Mostrando postagens com marcador portuguesa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador portuguesa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Dicas de português

1) Mas x Mais

Mas - significa: porém, entretanto, no entanto, todavia.

Ex: Choveu, mas faz calor. (= Choveu, porém faz calor).

Ex: Capriche no trabalho, mas não demore na entrega.

Ex: Faça um regime, mas não exagere.

 

Mais - significa adição (+), é o contrário de menos (-).

Ex: Dois mais dois são quatro. 

Ex: Gosto mais dos dias frios.

Ex: Cada vez mais, prefiro os dias frios.

Ex: Quanto mais eu leio, mais eu gosto de ler.

 

2) A diferença que um único acento faz:

Analise (verbo) Ex: Analise os gráficos para mim. (Sílaba forte: a-na-LI-se)
Análise (substantivo) Ex: A análise foi perspicaz. (Sílaba forte: a-NÁ-li-se)

Critica (verbo) Ex: Ele critica as obras de Alencar.(Sílaba forte: cri-TI-ca)
Crítica (substantivo) Ex: A crítica foi bem recebida. (Sílaba forte: CRÍ-TI-ca)

Noticia (verbo) Ex: O jornalista noticia os fatos. (Sílaba forte: CI)
Notícia (substantivo) Ex: A notícia foi capa de jornal. (Sílaba forte: TÍ)

Esta (pronome demonstrativo) Ex: Esta mesa está ocupada, mas aquela não. 
Está (verbo "estar" na 3ª p. do sing. Presente do Indicativo) Ex: Ela está aqui. 

 

3) Infinitivo (final R)

Ex. Hoje ela está ocupada, amanhã pode estar livre.

Está – verbo conjugado pelo pronome Ela (3ª pessoa do singular).

Estar – verbo no infinitivo (final R).


Ex: Ele anda. (3ª p. do sing) x Ele consegue andar. (infinitivo)

Ex: Isso fede. (3ª p. do sing) x Isso vai feder.(infinitivo)

Ex: Você sai todo dia. x Você quer sair amanhã?

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Poema de Florbela Espanca


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
é condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Florbela Espanca 


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Aberrações da mídia opinando sobre Educação e Língua Portuguesa

Assista ao vídeo com muita atenção:





 Após assistir ao vídeo, observe estes detalhes.

1 - O livro didático aprovado pelo MEC (do qual eles falam na matéria jornalística) ensina a gramática tradicional, normativa, com todas as regras e exceções que estudamos no segundo grau. Apenas em um pequeno trecho de um capítulo, o livro menciona a variação linguística. Mas os jornalistas falam do livro como se ele ensinasse a "língua errada" em todos os capítulos.


2 - Os argumentos do jornalista Alexandre Garcia manipulam a realidade dos fatos.

Fato: as aprovações "automáticas" em escolas públicas não acontecem para "evitar o constrangimento do aluno". A verdade é que o número de vagas é limitado. Todos os anos é preciso criar vagas para novos alunos. Como as escolas não têm vagas, elas aprovam todos os que lá estudam, logo, alguns deles subirão de série e outros se formarão e sairão da escola. Assim são criadas as vagas para os novos estudantes que chegarão. Este é o real problema, mas Alexandre Garcia não enxerga isso, e pior, ele culpa a qualidade de ensino.

Os exemplos citados por Alexandre Garcia (Coreia do Sul e China) realmente ilustram uma alta qualidade de educação. Porém, falar em variação linguística na escola não diminui em nada a qualidade da educação, pelo contrário. O jornalista é tão leigo no assunto, que desconhece o fato de que a variação linguística já é estudada em todo o mundo há décadas. Isso começou nos EUA, na década de 1960. Não duvide que a variação linguística também é estudada na Coreia, China, Japão, Reino Unido, Noruega etc.

O jornalista desconhece o significado do termo "preconceito linguístico", mas fala como se conhecesse. Alexandre ignora que a linguagem usada por ele não é o "padrão" que ele mesmo defende. Ele condena tanto o "erro" e não nota os próprios "erros" que costuma cometer em vários de seus comentários.


