quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Minhas preferências musicais atuais

O que descobri e gostei desde 2016 até agora (em ordem cronológica, com destaque para 3 canções de cada):

Cat Power – cantora de uma voz lindíssima e suave, mas que nos primeiros discos sabe colocar um pouco de grunge em seu canto. Nos álbuns mais recentes adotou um estilo folk-blues.
Destaco: “Nude as the news”, “Rockets”, “The Greatest”.

Soundgarden – banda de Chris Cornell, um vocalista de altíssimo nível técnico e sentimental.
Destaco: “Beyond the Wheel” – pelo alcance vocal, “Fell on black days” – pela suavidade, bela melodia e ritmo incomum; e a clássica “Black hole sun”.

Echo & The Bunnymen – som agradável e nostálgico em quase todo o repertório.
Destaco: “The killing moon”, “Lips like sugar”, “Rescue”.

Saxon – heavy metal clássico dos anos 70/80.
Destaco: “Just let me rock”, “Crusader”, “Denim and Leather”.

Queens of the Stone Age – Banda que eu já ouvia e gostava muito desde 2005/2006. Lançou novo álbum em 2017. O talento e a criatividade de Josh Homme não têm limites! Banda que poderia ocupar meu top 10.
Destaco: “Sat by the ocen”, “Un-reborn again”, “The lost art of keeping secrets”.

Fugazi – Minha mais nova descoberta e ainda muito recente. Som animado, extrovertido, irreverente, com dois vocalistas-guitarristas que sabem compor bons riffs e fazer ótimas performances ao vivo.
Destaco: “Blueprint”, “Wainting room”, “Strangelight”.

Muitas dessas descobertas eu devo ao aplicativo Spotify. É o caso de Cat Power e Fugazi. Também descobri lá algumas canções que para mim foram grandes achados! Exemplo é "Sister Europe" (da banda Psychedelic Furs) com sua harmonia sexy, nostálgica e obscura. Essa canção foi brilhantemente regravada pelos Foo Fighters, mas ainda prefiro a versão original com aquele saxofone sinistro.



Meu top 10 atual de bandas cujo repertório mais me agrada.

1- The Beatles – continua sendo! A razão é: três ótimos compositores-vocalistas e um baterista-cantor muito competente para acompanhar todas as harmonias ecléticas que eles criaram em quase 10 anos de carreira. Banda que deixou um legado sem precedentes.

2- The Smiths – desde 2015, minha segunda banda favorita, rivalizando com os Beatles. A razão: a criatividade de Marr na guitarra, a poesia irônica e debochada de Morrissey, o baixo extravagante de Rourke e a bateria perfeita de Joyce.

3- The Doors – Três excelentes músicos e um vocalista-poeta obscuro e insubstituível. É uma banda que sempre ocupou o top 5 das minhas preferências.

4- Led Zeppelin – Poderia ocupar aqui o top 3. Inegável clássico que continuará ultrapassando gerações. Uma das melhores bandas de hard rock da história.

5- Creedence Clearwater Revival – Um pouco de rock-caipira em uma voz super rasgada! John Fogerty absurdamente acumula talentos como guitarrista-compositor-vocalista.

6- The Rolling Stones – Dispensa apresentações.  É clássico demais! Mick e Keith juntos têm o dom de transformar em ouro aquilo que produzem.

7- Joy Division – Desde 2015 passou a ocupar um espaço no meu top 10. Som diferente, simples e obscuro, somando estranheza à familiaridade.

8- Nirvana – Talento, genialidade e originalidade descrevem bem a persona de Kurt Cobain e da banda que revolucionou a música nos anos 90.

9- Pink Floyd – Seria estranho se não estivesse nesta lista. Som limpo e relaxante, mas de um estilo único. Destaco as guitarras de Gilmour e o teclado de Wright.

10- The Smashing Pumpkins – Redescobri essa banda em 2016 e me aprofundei em seu repertório, ouvindo além daquelas músicas que tiveram vídeo clipes exibidos na MTV nos anos 90. Billy Corgan é realmente um excelente compositor e guitarrista, sem falar em seu estilo vocal único! Destaco as belas melodias e as guitarras multiplicadas que dão uma sonoridade incrível à banda, além do baixo e bateria que acompanham com perfeição. A canção "Where the boys fear to tread" com sua guitarra pesada me fez ir atrás de mais músicas da banda e acabei descobrindo melodias bonitas e cativantes que me surpreenderam, além, é claro, da qualidade instrumental.


No reggae destaco em qualquer ordem:
Groundation;
Bob Marley and the Wailers;
SOJA (Soldiers of Jah Army).

Na música erudita, voltei a ouvir e apreciar:
Mozart - requiem;
Beethoven - 9ª sinofonia.

