
Nós não pensávamos mais, só sentíamos o som dos passos, os gritos e o êxtase vitorioso de mais um dia que se findava. Sentia as bênçãos de Deus sobre nós.

Naquele mundo não havia moléstia.
Quando o mal se apoderava de um corpo, o curandeiro da tribo aliviava a dor do moribundo. Mas não me lembro de ver algum homem morrer nas mãos daquele velho.
Aqueles que se recobravam da moléstia agradeciam a Deus com oferendas.
O curandeiro nada recebia, nem mesmo um obrigado.
Dizia-se que ele não era curandeiro e que ele mesmo se considerava um servo da tribo.
“Os homens estão nas mãos de Deus” – dizia o velho em linguagem rudimentar.

Aquele que atentamente acompanha com os olhos a minha narrativa pode se perguntar como eu vivi tudo isso em apenas uma noite.
É que o tempo dos sonhos é mais alongado que o tempo real.



IV

Fui preparar meu jantar.
Não me veio nenhum sentimento surreal,
Apenas a emoção de ver (pelo vidro)
o queijo derretendo lentamente.

Ademais,
a Pós-Modernidade não é mais que
lasanha de microondas.

O Nobel tá de sacanagem!


Como pode o Brasil ainda não ter nenhum prêmio Nobel? Argentina, Chile, Colômbia, Peru, México e outros países latino-americanos já possuem (pelo menos) um Nobel cada!

E nós? Será que não há, ou nunca houve um brasileiro merecedor dessa honraria?
Observe, a seguir, quantos brasileiros eram merecedores, apesar de nenhum deles ter ganhado (sendo que alguns nem foram indicados, apesar de merecerem):


Alberto Santos Dumont
Inventor do dirigível, do ultraleve e do relógio de pulso. Também foi o primeiro homem a realizar um voo documentado com uma máquina mais pesada do que o ar. O 14-Bis, inventando e pilotado por Santos Dumont, decolou e pousou por meios próprios, sendo assim, o brasileiro é o verdadeiro inventor do avião. Não patenteou nenhuma de suas invenções por acreditar que toda a humanidade deveria se beneficiar delas. Suicidou-se ao ver que sua invenção mais famosa estava sendo usada em combate.


Osvaldo Cruz
Foi cientista, bacteriologista, epidemiologista e sanitarista, pioneiro no estudo das moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil. Comprovou que as doenças tropicais não eram causadas em decorrência da miscigenação de raças, como se pensava na época, mas por micro-organismos transmitidos pelos mosquitos.


Carlos Chagas
Foi um pesquisador. Destacou-se ao descobrir o protozoário Trypanosoma cruzi (cujo nome foi uma homenagem ao seu amigo Oswaldo Cruz) e a tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas. Foi o primeiro e o único cientista na história da medicina a descrever completamente uma doença infecciosa: o patógeno, o vetor (Triatominae), os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia.Também trabalhou no combate à leptospirose e às doenças venéreas. Foi indicado ao Nobel.


Marechal Cândido Rondon
Foi militar, positivista e sertanista brasileiro. Descendente de índios, foi pioneiro do projeto do Parque do Xingu e da idéia de que “o índio só pode sobreviver em sua própria cultura”. Em 1957 foi indicado para o prêmio Nobel da Paz, pelo Explorer's Club, de Nova York.


Orlando, Cláudio e Leonardo Villas-Bôas (os irmãos Villas-Bôas)
Sertanistas e ativistas pela causa dos índios, foram os idealizadores do Parque do Xingu, bem como diversas outras reservas indígenas. Fizeram várias expedições, conheceram a cultura indígina de perto, atuaram na criação e organização da Funai. Foram apresentados ao Prêmio Nobel da Paz, com indicação do antropólogo francês Claude Levi-Strauss.


Augusto Ruschi
Foi autoridade mundial em beija-flores e orquídeas; foi um dos primeiros homens a denunciar os efeitos danosos do DDT (utilizado na agricultura) sobre a natureza; a enfrentar a ditadura militar e denunciar o início da derrubada da Floresta Amazônica; a prever a escassez de água no mundo; a prever o aquecimento global; a denunciar o efeito danoso da agricultura em larga escala, com fertilizantes e agrotóxicos. Atribui-se ao brasileiro (capixaba) a ideia original das reservas ecológicas como espaços de preservação de espécies.


Chico Mendes
Sindicalista e ecologista brasileiro, mártir da causa ambiental na Amazônia.


Herbert de Souza (o Betinho)
Sociólogo e ativista brasileiro dos direitos humanos. Foi indicado ao Nobel da Paz.


O Brasil também teve chances na Física, com César Lattes e com Mario Schenberg; na química com Otto Gottlieb, na medicina com Sérgio Henrique Ferreira...


E na literatura?
Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Jorge de Lima e tantos outros (indicados e não indicados) que não foram laureados pelo comitê.

Já é um absurdo que o Brasil, com escritores desse naipe, não tenha um Nobel sequer. Maior absurdo ainda é que na literatura de língua portuguesa haja apenas 1 ganhador: José Saramago (ele salvou a pátria, literalmente, mas a pátria aí é dos portugueses).


O prêmio Nobel da Paz (um capítulo à parte!) converteu-se em uma jogada política.

Dentre os vários brasileiros indicados, mas que nunca foram premiados, posso citar: Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Hélder Câmara e Zilda Arns.

Veja se não é implicância: o brasileiro tem que quase se rasgar para receber uma indicação, já o americano recebe um prêmio por respirar.

Barack Obama levou o Nobel sem fazer efetivamente nada além de realizar trocas gasosas com o meio ambiente. É claro que o fato de ele ser o primeiro presidente negro dos EUA é uma grande conquista democrática para um país de maioria branca. Pode até soar como ironia, afinal, a ideia de “democracia representativa” seria a de que o presidente representasse a maioria de seu povo, mas é bonito ver que a questão da pele não o impediu de chegar lá, mesmo em um país com histórico (recente) de racismo.

Por um lado, fiquei feliz por ele. Mas apesar da minha simpatia pelo presidente Obama, eu não concordo com a premiação. Sim, concordo que ele fez mais pela paz do que o seu antecessor, mas superar George W. Bush no quesito PAZ não pode ser considerada nenhuma façanha!

Para mim (e para muitos outros) aquele Nobel da Paz foi mais do que um “voto de confiança”, parecia uma jogatina política.

Lula, o nosso ex-presidente, teve boas chances de trazer o Nobel da Paz para o Brasil. Em 2008, a UNESCO lhe concedeu o Prêmio pela paz Félix Houphouët-Boigny. Este é considerado um “pré-Nobel”.

Em 2009 o presidente norte-americano, Barack Obama, disse publicamente: “Lula é o cara”. Sim, talvez aquele comentário não pareça grande coisa hoje em dia, mas até então, todo brasileiro (incluindo eu mesmo) achava que nunca ouviria um elogio de um presidente norte-americano dirigido ao um presidente latino-americano.

Ainda em 2009, Lula foi considerado o homem do ano pelo jornal francês Le Monde, e a personalidade do ano pelo jornal espanhol El País. Também foi eleito pelo jornal inglês Finantial Times a 14ª entre as 50 personalidades da década. Em Londres, Lula foi premiado pela organização britânica Chatham House, em reconhecimento por sua atuação nas relações internacionais e na condução da política econômica e social brasileira.

Em 2010, Lula recebeu a premiação inédita de Estadista Global no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. No mesmo ano, a revista norte-americana Time o apontou como um dos líderes mais influentes do mundo. Lula também recebeu a Medalha de Ouro “Aliança Internacional Contra a Fome” do Fundo das Nações Unidas contra a Fome, sendo também eleito “Campeão Mundial na Luta contra a Fome e a Desnutrição Infantil” (ONU, 2010).

Contou quantas honrarias e menções? Ora, tudo levava a crer que o Nobel viria para o Brasil em 2011. Gostando do Lula ou não, ele lavaria a honra do nosso povo, sendo o primeiro brasileiro a receber o prêmio. Mas aquele ano foi recordista de indicações (até a internet concorreu), e quem levou foi o dissidente chinês Liu Xiaobo. Ele merecia? Sinceramente, não sei; mas é claro que o comitê do Nobel quis afrontar politicamente o governo chinês.



Conclusão

Seja na literatura, na física, na medicina, na química ou na paz, o Brasil mereceu, por várias vezes, receber a premiação, principalmente pelos seus cientistas, ativistas e escritores.

O que mais particularmente me entristece é o caso da literatura. Saramago merecia até dois, três, quatro prêmios... E a literatura de língua portuguesa (seja feita em Portugal, Brasil ou África) merecia muito mais do que apenas 1 Nobel.

O poeta Carlos Drummond de Andrade desencorajou a sua própria candidatura, por não acreditar em premiações. Outros (como o filósofo francês Jean-Paul Sartre) recusaram o prêmio. Talvez, na época, isso parecesse loucura, mas hoje fica evidente que o Prêmio Nobel não é muito diferente do Oscar.