3 - O "especialista" convidado para a entrevista, o professor Sérgio Nogueira, não é especialista em Linguística. Pelo contrário, ele é um professor tradicionalista e muito conhecido entre os acadêmicos por combater a Linguística Moderna. Como professor, ele deveria se atualizar das pesquisas recentes e valorizar a opinião de acadêmicos (pesquisadores e cientistas da língua) ao invés de ignorá-los e até criticá-los.

Nogueira começa dizendo que Alexandre Garcia “foi brilhante em sua fala” e depois até manda um “abraço para ele”.

Contudo, mesmo sendo tradicionalista, às vezes, Nogueira tem algumas opiniões positivas sobre a variação linguística (ou seja, ele não é tão radical). Mas repare que quando ele começa a defender a variação linguística dizendo "as variações linguísticas são valorizadas, até aí tudo bem" e "ensinar os alunos a não serem preconceituosos é função de todo professor" a jornalista o interrompe. Ou seja, a fala do "especialista convidado" já não atende aos interesses, já não serve para o jornal.


4- A jornalista ao interromper o professor diz "gostaríamos de mostrar às pessoas que estão em casa o que está nesse livro aprovado pelo MEC". Isto é uma tentativa de persuadir (emocionalmente) a opinião do telespectador, fazendo-o concordar com a opinião do jornal, ou seja, a opinião de que o livro ensina “português errado e isto é um absurdo”.

Quem conhece o livro nota imediatamente que o exemplo mostrado no jornal está totalmente fora de contexto. Eles suprimiram várias partes importantes, fazendo o telespectador crer que o livro é aquilo mesmo. Note que o livro real NÃO é mostrado, o que é mostrado é uma imagem manipulada, feita em computador.

O professor cita de forma elogiosa o Soletrando (quadro do programa de Luciano Huck, na Rede Globo). No final o professor também elogia a linguagem da Rede Globo classificando-a como "linguagem padrão". Fazendo isso, ele supervaloriza a linguagem do Sudeste (especialmente RJ e SP) e desqualifica todas as outras linguagens do Brasil.

Ora, um professor que elogia tanto assim a Rede Globo, obviamente seria o convidado perfeito. Ele não foi convidado para estar ali por acaso. Sérgio Nogueira é consultor da emissora carioca. Ou seja, ele é pago pela Rede Globo, logo, seu ponto de vista não é nada imparcial.

Um doutor em Linguística (que recebe seu salário de uma Universidade Federal) nunca estaria naquela cadeira como convidado. Este sim, poderia emitir uma opinião bem embasada e imparcial, sem comprometimento com a emissora.

Especialistas de verdade são os acadêmicos (pesquisadores e cientistas) e não consultores de jornais.


Abaixo, envio links para textos de Marcos Bagno (Doutor em Filologia e Língua Portuguesa, Linguísta, tradutor, escritor e professor da Universidade de Brasília).

Besteirol midiático:
http://marcosbagno.com.br/site/?page_id=926


Carta para a revista Veja:
http://marcosbagno.com.br/site/?page_id=39


Nada na língua é por acaso:

http://marcosbagno.com.br/site/?page_id=37



domingo, 31 de julho de 2011

A língua portuguesa se destaca no mundo

A língua portuguesa é a...

5ª mais falada no mundo como língua nativa;
3ª mais falada no hemisfério ocidental;
1ª mais falada no hemisfério sul;
5ª mais usada na internet.

Língua oficial de 8 países e falada em todos os continentes.

Está presente nas seguintes organizações internacionais:
União Africana;
União Europeia;
União de Nações Sul-Americanas (UNASUL);
Mercado Comum do Sul (Mercosul);
Organização dos Estados Americanos (OEA);
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP);
União latina.

Conhecida também como:

A língua do fado, do samba, da capoeira, da bossa nova...

A língua de Camões, Machado de Assis, Rui Barbosa, Fernando Pessoa, Monteiro Lobato, Amália Rodrigues, Jorge Amado, Chico Buarque, José Saramago, José Eduardo Agualusa...

A última flor do Lácio.

Dos poetas e músicos também,
De Castro Alves a Jorge Ben;
Em todos os sotaques, variantes e dialetos:
De Carmen Miranda a Clarice Lispector...
E em toda forma de uso,
De Vinícius de Moraes a Renato Russo...
E mídias que ousa:
De Dias Gomes a Mauricio de Sousa...


Fontes:




Museu da Língua Portuguesa: