quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Similar songs

Here are some curious facts about rock songs:

Jesus of Suburbia - Green Day sing the melody of Ring of Fire (by Johnny Cash) and play it in guitar solo.

Boulevard of Broken Dreams - Green Day play guitars with similar sound to How Soon is Now (by The Smiths).

Give me Novacaine - Green Day's drums in the beginning sounds exactly like Bullet the Blue Sky (by U2).

Karma Police - Radiohead play chords a little similar to Sexy Sadie (by The Beatles).

Submission - Sex Pistols sing melody similar to the guitar chords from The Needle and The Spoon (by Lynyrd Skynyrd).

Why Don't  You Get a Job - The Offspring play melody and chords very similar to Ob-la-di Ob-la-da (by The Beatles).


Green Day, Radiohead, Sex Pistols and The Offspring are really great bands and they had good taste in music to be influenced by names such as The Beatles, Johnny Cash, Lynyrd Skynyrd, U2 and The Smiths. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Amplie seu vocabulário


É de extrema importância conhecer os substantivos e adjetivos para emprega-los com exatidão no que se refere a qualificar pessoas, ações e coisas. Segue uma lista para ampliar o seu vocabulário.

Acédia = preguiça espiritual, conformar-se.
Adultério= alteração, falsificação, infidelidade.
Afabilidade= que é afável, acolhedor, afetuoso, cordial.
Alcoviteiro=  quem mexerica, (popular: dedo-duro).
Astúcia: que é astuto, capcioso, envolvente.
Audácia= petulância, insolência.
Avareza: que é avaro, avarento, sovina, mesquinho, (popular: pão-duro).
Benevolência= amabilidade.
Capricho= aferro, afinco, obstinação.
Caridade= filantropia, altruísmo, que é caridoso. Opõe-se a inveja e avareza.
Castidade: que é casto, continente, moderado, atenuado. Opõe-se a luxúria.
Ciúme= despeito, zelo.
Cobiça= pretensão, vontade, anseio, ambição.
Continente: moderado, aquele que se abstém de prazeres. Temperança.
Coragem= bravura.
Cordialidade= afabilidade, que é afável, cordial, afetuoso, franco.
Covardia= pusilanimidade, acovardamento. Opõe-se a coragem.
Crueldade= que é cruel, atroz, sádico, austero, nefasto.
Decidido= determinado, resoluto.
Déspota= tirano
Dignidade= que é digno, honesto, honrado, incorruptível, reto. Opõe-se a infâmia.
Doloso= que tem dolo, culpa + responsabilidade.
Energético= frenético, impetuoso, veemente. Opõe-se a inativo.
Estupidez= que é estúpido, bruto.
Falácia= que é falaz, enganoso, fraudulento.
Fidelidade= que é fiel, constante.
Ganância= ambição, cobiça.
Generosidade= desprendimento.
Grave= ajuizado, atinado, controlado. Opõe-se a pródigo.
Gula= que é glutão, guloso.
Heresia= que é herético, ímpio, incrédulo, ateu.
Hipocrisia= falsa devoção, que é hipócrita.
Honra= renome, glória.
Humildade= que é humilde. Opõe-se a orgulho.
Incontinente= lascivo, imoderado, incapacidade de controlar reflexos.
Incredulidade= que é incrédulo, descrente, agnóstico, ateu.
Indecisão= que é indeciso, perplexo, irresoluto.
Insensatez= desvairo, frenesi.
Ira= gana, a cólera, furor, raiva, que é irascível, irado, iroso.
Justiça= que é justo, direito, honesto, íntegro, equitativo, lícito, reto.
Lealdade= que é leal, franco, sincero.
Leviandade= que é leviano, imprudente, precipitado, irresponsável, inconsciente.
Luxúria= concupiscência, libertinagem, que é libertino, lascivo, carnal.
Miséria= que é miserável, avarento, mesquinho.
Omissão= supressão, blefe.
Pacatez= que é pacato, acomodado, quieto, pacífico.
Paciência= serenidade, fleuma, que é paciente, sereno. Opõe-se a ira.
Perfídia= deslealdade
Perjúrio= que é perjuro (jura em falso).
Perseverança= constância, firmeza.
Piedade= que é piedoso, beatificado, que tem dó, pena, clemência, misericórdia, compaixão.
Preguiça= que é preguiçoso, indolente, inerte, ocioso. Opõe-se a diligência.
Presteza= que é prestes; que tem pressa. Prontidão, agilidade.
Prodigalidade= que é pródigo, esbanjador.
Prodígio= fenomenal, maravilhoso.
Prudência= cautela, cuidado, prevenção, precaução, atenção, vigilância. Opõe-se a ousadia.
Pusilanimidade= que é pusilânime, desanimado.
Rapacidade= que é rapace, que rouba.
Religiosidade=  que é religioso, contemplativo, devoto, místico.
Responsabilidade= que é responsável, que tem dolo.
Soberba= que é soberbo, orgulhoso, arrogante.
Sordidez= que é sórdida, execrável, abominável, desprezível.
Subserviência=  que é subserviente, bajulador.
Temeridade= que é temerário, afoito, arrojado (coragem em excesso).
Temperança= comedimento, moderação, reserva, sobriedade. Moderar apetites ou paixões.
Truculência= que é truculento, cruel.
Usura= que é usurário, que pratica a usura, agiota.
Vaidade= presunção, que é vaidoso, presunçoso. Opõe-se a afabilidade.
Verdade= veracidade.
Violência= que é bestial, bruto, feroz.
Zelo= vigília, dedicação, que é zeloso, cuidadoso, aplicado.

Quadro da ética (inspirado em Aristóteles e Dante Alighieri)


FALTA
JUSTA MEDIDA
EXCESSO
Infâmia.
Dignidade,
brio.
Presunção,
soberba,
vaidade.
Gula,
cobiça,
ambição,
ganância.
Temperança,
comedimento,
moderação.
Desprendimento.
Covardia.
Coragem.
Temeridade.
Ousadia,
levianidade.
Prudência.
Medo.
Avareza.
Generosidade.
Prodigalidade.
Descuidado,
negligência,
relaxo,
omissão.
Zelo,
cuidado.
Capricho.
Inconstância.
Perseverança.
Obstinação.
Perfídia,
traição.
Lealdade.
Subserviência.
Ira,
a cólera.
Paciência,
serenidade.
Pusilanimidade,
esperança,
pacatez.
Perjúrio, mentira.
Verdade.
Alcovitice.
Hipocrisia.
Honra,
retidão.
Truculência.
Fraqueza.
Fortaleza
Autossuficiência.
Preguiça,
pusilanimidade,
acédia.
Diligência.
Impetuosidade, veemência
Soberba.
Humildade.
Modéstia,
subserviência.
Adultério.
Fidelidade
Subordinação,
subalterno.



Curiosidade:

Os sete pecados capitais (Santo Tomás de Aquino escreveu):
-Soberba (arrogância ou orgulho);
-Cobiça (ou inveja);
-Ira;
-Preguiça;
-Avareza (ou ganância);
-Gula;
-Luxúria.

As sete virtudes cardinais (Do poema de Aurelius Clemens Prudentius):
-Humildade (opõe-se a soberba);
-Caridade (opõe-se a cobiça);
-Paciência (opõe-se a ira);
-Diligência (opõe-se a preguiça);
-Generosidade (opõe-se a avareza);
-Temperança (opõe-se a gula);
-Castidade (opõe-se a luxúria).

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Mito, lenda e fábula

Diferenças entre os três gêneros

MITO
Personagens: deuses, semideuses, heróis e criaturas fantásticas.
Ensinamentos: implícitos, das questões humanas mais profundas.
Exemplo: Hércules.

LENDA
Personagens: humanos.
Ensinamentos: implícitos e explícitos.
Exemplo: Rei Arthur

FÁBULA
Personagens: animais falantes.
Ensinamentos: moral explícita, indicada para crianças e adolescentes.
Exemplos: A formiga e a cigarra; A tartaruga e a lebre.


Os MITOS e FÁBULAS são sempre fantásticos, maravilhosos, sobrenaturais, metafóricos e simbólicos.

As LENDAS são mais verossímeis, com apenas um ou alguns aspectos fantásticos ou maravilhosos de valor simbólico.

Romances - podem ser verossímeis ou fantásticos.

Contos - podem ser verossímeis ou fantásticos.

Crônicas - sempre verossímeis. Narram o cotidiano.

Dicas de livros e filmes...


