Mostrando postagens com marcador grunge. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador grunge. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de junho de 2020

Stone Temple Pilots – Perdida 2020

Capa de Perdida, 2020.

Stone Temple Pilots é considerada por alguns como uma banda de grunge rock, por outros como rock alternativo da década de 1990, ainda em atividade. Como todo bom ouvinte de música já deve ter reparado, as bandas que duram mais de 5 álbuns, costumam se reinventar sonoramente. Foi assim com os Beatles (Sgt. Peppers), com o Metallica (black album), com o Green Day (American Idiot) só para citar alguns exemplos. Toda mudança pode causar estranhamento inicial, mas jamais deve ser vista como algo negativo sem que antes se dê chance à experiência de conhecer de perto o novo paradigma.

Stone Temple Pilots em seu mais recente álbum não parece trazer uma mudança de estilo ou gênero, e sim um novo projeto. Mas só o futuro poderá confirmar isso.

PERDIDA, lançado em fevereiro de 2020, não é um álbum de grunge, rock alternativo ou de qualquer vertente ou subgênero do rock. Ele é e precisa ser encarado como um álbum de baladas. E não são metal ballads, nem rock ballads, são baladas mesmo. 

E que baladas! Para mim, é difícil acreditar que se trate de canções de 2020 e não dos anos de 1970. São baladas nostálgicas com pitadas de "romantismo"; um pouco tristes, mas não chegam a compor um álbum melancólico como de algumas bandas britânicas dos anos 1990.

PERDIDA traz discretamente influências de folk, country, música hispânica e cigana. As canções rememoram aquele clima das baladas soft rock de bandas como Bread e Pholhas.

A banda
Exceto pelo vocalista, Stone Temple Pilots mantém todos os seus membros originais:
Jeff Gutt – voz;
Dean DeLeo – violão e guitarra;
Robert DeLeo – baixo, teclados,  e vocais de apoio. Voz principal em"Years";
Eric Kretz – bateria e percussão.

Outros instrumentos como flauta, violino, violoncelo, saxofone etc. foram adicionados por músicos contratados.

PERDIDA embala os ouvidos de forma tão prazerosa que não se nota a passagem dos exatos 45 minutos de duração do álbum.

Pelo trabalho belíssimo de muita riqueza instrumental e primorosa melodia, avalio o álbum com 5 de 5 estrelas. 

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Pearl Jam – Gigaton 2020


O álbum GIGATON do Pearl Jam lançado em março de 2020 já nasceu um clássico! E pode com tranquilidade ser considerado um dos melhores álbuns da carreira da banda. O melhor, obviamente, é o primeiro: TEN.

GIGATON surgiu em meio a uma pandemia, o que não era previsto pela banda. Mas ele se encaixa perfeitamente como a trilha sonora dos tempos em que vivemos, tanto pela temática quanto por sua sonoridade contemporânea. 

GIGATON está disponível no YouTube, Spotify e em outras plataformas de streaming.

A banda tem a mesma formação do seu primeiro álbum, exceto pelo baterista e pela adição de um tecladista.

Eddie Vedder – vocal;
Mike McCready – guitarra solo;
Stone Gossard – guitarra;
Jeff Ament – baixo;
Matt Cameron – bateria [ex-Soundgarden];
Boom Gaspar – teclado.

A sonoridade do álbum merece muitos predicados para destacar a sua qualidade. A voz e estilo inconfundíveis de Eddie Vedder, além das guitarras, nos dizem que é o velho Pearl Jam. Já os vocais adicionais, teclados e alguns efeitos sonoros nos remetem a algo novo, mas que casou muito bem com a banda.


Faixa a faixa:

1- Who ever said: a faixa de abertura não demora a agradar. É uma canção que agita. Sem dúvida, uma ótima faixa para abrir um álbum de rock. Tem cara e cheiro de sucesso garantido. Imagino ela como sendo indispensável nos futuros shows do Pearl Jam ao vivo após a pandemia.

2- Superblood Wolfmoon: o título refere-se à lua cheia com tom avermelhado para a qual os lobos uivam. Essa é outra faixa que, como a primeira, cola rapidamente. Um rock com um solo de guitarra incendiário! Muito prazerosa de ouvir.

3- Dance of the Clairvoyants: esta é a faixa mais experimental do álbum, e a banda acertou em cheio nessa experimentação! Ela é dançante, perfeita para ouvir em uma boate. E tem uma atmosfera gótica, pós-punk, ao mesmo tempo em que anima a dançar. É uma viagem sinestésica de luzes, efeitos sonoros e batida contagiante. O baixo inicial e os efeitos de teclado dão um tom especial, mas ela ainda se desenvolve muito mais e termina com uma melodia fantástica!

4- Quick Escape: outro rock que agrada muito pelo ritmo, linha de baixo, refrão etc. Ela é mais um hit e um marco super positivos para o álbum. A letra cita Queen e Mercury numa clara homenagem. Também explicita o descontentamento com o governo de Donald Trump.

5- Alright: outra canção que traz uma vertente experimental; porém, lenta, intimista, reflexiva até mística, com efeitos que não ouvimos frequentemente numa banda como o Pearl Jam. Traz grandes momentos de paz e meditação.

6- Seven o’Clock: O início lembra muito o PINK FLOYD da fase PULSE. Mas quando começa o vocal, percebemos uma canção nova e que agrega muita qualidade ao álbum. Mais uma vez, a banda critica o governo Trump. Belíssima faixa, deve ser imediatamente considerada um clássico do rock experimental!

