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quinta-feira, 28 de maio de 2020

De plágio a meme


A página Língua Portuguesa, que eu sigo no Facebook, usou minha postagem de 2017, sem me dar o devido crédito.























"As três pétalas superiores representam a tríade que compõe o curso: Literatura, Gramática e Linguística."

Essa definição da flor-de-lis como símbolo do curso de Letras se espalhou pela internet. Um monte de pessoas e páginas usando, a maioria sem dar crédito ao meu blog, o Interlúdico.

Esse significado da flor-de-lis partiu de uma análise minha com base em simbologia e semiótica. Isso não existia. Não peguei algo pronto. Eu criei isso. E agora é praticamente um meme.



A página da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) também usou minha análise, sem crédito ao meu blog, mas citando a página de Língua Portuguesa.

A postagem original que gerou tudo isso é esta:

Fiz essa postagem em 01 de novembro de 2014. Até agora, foram 60.253 visualizações.

Na época, a flor-de-lis já era símbolo do curso de Letras. Mas eu não achava na internet uma explicação para isso. Então, criei a minha própria: "A pétala do meio é a Literatura, a da direita é a Gramática, a da esquerda é a Linguística." Explico o porquê disso na postagem original (link acima).

Além desses exemplos, já vi outras páginas usando minha análise sem dar o devido crédito. Isso é plágio! Mas se esse é o preço para uma postagem do meu blog virar meme, que seja! Se eu tiver o reconhecimento disso um dia, ótimo! Se não tiver, paciência. Mas meus amigos, colegas de profissão e ex-alunos sabem onde tudo começou. E a prova está no link, com data de publicação.

Gosto de ver minha análise sendo usada por outros. Mas receber crédito também seria bom, para não dizer justo.


PS: devido ao sucesso da primeira análise, fiz uma segunda em 16 de janeiro de 2015:
https://interludico.blogspot.com/2015/01/a-flor-de-lis.html


Lírio vermelho



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Breve análise do soneto “A pá”



Para não perder o costume, fiz uma breve análise sobre um soneto de minha autoria. Segue o poema:

A pá


Não, a palavra não é metafórica
Quando é forte para plantar os ossos
E colher o perdão dos entes nossos
Numa elegia muda e pictórica.

A palavra num enterro é concreta:
A pá lavra o pó antes do epitáfio
E a sua própria função leva a fio
Para deixar a tarefa completa.

Apaga a triste mágoa já passada.
A pá – gastrite da terra – já cega,
Surda, só, junto ao defunto ela encerra:

A lágrima da remissão negada
Ou a silenciosa dor que teve em vida –
Ao som seco e sacro de pá – rompida.


Renan, abril de 2013.
Publicado em:
http://interludico.blogspot.com.br/2013/04/soneto-sobre-o-perdao-dado-apos-morte.html


Breve análise

Decassílabo com rimas no esquema: ABBA, CDDC, EFF, EGG.
As rimas FF são imperfeitas.

Há aliteração do S para reproduzir o som da pá cavando um túmulo, 
algo como: s, s, s..

Ficou assim:
A pá – gastrite da terra – já cega,
Surda, só, junto ao defunto ela encerra (...)
(...) a silenciosa dor que teve em vida –
Ao som seco e sacro de pá – rompida.


Há paranomásia em:

A palavra num velório é concreta:
A pá lavra o pó antes do epitáfio

Apaga a triste mágoa já passada.
A págastrite da terra – já cega,


Outras semelhanças fonéticas na 3ª estrofe:

terra/encerra (rima interna)
junto ao defunto (rima interna)

Semântica:
A primeira estrofe lança uma tese que será defendida nas duas estrofes seguintes. A última estrofe apresenta uma conclusão.

Há metáfora em “elegia muda e pictórica” (1ª estrofe) = [O triste silêncio na hora do enterro].

Há uma figura de oposição entre “metafórica” (1ª estrofe) e “concreta” (2ª estrofe).

Há metáfora em “A pá [no ato de cavar]” = “gastrite da terra” (3ª estrofe).