... Para estimular os conhecimentos acadêmicos, filosóficos, linguísticos e literários.

LIVROS: 
- A República (Platão);
- Apologia de Sócrates (Platão);
- Preconceito Linguístico, o que é, como se faz (Marcos Bagno);
- Nada na língua é por acaso (Marcos Bagno);
- O mundo de Sofia (Jostein Gaarder);
- O que é Propaganda Ideológica (Nelson Jahr Garcia);
- Morte e Vida Severina (João Cabral de M. Neto);
- I-Juca Pirama (Gonçalves Dias);
- O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry);
- O Profeta (Khalil Gibran).
- Filosofando (Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena P. Martins);
- Redação Inquieta (Gustavo Bernardo);
- A Arte de Argumentar (Antonio S. Abreu);
- Édipo Rei (Sófocles);
- Lisístrata (Aristófanes);
- O Auto da Compadecida (Ariano Suassuna);
- O Obsceno Pássaro da Noite (José Donoso);
- O homem e seus símbolos (Carl G. Jung).

 Leituras essenciais para estudantes de Letras: 
- Alegoria da Caverna, livro VII em República (Platão);
- Nada na língua é por acaso (Marcos Bagno);
- O que é Propaganda Ideológica (Nelson Jahr Garcia);
- Morte e Vida Severina (João Cabral de M. Neto);
- I-Juca Pirama (Gonçalves Dias);
- Redação Inquieta (Gustavo Bernardo);
- A Arte de Argumentar (Antonio S. Abreu);
- O capítulo 1 de O homem e seus símbolos (Carl G. Jung).
- O Obsceno Pássaro da Noite (José Donoso);

 FILMES:
- Luzes da Cidade (Charles Chaplin);
- Gandhi (1982)
- O Pagador de Promessas, 1962;
- Tempos de Paz, 2009;
- El Método, 2005;
- Monsoon Wedding, 2001;
- Amadeus (Miloš Forman);
- Dance with Wolves.


terça-feira, 2 de julho de 2019

Diálogo entre Sócrates e Glauco


De olho no governo de Atenas, Glauco, filho de Aristão, nem vinte anos tinha e queria ser orador popular. E embora arrancado da tribuna, vaiado, nenhum parente nem amigo conseguia fazê-lo desistir. Sócrates, em razão de sua amizade a Platão, seu irmão, foi conversar com ele. 

- Glauco, – disse-lhe Sócrates – soube que pretendes governar a cidade. 

- É verdade, Sócrates. 

- Por Zeus! É o mais belo projeto que se pode arquitetar. Se conseguires, estarás em condições de conseguir tudo o que desejas, servirá a teus amigos, engrandecerá a casa de teus pais e a tua pátria. Começarás fazendo teu nome em tua terra, depois em toda a terra e, quem sabe, até entre os bárbaros. Aonde fores todos os olhares se voltarão sobre tua pessoa. 

Ouvindo estas palavras, Glauco encheu-se de orgulho e ficou todo alegre. Prosseguiu Sócrates: 

- Não é evidente que se quiser honras deverá servir à República? 

- Claro. 

- Em nome dos deuses! Não me esconda nada e me diz qual o primeiro serviço que pretende prestar à cidade. 

Glauco ficou em silêncio, procurando por onde começar. Como Glauco não decidia o que dizer, Sócrates continuou: 

- Não tentará enriquecer a cidade? Como se fosse casa de um amigo? 

- Sim. 

- Procurar maiores rendas não será o meio de torná-la mais rica? 

- Evidentemente. 

- Então, diga-me de onde tiram hoje as rendas do Estado e qual o seu montante. Certamente fizeste teus estudos, para suprir os produtos que faltarem. 

- Por Zeus! – respondeu Glauco – nunca pensei nisso. 

- Já que não pensaste neste ponto, diga-me, ao menos, quais são as despesas da cidade: porque não resta dúvida de que sua intenção é abater as supérfluas. 

- Palavra! Também não pensei nisso. 

- Tudo bem, deixemos para depois o projeto de enriquecer o Estado. Como poderíamos fazer isso antes de conhecer as despesas e as rendas? 

- Mas Sócrates, também podemos enriquecer a República com os despojos dos inimigos. 

- Sim, sem dúvida, se formos mais fortes que eles. Se formos mais fracos, nós é que seremos despojados... 