7- Never Destination: Mais um rock agitado, ao estilo “Do the evolution”, antigo sucesso do Pearl Jam, mas este tem batida mais rápida. As guitarras são muito bem trabalhadas, como em vários momentos do álbum.

8- Take the Long Way: ótima bateria, frenética e cheia de energia. Esse é um rock que vai agitar muitas festas quando o isolamento social acabar.

9- Buncle Up: uma canção meio parada, mas não muito lenta, com riff e estrutura repetitiva. Soa como se fosse uma canção de ninar revisitada. 

10- Comes Then Goes: executada apenas com voz e violão, tem uma pegada folk que costumava aparecer nas bandas de grunge rock da década de 1990. Ótimos vocais!

11- Retrograde: uma belíssima balada que merece estar nas rádios. Bem ao estilo Pearl Jam, mas com alguns elementos contemporâneos. Ela cresce e termina de forma sublime!

12- River Cross: outra balada, lindíssima, com um tom um pouco experimental. Fecha o disco de forma épica! Musicalidade que deverá ser mencionada por anos no futuro, assim como outras faixas do álbum!

A temática do álbum é reflexiva e intimista às vezes, mas nada depressivo, muito pelo contrário, o álbum anima. Os vídeos que divulgam as músicas trazem muitas imagens da natureza, mostrando que a ecologia é uma preocupação da banda, daí a capa ser uma geleira derretendo. E há muitas críticas explícitas ao governo de Donald Trump. As linhas vermelhas de um monitor cardíaco simbolizam um alerta de que o nosso planeta clama por cuidados.

Capa de Gigaton, 2020.

O álbum é agradável e empolgante, no mínimo! Tendo a acha-lo genial e surpreendente para o contexto em que vivemos. Não sei há quanto tempo eu esperava um lançamento no rock contemporâneo que acrescentasse algo novo e, ao mesmo tempo, soasse como rock clássico. A banda se reinventou no experimentalismo, mas ainda assim soa como o bom e velho Pearl Jam.

É o melhor lançamento que eu ouço em muitos anos! As faixas de rock 1, 2 e 4 eu já as considero como clássicos da banda. São incrivelmente boas! As duas baladas que fecham o disco são absolutamente fantásticas! A faixa 6 [Seven o'Clock] é outra que surpreende demais, tanto pelo som quanto pela letra. A faixa 5 [Alright] também me agrada muito em seu tom contemplativo! E a faixa 3, o que dizer dela? Ela tem que ser a música das discotecas pós-pandemia. Eu que não danço, iria a uma boate para dançar essa música.

O Pearl Jam construiu algumas frases muito bonitas, musical e poeticamente, que se repetem ao final destas canções e se pregam em nossa mente como um mantra:

Em Dance of the Clairvoyants: “Stand back when the spirit comes”.

Em Seven O’Clock: “Much to be done, much to be”.

Em Retrograde: “Hear the sound. Hear The Sound…”.

Em River Cross: “Share the light. Won’t hold us down”

Ou seja, construíram hinos! Não bastassem as estrofes e refrões já marcantes, essas frases finais são um exemplo de como um compositor pode terminar uma canção de modo definitivamente inesquecível!



Recepção e crítica especializada

"Na Billboard 200 dos EUA, Gigaton estreou no número 5."

"O crítico da AllMusic, Stephen Thomas Erlewine, classificou o álbum em 4 de 5 estrelas."

"O escritor da Rolling Stone, Kory Grow, também deu uma crítica positiva ao álbum, classificando-o em 4 de 5 estrelas."

"O roteirista John Paul Bullock também foi positivo em relação ao álbum, escrevendo: 'Gigaton tem um pouco de tudo para todos. É um álbum complexo e dinâmico, cheio de emoção sincera e humor sutil'."

"Mojo, em mais uma crítica positiva, escreveu: 'Forte e solto, político e pessoal, o Pearl Jam consegue o equilíbrio absolutamente certo'."

"O escritor George Garner (Kerrang!) deu ao álbum uma avaliação perfeita e escreveu: 'É o álbum mais furioso do Pearl Jam desde 2006. É o mais musicalmente inventivo desde 1998. E, em virtude de seus temas, é o mais gravemente necessário de toda a sua carreira. É, em suma, um triunfo'."

"Escrevendo para The A.V. Clube, Alex McLevy deu ao álbum a nota B."

"O crítico de som Matt Melis classificou o álbum como B+."

"Steve Lampiris, do The Line of Best Fit, considerou o Gigaton o álbum mais experimental da banda e deu uma pontuação de 8 em 10."


Fonte: Wikipedia, versão em inglês, tradução minha.


Todas as críticas foram positivas. Eu concordo com o comentário de George Garner e, pessoalmente, dou ao álbum 5 de 5 estrelas.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Beatles e a contracultura (fotos)

Em comum, todos questionam os valores da sociedade burguesa.

Beatnik (final da década de 1950. )
Expressão na literatura, música e artes visuais.



















Influenciados pelos beatniks

























Hippie (de 1967 até a metade da década de 1970. )
Orientalismo, meditação, autoconhecimento, liberdade sexual, paz e amor.



















The Beatles: heróis da geração hippie.




















Punk (final da década de 1970. )
Um novo conceito de anarquia: antiformal, antifilosófico, anti-acadêmico... 
Apenas anárquico.

Ramones: influenciados pelos Beatles e o som da déc. de 1950.








 





Grunge (início da década de 1990.)
A denúncia de uma geração sem heróis a serem seguidos, sem valores a serem defendidos, uma guerra interna contra o sentimento de se sentir sozinho em meio a uma multidão.  



Geração embalada pelo Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains...
















  












Influenciados pelos Beatles e os punks















Beatles: influenciando gerações