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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Parábola zen

A estrada enlameada

 

Tanzan e Ekido caminhavam juntos numa estrada enlameada. Caía ainda uma chuva forte. Junto a um cruzamento da estrada, encontraram uma bela moça que não conseguia atravessar porque não queria sujar o belo kimono de seda que trazia.

- Anda moça – disse Tanzan imediatamente. E carregando-a nos seus braços, atravessou-a para o outro lado da zona mais enlameada.

A partir daí, Ekido ficou calado todo o caminho que percorreram até à noite.

Ao chegarem ao templo onde ficariam a pernoitar, Ekido não conseguiu se conter e disse a Tanzan:

- Nós, os monges, não nos aproximamos de mulheres. Especialmente se tão jovens e bonitas. É perigoso. Porque fizeste aquilo?

- Eu deixei a moça lá atrás – disse Tanzan – Tu ainda estás a carregá-la?



fonte: Wikipedia

domingo, 15 de janeiro de 2012

Parábola jainista

Os cegos e o elefante

Alguns cegos decidiram aprender o que era um elefante tocando partes diferentes do animal.

Um tocou o lado do corpo do elefante e o descreveu como uma parede. Outro tocou a tromba e ficou convencido de que o animal era como uma serpente. O que tocou o joelho disse tratar-se de uma árvore. O que tocou as presas disse que um elefante era como duas espadas.


Mais tarde, ao se reunirem, os cegos se envolveram em uma discussão acalorada. Cada um tinha sua própria versão do bicho, mas nenhuma delas parecia se encaixar com a do outro. Embora estivessem individualmente certos, a intolerância em compreender a verdade do próximo impedia a todos de entender o que era realmente o elefante.


O jainismo prega a multiplicidade de pontos de vista. Segundo esta doutrina, nenhum ponto de vista pode abranger sozinho toda a verdade. Este é um dos pilares que sustenta a filosofia jainista da não-violência. Ou seja, conflitos são evitados ao respeitar o ponto de vista alheio.