Fontes:
Wikipedia
TutoMania

Para ler mais:

domingo, 31 de julho de 2011

A língua portuguesa se destaca no mundo

A língua portuguesa é a...

5ª mais falada no mundo como língua nativa;
3ª mais falada no hemisfério ocidental;
1ª mais falada no hemisfério sul;
5ª mais usada na internet.

Língua oficial de 8 países e falada em todos os continentes.

Está presente nas seguintes organizações internacionais:
União Africana;
União Europeia;
União de Nações Sul-Americanas (UNASUL);
Mercado Comum do Sul (Mercosul);
Organização dos Estados Americanos (OEA);
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP);
União latina.

Conhecida também como:

A língua do fado, do samba, da capoeira, da bossa nova...

A língua de Camões, Machado de Assis, Rui Barbosa, Fernando Pessoa, Monteiro Lobato, Amália Rodrigues, Jorge Amado, Chico Buarque, José Saramago, José Eduardo Agualusa...

A última flor do Lácio.

Dos poetas e músicos também,
De Castro Alves a Jorge Ben;
Em todos os sotaques, variantes e dialetos:
De Carmen Miranda a Clarice Lispector...
E em toda forma de uso,
De Vinícius de Moraes a Renato Russo...
E mídias que ousa:
De Dias Gomes a Mauricio de Sousa...


Fontes:




Museu da Língua Portuguesa:

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Citações sobre língua e literatura

“As fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo”. 
(Ludwig Wittgenstein)

“A estrutura da língua que uma pessoa fala influencia a maneira como esta pessoa percebe o universo”.
(Lev Vygotsky)

“Uma palavra que não representa uma ideia é uma coisa morta, da mesma forma que uma ideia não incorporada em palavras não passa de uma sombra”.
(Lev Vygotsky)

“A linguagem é inseparável do homem, segue-o em todos os seus atos”.
(Louis Hjelmslev)

“A pessoa que não lê não tem vantagem sobre a pessoa que não sabe ler”.
(Mark Twain)

“A palavra distingue os homens e os animais; a linguagem distingue as nações entre si. Não se sabe de onde é um homem antes que ele tenha falado”.
(Jean-Jacques Rousseau)

“Minha pátria é a língua portuguesa”. 
(Fernando Pessoa)

“Manejar sabiamente uma língua é praticar uma espécie de feitiçaria evocatória”.
(Charles Baudelaire)

“A palavra é o meu domínio sobre o mundo”.
(Clarice Lispector)

"A palavra é o instrumento irresistível da conquista da liberdade".
(Rui Barbosa)

"A literatura é um assunto sério para um país, pois é, afinal de contas, o seu rosto".
(Louis Aragon)

"O declínio da literatura indica o declínio de uma nação".
(Johann Wolfgang von Goethe)

“Um país se faz com homens e livros”.
(Monteiro Lobato)

"A literatura que continua empregando linguística e modos formais de expressão novos para traçar um panorama da sociedade como um todo enquanto ao mesmo tempo a expõe, rasgando as máscaras de sua face - para mim seria esta merecedora de um prêmio".
(Elfriede Jelinek)

"A literatura antecipa sempre a vida. Não a copia, amolda-a aos seus desígnios".
(Oscar Wilde)

“O artista precede o psicanalista”.
(Jacques Lacan)

"A tarefa da literatura é ajudar o homem a compreender-se a si mesmo”.
(Máximo Gorky)

sábado, 23 de julho de 2011

Cronologia (1808 - 2011)

Alguns fatos e curiosidades desde 1808 até a atualidade:

1808 – Chegada da Família Real portuguesa ao Brasil;
         – Abertura dos portos às “nações amigas” e fim do pacto colonial;

1822 – Proclamação da Independência do Brasil (início do Império);

1824 – Primeira Constituição brasileira, outorgada por Dom Pedro I;

1848 – Primeira publicação do Manifesto Comunista de Karl Marx e F. Engels.

1859 – Primeira edição de A Origem das Espécies de Charles Darwin;

1864 a 1870 – Guerra do Paraguai;

1880 Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é publicado em folhetim;

1883 – Morre Karl Marx, enterrado como apátrida em Londres;

1888 – Lei Áurea: abolição da escravatura no Brasil;

1889 – Proclamação da República no Brasil (fim do Império);

1899 – Primeira edição de A Interpretação dos Sonhos de Sigmund Freud.

