terça-feira, 15 de setembro de 2015

Poema enviado por Raul...

Ninguém se importa
E isso eu entendo:

Temos importados, TVs, carros velozes, Velox....
E obrigações com tudo isso,

Mas nada disso m’ importa,
Porque tenho haicais imagéticos,
Plácidos e transparentes com’ água parada
Que refletem meu olhar como concreto
(estátua d’entreaberto lábio gelado)

Mas meu coração feit’ um pêndulo!

Estou icônico feit’ a estátua
E mesm’ a torrente a jorrar do meu lado não me abala,

Mas ora esse pêndulo tende pr’um lado,
Ora outro,
E cheg’ a hora da estátua finalmente desabar.

Poderia ser agora
Sem me abalar.


Raul K’ Lima
(Goa – 03/09/15)

Imagem enviada pelo autor:

2 comentários:

  1. A Torre que pretendia tocar o céu
    Foi a perdição daqueles de Babel.
    Assim ontem e hoje.

    Cale a falsa deusa Indiana, Templo da perdição!
    A morte é o pagamento de todo pagão!

    (Francisco Pechê)

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  2. "Estou icônico (= Estoico) feito a estátua"

    Iulio Ypiranga

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