Há prosopopeia em “A pá já cega, surda, só” (3ª estrofe)

Há figura de inversão (hipérbato) entre a 3ª e 4ª estrofe. Na ordem direta seria: “a pá encerra [termina com]: a lágrima da remissão negada ou a silenciosa dor que o defunto teve em vida”.

Há hipérbato na 4ª estrofe. Na ordem direta seria assim: “silenciosa dor rompida ao som de pá”





quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Nada é um paradoxo

A razão que me leva a escrever
É o fato de razão no mundo não haver.

E se alguma ordem há,
Nenhuma língua lha pode explicar.

É precisamente esta lacuna muda
Que rompe o silêncio d’alma bruta

E inculta, a alma não fala,
Mas diz algo, não se cala.

E lhe força a entender a obviedade
De que os extremos são partes da verdade,

Todavia, não está completamente nua,
Porque o universo é uma ferradura –

E as pontas se tocando
Lembram amantes se beijando.

Portanto, O Todo despido
É um Nada vestido;

Assim como toda dor é poesia
E todo verossímil é fantasia;

E a morte é a primeira despedida
E cada vício uma afirmação de vida;

Como cada um é seu próprio universo,
E ao mesmo tempo o seu inverso.

E a tristeza é notar estupefato
Que estou certo e ao mesmo tempo errado.

O nada é alguma coisa
E palavras não ditas dizem algo.

Quando digo coisa alguma,
Estou dizendo alguma coisa.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Textos publicados: 2 poemas e dissertação

Hoje quero apresentar um blog que teve a gentileza de postar um poema de minha autoria que foi escrito e publicado em 2009.

O blog se chama Plástico Bolha, lá vocês encontrarão vários poemas, dentre eles o meu, e links para outros blogs amigos do Plástico, dentre eles o Interlúdico.

Aqui vai o atalho para o Plástico Bolha:

http://jornalplasticobolha.blogspot.com/2009/01/defesa-do-amor-de-cleo-e-toni.html

O link acima os levará direto ao meu poema.

O Plástico Bolha pode ser acompanhado em duas versões: blog ou jornal impresso. Ambos tratam de literatura contemporânea. Mais detalhes poderão ser obtidos no blog do Plástico.


Outro poema de minha autoria, também publicado em 2009, pode ser encontrado no endereço a seguir:

http://www.poetas.capixabas.nom.br/Poetas/detail.asp?poeta=Renan%20Mendon%E7a%20Ferreira 

Esse poema faz parte da coletânea Escritos de Vitória número 26. O ghazal é uma forma de poema típica de países árabes, composto de dísticos, com métrica fixa e rima anteposta ao refrão. Tradicionalmente, o ghazal trata do amor religioso, da busca pelo ideal superior, por isso escolhi esse tipo de composição, numa tentativa de expressar o sentimento de alguém que se busca e se encontra na cidade de Vitória.


Finalmente, posto aqui o link para a minha dissertação de mestrado, disponível na página da Ufes. A dissertação, cujo título é Conteúdos Temáticos e Ideológicos em Augusto dos Anjos, pode ser salva e lida no formato pdf, no endereço abaixo: 
http://www.ufes.br/ppgl/pdf/Renan_Mendonca_Ferreira.pdf 


Nesse trabalho, há um capítulo dedicado às pulsões psicanalíticas e um outro que trata da angústia do eu lírico augustiano. A morte, como tema recorrente em Augusto dos Anjos, também é assunto abordado durante toda a dissertação, bem como o misticismo e a religiosidade presentes na obra do poeta. A dissertação foi apresentada e aprovada em 28 de fevereiro de 2011. Aos que se interessam nesse tipo de estudo e temáticas, faço um convite à leitura.


Agradeço a todos que seguem o Interlúdico ou que o acompanham regularmente, valeu a força! O meu obrigado também aos visitantes, brasileiros e portugueses (e aos de outras nacionalidades, quando houver), sejam todos bem-vindos a este blog.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A primeira postagem (Uau!!!).

Nesta minha primeira postagem, vou explicar a razão que me levou a criar um blog:
Não há razão (pelo menos não que eu saiba explicar).

Mas não desanime, amigo leitor.
Terei a satisfação de sua visita na minha segunda postagem?