Na música brasileira destaco a música caipira de raiz, principalmente de Tião Carreiro e Pardinho. E em outros estilos: Luiz Gonzaga, Gonzaguinha, Tim Maia, Legião Urbana, Cazuza, Raul Seixas.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Três poetas e um tema.

Mea Culpa

Padre, hoje ultrapassei mais uma fronteira imaginária,
Cruzei portais sem volta,
O que será de mim?
Que o Nosso Senhor tenha misericórdia de minha alma
E considere essa confissão de pecado.

Francisco Michel Pechê  
Fontaine-de-Vaucluse, 22 de outubro 2017.



Respostas:

Os dois tigres

Dois tigres vivem presos nos projetos de nossos engenhos,
São como o dia e a noite.
Ora alimento o tigre do trabalho edificador,
Noutrora solto o tigre dos desejos reprimidos para caçar.
Sem me abalar,
Convivo bem com os dois.

Raul K’ Lima
Goa, 22 de outubro de 2017.



Dois lobos

Dois lobos habitam as florestas inconscientes de nossa virilidade,
São como o dia e a noite.
Aqui, só come o lobo que vai à caça.

Iulio Ypiranga

Brasil – Capitania 1 de Junho, 22 de outubro de 2017.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A obsessão do sangue

Acordou, vendo sangue... — Horrível! O osso 
Frontal em fogo... Ia talvez morrer, 
Disse. olhou-se no espelho. Era tão moço, 
Ah! certamente não podia ser! 

Levantou-se. E eis que viu, antes do almoço, 

Na mão dos açougueiros, a escorrer 
Fita rubra de sangue muito grosso, 
A carne que ele havia de comer! 

No inferno da visão alucinada, 

Viu montanhas de sangue enchendo a estrada, 
Viu vísceras vermelhas pelo chão ... 

E amou, com um berro bárbaro de gozo, 

o monocromatismo monstruoso 
Daquela universal vermelhidão!


(Augusto dos Anjos)

O poema que inspirou Mandela

O poema que inspirou Nelson Mandela em seus 27 anos de prisão.

INVICTO
William Ernest Henley

Da noite escura que me cobre,
Como uma cova de lado a lado,
Agradeço a todos os deuses
A minha alma invencível.

Nas garras ardis das circunstâncias,
Não titubeei e sequer chorei.
Sob os golpes do infortúnio
Minha cabeça sangra, ainda erguida.

Além deste vale de ira e lágrimas,
Assoma-se o horror das sombras,
E apesar dos anos ameaçadores,
Encontram-me sempre destemido.

Não importa quão estreita a passagem,
Quantas punições ainda sofrerei,
Sou o senhor do meu destino,
E o condutor da minha alma.


Fonte:  Revista Pazes, 13 de maio de 2017.

Aos Homo Zappiens

Meus pais cresceram com o Elvis na infância, Beatles na flor da adolescência e Led Zeppelin na juventude.

Eu cresci com Michael Jackson, Madonna, Cindy Lauper e Legião Urbana nas rádios, e tinha medo das bandas Heavy, que hoje são chamadas de Glam Metal (rs). Lembro-me da morte do Cazuza ser anunciada nos jornais. Tornei-me adolescente com clipes do Guns n' Roses, Metallica e Nirvana na MTV, todos no ápice de suas carreiras. No primeiro ano do ensino médio os Mamonas Assassinas eram a febre!

Quantas histórias para contar, quantas mudanças o mundo passou. Vi o começo da internet com 17 ou 18 anos, e como era diferente! Até a internet mudou.

As gerações que nasceram com a internet e o celular precisam fazer um estudo minucioso desse passado recente, quando não havia internet. Os Homo Zappiens têm muito a descobrir nesse baú de tesouros enterrado nas mentes dos Homo Sapiens que restam, antes que estes desapareçam de vez.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Qualidades do profissional de Letras

Com base na grade curricular do curso, o estudante aplicado em sua formação deverá desenvolver, pelo menos, estas quatro qualidades que o diferem de outros profissionais.

* Não ser um leitor amador – ao fim da formação, o graduado fará parte de um grupo seleto que conhece a tradição literária da Antiguidade à Modernidade, entendendo bem as inúmeras referências e relações que existem entre os textos.

* Ser um redator/escritor/tradutor/revisor de textos preciso – saber escolher as palavras e usa-las em seu contexto preciso, na ordem precisa, no parágrafo preciso, sabendo também organizar os parágrafos de forma exata para atingir sua intenção de comunicação.

* Ser um orador/palestrante/professor adaptável a qualquer público ou situação de comunicação – dominar um repertório linguístico variável e adaptável aos vários contextos e situações de comunicação.


