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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Introdução à Fernando Pessoa

Nesta postagem farei um resumão das características mais básicas desse poeta, a fim de apresentá-lo àqueles que ainda não o conhecem.


Fernando Pessoa foi um poeta português do início do século XX e esteve ligado ao movimento denominado Modernismo.

Ele foi o criador do conceito de heteronímia, que consiste em inventar poetas fictícios, cada um com personalidade própria, e escrever poemas como se fossem deles.

Cada heterônimo apresenta suas próprias características físicas, psicológicas e filosóficas, cada um bem diferente do outro e todos eles criados por Pessoa.


Ele inventou vários heterônimos, mas três são os mais famosos, cada um sendo autor de poemas geniais:

Alberto Caeiro - pastor de rebanhos, de pouco estudo, valoriza os sentidos e duvida da racionalidade. É considerado o mestre dos outros heterônimos e até do ortônimo.

Ricardo Reis - vive no século XX mas segue as filosofias epicurista e estoicista do antigo Império Romano. Escreve em forma de odes e faz referências à mitologia romana.

Álvaro de Campos - engenheiro, futurista, escreve longos pensamentos existencialistas, cultuando as máquinas e fazendo uso de sinais gráficos para expressar onomatopeias


O ortônimo é quando Fernando Pessoa escreve sendo ele mesmo, com suas próprias características. Ele escreve sobre o saudosismo dos tempos áureos de Portugal e sobre assuntos introspectivos. Usa muitos jogos de palavras.

Há pelo menos um semi-heterônimo, chamado Bernardo Soares, autor do "Livro do Desassossego". Esta personalidade é outra, mas não diferente do próprio Pessoa.


Além de poeta e autor de vários heterônimos, Fernando Pessoa também foi tradutor, inventor e astrólogo.


terça-feira, 26 de abril de 2011

Ode ao vagabundo






Vejo o olhar triste e profundo,
Vejo os olhos do vagabundo.

No horizonte, silhueta ao fundo,
Despeço-me do vagabundo.

Ele sempre foi mudo,
Mas não era calado -
Uma vez falou ao mundo
Sobre sua esperança.
(Apesar de ser adulto
tinha sonhos de criança).

Um pobre palhaço
Sem nariz de plástico.
Um nobre vagabundo
Com talento único.

Ele sempre fez sorrir,
No circo ou na cidade -
Luz a fulgir -
Nos olhos da sociedade.

Trabalhando ou discursando
Num filme preto e branco
Foi-se o vagabundo
Das ruas para o mundo.