1906 – Santos Dumont levanta vôo com o seu 14-bis;

1914 a 1918 – Primeira Guerra Mundial;

1921 – Charles Chaplin lança o filme O Garoto;

1922 – Semana de Arte Moderna em São Paulo;

1929Crack da bolsa de Nova York;

1935 – Morre o poeta Fernando Pessoa;

1939 – Morre Sigmund Freud;
         – Início da Segunda Guerra Mundial;
         – Carmem Miranda vai aos EUA;

1940 – Charlie Chaplin lança seu primeiro filme falado: O Grande Ditador;

1942 – Morre Olga Benario;

1944 – O Brasil entra na Guerra;

1945  Fim da Segunda Guerra Mundial,;
         – Os EUA lançam duas bombas atômicas sobre o Japão;
         – Fundação da ONU, Osvaldo Aranha inicia a Assembleia;
         – Início dos julgamentos no tribunal de Nuremberg;

1948 – Mahatma Gandhi é assassinado;
         – Fundação de Israel, único estado judeu no mundo;

1954 – Morre Getúlio Vargas;

1955 – Morre Albert Einstein;
         – Morre Carmem Miranda;

1960 – Inauguração da cidade de Brasília, nova capital do Brasil;

1961 – Construção do muro de Berlim;

1963 – John F. Kennedy é assassinado;

1964 – Início da ditadura militar no Brasil;

1967 – Os Beatles lançam Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band;
         – Che Guevara é assassinado;

1968 – Martim Luther King é assassinado;
         – O AI-5 é publicado;

1969 – Acontece o festival de Woodstock;
        – Neil Armstrong caminha na lua;

1970 – Os Beatles se separam;
         – Em setembro, morre Jimi Hendrix aos 27 anos;
         – Em outubro, morre Janis Joplin aos 27 anos;

1971 – Em julho, morre Jim Morrison aos 27 anos;

1974 – Revolução dos Cravos em Portugal;

1977 – Morre Elvis Presley
         – Morre Charlie Chaplin

1980 – John Lennon é assassinado em Nova York;

1984 – Movimentos das “Diretas Já” no Brasil;

1989 – Queda do muro de Berlim;

1990 – Fim do Apartheid na África do Sul;
         – Nelson Mandela sai da prisão;

1992Impeachment de Fernando Collor;

1994 – Nelson Mandela é eleito e se torna o primeiro presidente negro da África do Sul;

2001 – Aviões destroem o World Trade Center em Nova York;

2002 – Lula é eleito, sendo o primeiro presidente brasileiro vindo da classe operária;
           
2006 – Lula é reeleito;
         – Saddam Hussein é executado;

2009 – Barack Obama é eleito, toma posse e se torna o primeiro presidente negro dos EUA;

2010 – Dilma Rousseff se torna a primeira “presidenta” do Brasil.

2011 – Osama Bin Laden é morto por tropas americanas.

Frase para refletir (e refletir muito)

“The person who will not read has no advantage over the person who cannot read”.
— Mark Twain

“A pessoa que não lê não tem vantagem sobre a pessoa que não sabe ler”.



livro em branco


 Para o analfabeto, o texto de um livro é um código indecifrável, ou seja, as palavras escritas não existem para o analfabeto. É como se o livro estivesse em branco.

Mas quem sabe ler e não lê, vive como se o livro estivesse sempre fechado, ou seja, as palavras escritas também não existem para essa pessoa, logo, o mundo dela não é muito diferente daquele do livro em branco.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O que é crítica literária?

A arte não é apenas entretenimento. Ela também provoca reflexão e transformação. No caso da literatura, esta ainda proporciona a aquisição de um repertório lingüístico mais complexo, sem o qual não é possível haver conhecimento, uma vez que todo o conhecimento humano passa pela linguagem; ou como proferiu Wittgenstein: “As fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo”.

A ruptura promovida pelo Modernismo e a chegada e estabelecimento da Pós-Modernidade são argumentos de sobra para a ruína de uma visão romântica e conservadora sobre o que é literatura.

Em todos os suportes e mídias, em todos os gêneros; sejam eles orais, escritos ou audiovisual; a linguagem é usada de forma artística, logo, é objeto necessário dos estudos literários. Assim, ao estudar a Literatura hoje, devemos abraçar toda e qualquer forma de expressão verbal artística e intelectual. Isto abrange desde as formas mais ancestrais (epopeia, novela, romance, conto, crônica, ensaio, epístola, manifesto, poesia lírica, letra de música, poesia concreta, teatro, ópera...) até as novas modalidades (roteiro de cinema, teledramaturgia, cartum, charge, gibi, quadrinhos, spot de rádio, outdoor, slogan, peças publicitárias para a TV, propaganda em geral, stand up comedy, blog,  fanfic etc).

Todos os gêneros textuais e todos os suportes de comunicação e expressão devem ser contemplados pelo estudo literário e assim devem ser objeto de reflexão do profissional graduado em Letras, sobretudo aqueles com especialização em Literatura.

Esse profissional é o crítico literário, ou seja, um crítico de arte especializado na arte da linguagem. Ele analisa o argumento (enredo), o contexto, o discurso, as ideologias, as ferramentas retóricas utilizadas, o efeito proposto, o efeito obtido, a importância política, a forma, o conteúdo; o valor sócio-cultural, filosófico, pedagógico, histórico, além do valor estético.

O crítico literário é, portanto, um filósofo da arte verbal. No estudo de Literatura e Teoria da Literatura, o graduando em Letras deve obter as ferramentas para compreender a arte literária, sua importância e função, tanto nos suportes tradicionais (livro, teatro, folhetim, música...) quanto nos mais atuais (rádio, cinema, revista, TV, internet).

O crítico literário é um guardião da história, um defensor de tradições, um curador do folclore, ou seja, um estudioso da cultura que define a identidade nacional de um povo. Mas ele também é um pensador, um formador de opinião, um crítico das ideologias, consequentemente, sua função essencial é pesquisar, produzir e inovar.

Sem a arte não há espírito humano. A arte é a expressão máxima de técnica aliada a sentimento, racionalidade aliada a experiência, idealismo aliado a empirismo, tradição aliada a ruptura. A arte define e revela quem somos, que mitos cultivamos, em que ideais estéticos nos espelhamos, quais sentimentos escondemos e quais repudiamos. Como disse Lacan: “o artista precede o psicanalista”.

Logo, o crítico literário é também um leitor e intérprete das metáforas e alegorias da vida; um contemplador dos mitos, lendas, símbolos, arquétipos e investigador de seus significados; um observador atento da sociedade e um estudante da psique humana.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Oração do "Pai Nosso" em 6 línguas

Pater Noster (latina)
Pater noster qui es in cælis
Sanctificetur nomen tuum;
Adveniat regnum tuum.
Fiat voluntas tua 

Sicut in cælo et in terra.
Panem nostrum quotidianum da nobis hodie.
Et dimitte nobis debita nostra,
Sicut et nos dimittimus debitoribus nostris.
Et ne nos inducas in tentationem;
Sed libera nos a malo.
Amen.

Padre Nostro (italiano)
Padre Nostro, che sei nei cieli,
Sia santificato il tuo nome.
Venga il tuo regno,
Sia fatta la tua volontà, 
Come in cielo, così in terra.
Dacci oggi il nostro pane quotidiano,
E rimetti a noi i nostri debiti,
Come anche noi li rimettiamo ai nostri debitori.
E non abbandonarci alla tentazione,
Ma liberaci dal male.
Amen.  

Padre Nuestro (español)
Padre nuestro, que estás en el cielo,
Santificado sea tu Nombre;
Venga a nosotros tu reino;
Hágase tu voluntad en la tierra
Como en el cielo.
Danos hoy nuestro pan de cada día;
Perdona nuestras ofensas
Como también nosotros perdonamos a los que nos ofenden;
No nos dejes caer en la tentación,
Y líbranos del mal.
Amén

Pai Nosso (português)
Pai nosso, que estais nos céus,
Santificado seja o vosso nome;
Venha a nós o vosso reino;
Seja feita a vossa vontade, 
Assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
E perdoai-nos as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
E não nos deixeis cair em tentação,
Mas livrai-nos do mal.
Amém.

Notre Père (français)
Notre Père qui es aux cieux,
Que ton Nom soit sanctifié,
Que ton règne vienne,
Que ta volonté soit faite sur la terre comme au ciel.
Donne-nous aujourd'hui notre pain de ce jour.
Pardonne-nous nos offenses,
Comme nous pardonnons aussi à ceux qui nous ont offensés.
Et ne nous soumets pas à la tentation,
Mais délivre nous du Mal.
Amen.

Our Father (english)
Our Father, Who art in heaven,
Hallowed be Thy Name.
Thy Kingdom come.
Thy Will be done, on earth as it is in Heaven.
Give us this day our daily bread.
And forgive us our trespasses,
As we forgive those who trespass against us.
And lead us not into temptation,
But deliver us from evil.
Amen.