- Realmente. 

- Quem deseja empreender uma guerra precisa, pois, conhecer a força de sua nação e a dos inimigos, a fim de, se sua pátria for mais forte, poder atacar, se mais fraca, manter-se na defensiva. 

- Tens razão. 

- Diga-me quais são as forças de nossa cidade, em terra e mar, depois as dos inimigos. 

- Ora, assim desprevenido não posso te responder! 

- Se tens em casa alguma anotação sobre o assunto, esperarei com o maior prazer. 

- Não, nada tenho. 

- Muito bem, outro dia pensaremos sobre as guerras. O assunto é vasto, e como começa agora na administração, não teve tempo de estudá-lo. Mas sei que já se ocupou com a defesa da cidade. Sabe quais são as guarnições necessárias e quais são desnecessárias, em que pontos os guardas são mais numerosos, onde são insuficientes? Aconselharás que reforcem as guarnições e se suprimam as supérfluas? 

- Por Zeus! – disse Glauco – minha opinião é de que devemos acabar com todas, pois guardam a cidade tão mal que os inimigos roubam tudo. 

- Mas não acha que eliminar as guarnições seria deixar a cidade à mercê dos ladrões? Além do mais, visitastes as guarnições? Como sabes que não cumprem seu dever? 

- Suponho-o. 

- Então, quando tivermos algo mais que suposições , aí deliberaremos sobre o assunto. 

- Talvez seja melhor. 

- Sei Glauco – retomou Sócrates a conversa – que não estivestes nas minas de prata, de forma que não podes dizer por que produzem menos que outrora. 

- Ainda não estive lá – confirmou Glauco. 

- Dizem que o ar de lá é insalubre: tens nisso bom argumento se vierem te perguntar. 

- Estas caçoando de mim, Sócrates. 

- Mas tenho certeza de que pelo menos examinaste cuidadosamente quanto tempo pode o trigo colhido alimentar a nação, quanto se consome mais a cada ano, para que a escassez não te surpreenda e possas tomar as medidas preventivas. 

- Tu falas – disse Glauco – de tarefa muito cansativa, se for necessário ter atenção em tantos detalhes. 

- Mesmo assim – retorquiu Sócrates – nem a própria casa será capaz de administrar quem não conhece todas as necessidades e não souber satisfazê-las. Visto contar a cidade mais de dez mil casas e não ser fácil ocupar-se de tantas famílias ao mesmo tempo, por que não ensaiaste tentando engrandecer apenas uma, a de teu tio? Ela necessita de tua ajuda. Se desses conta da tarefa, então poderias procurar uma tarefa maior. Mas se não sabes ser prestativo para um único indivíduo, como poderias ser útil a todo um povo? 

- Ah! Certo! – exclamou Glauco – Isso se meu tio me desse ouvidos! 

- Como! – replicou Sócrates – Não foste Capaz de persuadir teu tio e esperas fazer-te ouvir por todos os atenienses, incluindo teu tio? Vê lá, Glauco, se de olho na glória não confunde as coisas. Não vês como é perigoso dizer ou fazer o que não se sabe? Pense nas pessoas que conheces que falam sem saber do que falam: são admiradas ou desprezadas? Olha, ao contrário, aqueles que sabem o que dizem, e verás que reúnem ao redor deles pessoas que os admiram, enquanto o desdém é o que resta aos ignorantes. Se amas a glória e queres ser admirado, procura saber, antes, sobre o que deseja realizar, e não me surpreenderei se alcançar o que ambicionas. 



Xenofonte. Ditos e Feitos Memoráveis de Sócrates. Livro III, Capítulo VI. Tradução de Líbero Rangel de Andrade. São Paulo: Nova Cultural, 1987. Coleção Os Pensadores.

Xenofonte (430 a.C. — 355 a.C.), discípulo de Sócrates e autor do texto.
Sócrates (469 a.C. — 399 a.C.), considerado um dos mais importantes filósofos ocidentais.

sábado, 1 de junho de 2019

Dica de leitura

Capa.

Contracapa - resumo da crítica.

Sinopse.

Sobre o autor.


 1ª edição 2019.

domingo, 19 de maio de 2019

HAVE A NICE SUNDAE!

Quando eu era criança, na 3ª série do ensino fundamental, na Escola Meu Espaço em Bairro República, mandaram um bilhete para os pais dizendo que os alunos teriam outra língua, ou seja, que a partir daí teríamos aulas de inglês. Eu morri de medo! Achei que fosse uma conspiração para mudar algo na anatomia de nossa boca. Logo, fiquei de recuperação em Inglês. Nas aulas de recuperação a professora me ensinou que domingo é SUNDAY. Ela disse assim: "Lembra que domingo é dia de tomar sorvete (sundae)". Daí em diante só tirava 9 e 10 em inglês.



segunda-feira, 22 de abril de 2019

Males da vida moderna

Sei que é ironia usar a internet para falar mal da internet, mas vamos aos fatos.

Historicamente, primeiro foi a TV sendo barateada, vendida e posta em cada cômodo da casa. Depois piorou com a popularização da internet. Agora piorou ainda mais com a popularização do celular com internet.

Consequências do celular hoje:

- Afastamento da vida familiar: pessoas distantes se tornam mais interessantes na vida virtual, o núcleo familiar, que já andava desgastado desde a popularização da TV, se torna hoje cada vez menos presente.

- Vida virtual X vida real: antigamente se falava em "15 minutos de fama". Hoje as pessoas querem chamar a atenção para si 24h por dia. Os valores não são mais postos por quem serve comida à mesa, mas por quem comenta e curte sua foto em redes sociais. 

- Condicionamento cerebral: a vida virtual condiciona o cérebro a não responder aos problemas da vida real, isolando o indivíduo, dando a ele uma fuga virtual e, portanto, falsa para o prazer (distração virtual). Consequentemente, a criança e o adolescente não aprendem a lidar com os problemas da vida real e os adultos desaprendem. 

- Conexão 24h: nem o celular nem a mente se desligam, gerando ansiedade e insônia. Também condiciona o cérebro a respostas imediatas, o que gera impaciência e mais ansiedade, consequentemente, mais casos de depressão para alguns ou surtos de violência para outros. 

- Excesso de notícias falsas.

- Excesso de informações: o usuário tem que filtrar muito, ele não dá conta de acompanhar tudo o que é publicado na internet. Logo, tudo é efêmero e desinteressante, mesmo quando há valor.

- Excesso de banalidade: informações interessantes e úteis se misturam a informações inúteis e banais. O tempo de vida virtual rouba muito tempo da vida real. A fofoca ou barraco do outro lado do mundo ocupa mais tempo do que a educação dos filhos. A banalidade se torna espetáculo. As piadas se tornam a ordem da vida, enquanto a seriedade e informação se tornam descartáveis.

- Queda nos níveis de leitura e letramento: mais pessoas estão lendo, porém, interpretando pior e escrevendo pior ainda.

- Indústria cultural em crise: sei que Adorno fez críticas pertinentes à indústria cultural, mas ele não viveu para ver a quase morte de alguns setores, como, por exemplo, a indústria fonográfica (indústria da música). Tanto a indústria quanto a vida dos consumidores de cultura está se tornando cada vez mais pobre.

- Ser vigiado por câmeras em todo lugar e a todo tempo.

- O celular hoje é poder na palma da mão. No caso de crianças e adolescentes, poder sem responsabilidade, sem luta, sem conquista, sem méritos. Poder que crianças e adolescentes ganham dos pais que querem apenas que as crianças se distraiam, fiquem quietas, enquanto os pais curtem suas vidas (reais e virtuais) se eximindo da responsabilidade de educar, criar e dizer não quando é preciso.



Solução: conter os avanços tecnológicos não é possível, nem é o caminho, pois dependemos disso. Mas as pessoas devem ser educadas a não depender tanto desses "avanços". Usar sim, mas com limitações e responsabilidade. Exemplo: não usar em sala de aula, a menos com fins pedagógicos e quando o professor autorizar. Evitar usar no trabalho, a menos quando fizer parte do trabalho. Evitar usar nas horas de lazer com a família ou amigos. Quanto mais vida ao ar livre, leituras de livros, programas familiares ou entre amigos, melhor. Quanto menos redes sociais e aplicativos de mensagens, melhor. Pessoas se tornam zumbis quando dependem desse tipo de vida. Viver mais o real e menos o virtual, essa é a conclusão.