 * Ser um professor que entende as dificuldades de aprendizagem em cada nível da Educação e ser capaz de elaborar aulas, questões, provas e testes a fim de sanar essas dificuldades – com base em conhecimentos fonológicos, linguísticos e teorias de recepção, compreensão e interpretação de textos, adaptar os conteúdos às necessidades e situações, sabendo entender e sanar cada dúvida. 

A formação também capacita o profissional de Letras a ser crítico de artes, principalmente Literatura, Teatro e roteiros para TV e cinema (neste caso, o desenvolvimento da história, não as técnicas de captação e reprodução audiovisuais). Também crítico musical, mas neste caso focando na letra da música e em seus aspectos socioculturais; analisando, por exemplo, como as letras participam do imaginário coletivo, seu impacto, influência etc.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Contestando Rousseau

Disse Jean-Jacques Rosseau: "O homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe".

Isso dito no contexto a que Rousseau se referia, talvez pareça mais verdadeiro. Mas num contexto geral, seria mais razoável afirmar: o homem nasce sem consciência de bondade e maldade, mas pode ser cruel por sua própria natureza instintiva. Cabe à sociedade aparar-lhe as arestas.

Bondade e maldade não são conceitos relativos. Por exemplo, uma criança na tenra idade que atira pedras em passarinhos pode não ter a consciência do que é ser bom ou mal, mas a prática que ela realiza é má em si própria, pois fere outra vida.

Cabe à sociedade [família, escola, igreja, governo e mídia] o papel de educar esse ser, tornando-o sociável.

A essa educação, dá-se o nome de moral, que pode ser entendida a grosso modo como sendo regras sociais de boa conduta.

Mas há outro autor que tem algo a acrescentar nesta discussão:

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de sua última quimera. 
Somente a Ingratidão – esta pantera – 
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera! 
O homem, que, nesta terra miserável, 
Mora, entre feras, sente inevitável 
Necessidade de também ser fera.  

Toma um fósforo. Acende teu cigarro! 
O beijo, amigo, é a véspera do escarro, 
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se alguém causa inda pena a tua chaga, 
Apedreja essa mão vil que te afaga, 
Escarra nessa boca que te beija!

(Augusto dos Anjos)


Rosseau fala num contexto Pré-Romântico, interpretando os índios como "bons selvagens", em detrimento da sociedade francesa da época, corrompida.

Augusto dos Anjos fala de seu lugar peculiar na literatura, mantendo a hipótese de que o homem se corrompe a partir do meio social, mas também trazendo isso para o seu ponto de vista pessoal, como quem dissesse algo do tipo: não aceite a piedade dos homens, pois estes são traiçoeiros.

Mas considerando um contexto geral e, portanto, rejeitando a hipótese de ambos, daria para afirmar que o homem tem uma natureza cruel e que a sociedade o tornaria sociável e ético. Mas isso depende do papel que esta sociedade deseja assumir para si: se ela é responsável e cumpre o papel de educar a todos ou se ela desiste da difícil tarefa.

Contudo, se o ser humano é cruel por sua natureza e a sociedade é o conjunto de seres humanos, é possível existir uma sociedade bondosa?

Contradizendo essa lógica, penso que sim. E aí introduzo o conceito de "fazer esforços diários", como no aprendizado diário de uma língua estrangeira. Uma sociedade que faz seus esforços em ser boa, contrariando sua natureza humana e cruel, poderia chegar a ser boa, ou pelo menos, esta seria a definição de uma sociedade utópica: um conjunto de indivíduos que diariamente se esforça em praticar apenas o bem, pensando no bem coletivo e não só no seu próprio bem-estar individual, consciente de que isso faria bem a todos, inclusive ao próprio indivíduo, como no conceito de karma, que olhando assim não tem nada de místico ou metafísico, é pura lógica e física.


domingo, 17 de setembro de 2017

O Rock in Rio perfeito

Como seria o melhor Rock in Rio de todos os tempos:


1ª noite

2ª noite

3ª noite

Charlie Brown Jr.
Groundation
Soldiers of Jah Army (SOJA)
Bob Marley & The Wailers
Red Hot Chili Peppers
Creedence Clearwater Revival
Days of the New
Smashing Pumpkins
Pearl Jam
KISS
Scorpions
U2
Dire Straits
Pink Floyd
Queen 
Jimi Hendrix
Deep Purple
Blind Guardian
AC/DC
Queens of the Stone Age
Saxon
Iron Maiden
Alice in Chains
Soundgarden
Black Sabbath
Metallica
Guns n’ Roses
Sex Pistols
Led Zeppelin
Nirvana 
Cazuza e Barão Vermelho
Legião Urbana
Janis Joplin
Echo and The Bunnymen
The Doors
Ramones
Green Day
R.E.M.
a-ha
Joy Division
The Smiths
The Who
The Rolling Stones
The Beatles
Chuck Berry